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O cadeado travado

sábado, 13 de março de 2010
2010

2010

Só mesmo uma mulher para jogar Oliver Stone na vala comum dos filmes de guerra. E derrotar um dos filmes mais caros e idiotas da história (que não por acaso foi dirigido pelo ex dela – que fez coisas embaraçosas como Titanic, Piranhas – alguém se lembra da cena dos peixes voando no ar?  – , Rambo II).

O filme é ferradíssimo. Você pode ter pena dos soldadinhos de chumbo americanos. Você pode ter pena do Iraque. Nada disso interessa.
Você sente a guerra como nenhum Platoon jamais conseguiu. E olha que Stone foi condecorado no Vietnã – uma medalhinha vagabunda para quem serve amigavelmente em território inimigo – e seja lá o que “amigável” queira dizer uma vez que você faz parte da nação mais armada do mundo.

A diretora Katryn Bigelow te coloca no meio do campo de guerra. Ela te coloca na linha de fogo. E você tem que escolher um lado. Eu, sinceramente, torcia pela morte. E não tive pena dos insurgentes iraquianos matando gente do lado deles para acertar o inimigo. Eu me vi no filme. E não era americana.

Dei pausa em vários momentos. Para tomar um ar. Pauleira.

Os extras são muito bons. Valem a pena.
(Sugiro ver o filme Dahmer…)
O cenário real é o deserto da Jordânia. Mal vejo a hora de sobrevoar os Emirados Árabes no fim da próxima semana.

E só um longa – e de um verdadeiro mestre – mexeu assim comigo. E a foto mostra que coincidências não existem.
Se você quiser mais: http://www.newsweek.com/id/202730

Um filme sobre vício. E vício “legal”. Acho que desse assunto entendo um pouco. Minha adrenalina talvez seja outra, mas é tão borderliner quanto.

2001

2001

EGO

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Foto criada em 2009-10-13 às 16.39 #2

Tenho pouca coisa para falar.

Vi Oliver Stone. Ele é muito, mas muuuuuuito mais mala do que eu.
E a platéia amou.

Fui ao exclusivérrimo The Box, entrei – sem senha, sem contato, só com a cara de pau que Deus me deu (e com meus superamigos Marco Assub e Gang) – , consegui uma mesa com corrente para deixar a plebe afastada, e a hostess simplesmente me amou – mandou email e tudo. Shows burlescos incríveis. Loucura total rolando – quartos, travestis, lésbicas, modelos. Acho que o Studio 54 tinha essa vibe. http://www.theboxnyc.com/

Jean Baptiste, um francês de filme de Truffaut, conheceu meu lado negro.
Ficou chupando pirulito.
E eu falei francês como se não houvesse amanhã. Depois de uma semana de spanglish, eu falo até grego.

A melhor make-up artist de NYC (Angie Parker) disse que tenho uma rara pele de pêssego. Magina.
O melhor hairstylist de NYC cortou meu cabelitcho (Marco – Ion Salon).
(Quando falo melhor, falo do povo que faz os desfiles de Calvin Klein, Givenchy, Alexander McQueen, Chanel)

Bebi todas, botei tudo para fora, fui dormir com o sol raiando, ouvi muito “gorgeous”, “nena guapa”, e fui dormir borrada de maquiagem, babada, aquele nojo. Eu sempre acho que o meu verdadeiro eu eh essa coisa pós-festa. Descabelada.

Acordei desidratada. Bloguei e quero dormir até amanhã.
(Mas já estou trabalhando)

Herve Leger, você vale cada mil dólares de pano.