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Peggy oh!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

óculos de autor para ela

A história quis que Peggy ganhasse um sobrenome e tanto: Guggenheim.
E mais: que ela ficasse milionária ainda adolescente.
É que o pai de Peggy – junto com vários bacanas – afundou no mar junto com o Titanic.
Imagine se fosse hoje: Silvio Santos, Eike, Jorge Paulo Lemann, Carlos Slim, Bill Gates e outros sobem num barco e viram isca de peixe.
Penso o que Thor, He-man ou diabo que o valha…
Se ele já não sabe o que fazer com uma Mercedes-Benz SLR McLaren, o que faria com o império de vapor do pai? Mistério para outras gerações.
Voltando ao caso, rica, jovem e com um senhor nariz de batata que foi ainda mais estragado por uma plástica que deu errado… Peggy foi à luta.
Ela viveu uma vida de sexo, privilégios e dinheiro -, mas – dizem – tudo o que ela queria era credibilidade dentro do mundo da arte dominada por homens.
Irônica, esperta e danada, Peggy dava festas de arromba e sempre servia, entre outros quitutes, whiskey e batata-frita.
American rich crazy girrrrrrrrl.
Aos 21 anos, depois de viver no aperto – mas não necessariamente na pior – , ela finalmente herdou 450 mil dólares do espólio de seu pai. Isso, mais a herança 500,000 dólares que ela recebeu com a morte de sua mãe, em 1937, permitiu-lhe reunir uma extraordinária coleção antes que Paris caisse para os alemães.
Klees, Gris, Léger, Kandinsky, Braque, assim como pinturas de Miró, Picasso, De Chirico e Magritte.
Peggy teve tudo.
E, sinceramente, não há do que reclamar…