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Hipólita

domingo, 6 de setembro de 2015

Troco a noite pelo dia, encerro a farra no balcão da padaria.
Levanto depois das 17h e me arrasto.
Dou mais um passo.
Falta gente para entender o significado de Αμαζόνες.

Um ataque, um contra-ataque.
Pivô.
Um, dois, três.
Eu quero é fazer a virada, o repique.

Dia de caça é dia de encher a geladeira.
Comer, beber com vontade.
Mas eles querem muito e eu não quero nada.
Quando vejo, já foi. Nuca, ombro, pescoço.
Esta coisa de querer engolir tudo com gosto – eu quero só uma taça.
Não, não me abraça.

Existe dia de caça.
Mas gargáreos não entendem.
Uma vez por ano.
Não é toda hora.

Esta mania de ser livre me leva a mundos estranhos.
E você termina a noite procurando Hipólita.
Hipólita acorda cedo.

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Em domicílio

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Minha vida agora é venha a mim.
Tirando a ultra organizada com toda antecedência volta olímpica matinal na praça da esquina para o – nem sempre fácil – banho de sol, tenho ficado em casa.
Supermercado, papelaria, farmácia, padaria, fisioterapia preventiva, ginástica, trabalho – nesta ordem -, estou na tal quarentena – com direito a fugas que dariam pena máxima… (restaurante na semana passada, feira livre no sábado – duas horas para cada e retorno à casa esbaforida)
Não, não me queixo, e aprendo muito: minha vida solitária foi substituída pela presença de duas funcionárias, um corpo que não é meu e prisão domiciliar voluntária.

E a doação?
Não ser mais dono de seu exíguo tempo, da casa que comprou com tanto suor.
Ser do e para o outro.

E acordar vazia.
Vazia.

Pensar que a vida é mesmo assim.
Um para lá, dois para cá.
Uma volta e tanto.
Para ter de volta o que eu deixei pelo caminho.

E reinventar a história toda.

Que Rio que nada

sexta-feira, 1 de maio de 2009

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Cheguei quatro e meia da manhã.
Joguei um travesseiro no chão para Alice dormir perto de mim.
Os gatos todos vieram se encostar.
Eu estava ligada.
Na TV, qualquer bobagem.
Dormi.
Acordei a uma da tarde.
Demorei horas para fazer qualquer coisa.
Um banho depois de uma semana virando a madrugada.
Sem pressa.
Lavei o cabelo. Passei areia com açai no rosto.
Gastei litros de água.
Um pulo na padaria. Alice e sua corrida maluca com os cães da vizinhança.
Voltei para a cama.
Dormi até seis da tarde.
Vendo TV.
Nem fome tenho.
Quero acordar na segunda.
3 revistas de uma vez. Nunca mais.
Adoro minha cama Auping.