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Tricô ou croché?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Existem algumas épocas em que a vida lá fora não deixa tempo para os escritos.
E são tantas coisas acontecendo, não?
Ratko Mladic chegando em Haia (se fosse inimigo de Obama, o chefe da democracia, não teria direito a julgamento…).

Ministro brasileiro ganhando milhões e não se explicando.

E eu com meu pequeno mundo, cheio de coisinhas tão pequenas e inhas.
Faz frio aqui e eu gosto muito.
Coloco roupas largas e quentes.
Ganho presente de avó.
Visita relâmpago de mãe.
Almoço com amigos sumidos.
Leitura de textos de conhecidos.
Piscina com fumaça subindo pelas paredes.

Ficar horrorizada com um país que torna-se rico e que ainda aceita, calado, políticos bandidos?
Ah… O mundo tem mais do que isso: um homem acusado de genocídio durante o cerco de 43 meses a Sarajevo e algoz do massacre de 8 mil muçulmanos em Srebrenica.
Para quê passeatas?
Tudo vira um grande julgamento pela televisão, até que o réu caia de AVC, infarto ou outra doença banal que acomete democraticamente velhos ou bandidos, mulheres ou assassinos.
Também se pode matar, sem esperar julgamento, e lançar o corpo ao mar…
Ah…
Eu não entendo nada.
Deixem-me aqui com minhas meias de lã e meus problemas de contas de luz, de pintura nova, de gás de cozinha.

Para Hamurabi

segunda-feira, 2 de maio de 2011

I mourn the loss of thousands of precious lives, but I will not rejoice in the death of one, not even an enemy (Martin Luther King, Jr)

No dia em que matam um cara do outro lado do mundo e as pessoas saem em bandos, nas ruas, para comemorar (?), penso comigo e falo baixo: existem mesmo mocinhos e bandidos?
Sou daquele tipo de gente que acredita em julgamento justo e prisão para quem de direito.
Sou dos que não adotam a Lei de Talião.
Que não comemoram um assassinato.

Em certos dias como os de hoje, não abro internet.
Passei por aqui rapidamente só para deixar meu protesto (quase) silencioso.

E para dizer que prometo continuar acreditando que o mundo pode ser mais ameno.
Que as pessoas invadirão ruas para plantar flores.
E que as convenções sociais serão para tornar a vida mais amena
E não para as pessoas se enforcarem em obrigações toscas ou justificarem exploracão dos outros.
Os homens serão mais próximos e apenas as piadas, infames.

Até amanhã.