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24h em 3 continentes

sábado, 17 de abril de 2010

Cheguei em Perth as duas da manha. Fui dormir as 6.
As dez, estava de pe, trabalhando.
Agora sao quase sete da noite. Não almocei, vi algo da cidade e estou a caminho do deserto Pinnacles.
Infelizmente não pude parar para falar com a turma do Rio e dar uma volta antes do trabalho. Uma conhecida que mudou-se de Londres e mora em Perth – tem dois filhos, casou com um australiano.
Ela tambem não vou poder encontrar.
Estou escrevendo via celular.
Letrinhas do tamanho de pulgas.
Minha avo tem um ditado que e otimo.
“Muitos proveitos não cabem num saco so”.
Pois eh assim: viajar e não conhecer os lugares.
Conhecer hoteis.
Nesse dia tao corrido, conheci o “dono” do carnaval do Rio. Boa gente. Alma aberta.
Conheci o piloto bonitao que tem casa na Austria, mas vive ho Hawai.
Falei com o frances no melhor frances que pude.
Falei com o colega ingles que me apresentaram em Abu Dhabi.
Estou com dez pessoas num onibus.
Tirando os brasileiros, temos uma australiana e uma hungara no grupo.

Uma hora para chegar.
Sao nessas pausas obrigatorias que eu tenho ganas de escrever.
Por isso sou compulsiva por blackberries. Porque de um jeito ou de outro escrevo.
E me tranquiliza.
Mas eu jah estive melhor nesse oficio.
Tudo tem altos e baixos.
Agora entendo o que eh viajar sem sair do lugar.
E a reciproca tambem.

Vamos juntos

domingo, 11 de abril de 2010

ana
São 9h. Tenho que embarcar às 15h.
3 matérias para entregar.
2 colunas.
2 cartões de crédito pra buscar no escritório.
Não fiz a mala.

Venha comigo.
SP- Alemanha-Áustria.
Singapura.
(Uma hora para correr e trocar de avião)
Perth, Austrália.
Dia seguinte: Pinnacles Desert.

Uma equipe vai pela Argentina.
A outra, África do Sul.

(…)

Dois dias.
Perth.

Dois dias. (Singapura. Alemanha)
Guarulhos.

A volta ao mundo em 5 países. Trancada.

Não fiz a mala.
Freud não explica nada.
Eu não sei mais o que quero que me expliquem.

A metamorfose

terça-feira, 23 de março de 2010

Dias intensos no trabalho, na vida – confesso que rápidos demais até para mim. Ontem, algo indédito: cheguei às 22h30 do francês e caí na cama. Nem comi, nem nada. Dormi de soluçar (se é que você me entende).
(Hugo, recebi os livros, danke! Acho que um vai comigo para as arábias)
Hoje acordei totalmente quebrada, estavam faltando pedaços mesmo. Precisei dar uma autossacudida para me encontrar. A conexão não pegou ainda.
Viagem para a Áustria adiada para julho. Pintou Austrália no meio do caminho. Sidney, Perth, Pinnacles Desert…Prometo tirar uma 3×4 dos aborígenes tomando RedBull.
Sandra, obrigada pelas dicas de Salzburg – vou parar uns minutos nos Emirados para me divertir aos poucos com elas. Acho que vou poder parar nessa viagem. Tudo com minha bolsinha de cupcakes.
Das arábias, vou trazer caneca de milk “sheik” para o Clerc.
Sobre o anel, Elsa Peretti. Sempre – a musa.

Pois é, minha gente, isso é Brasil – antes, para ir para a Disney, o cidadão tinha que nascer rico de pai e mãe.
Hoje ele roda o globo com aquela carinha blasé.No cantinho da gerente
Hoje mesmo, vejam só: liguei para o estúdio de fotos no Rio, pedi cópias das minhas fotos do passaporte, paguei via bankline, fizeram e despacharam pelo correio.
Nada como viver num país subdesenvolvido.

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Por aqui, no país tropical, o assunto é crime.
Pai e madrasta vão a julgamento por assassinato de filha.
Jovem desocupado mata pai e filho e a culpa é do Santo Daime.

Eu fico sempre me perguntando de onde sai a brilhante idéia de matar alguém… Será que não deixamos as cavernas?

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Cavernas…
Eu fico elucubrando por que rodamos tanto, corremos, fizemos guerras – tudo para voltar para as catacumbas… Para puxar as fêmeas pelos cabelos, grunhir, comer carne crua.
É a involução humana.

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o gênioO que me anima é o matemático russo Grigory Perelman. Ontem ele declarou que não tem interesse em receber o prêmio de US$ 1 milhão a que tem direito por ter resolvido a chamada Conjectura de Poincaré.
Tá certo. Se fosse pelo dinheiro, ele deveria fazer outra coisa da vida…

Segundo a Folha:

A vizinha Vera Petrovna afirmou que já esteve no flat do matemático. “Ele tem apenas uma mesa, um banquinho e uma cama com um lençol sujo que foi deixado ali pelos antigos donos – uns bêbados que venderam o apartamento para ele”.

“Estamos tentando acabar com as baratas nesse quarteirão, mas elas se escondem na casa dele”, acrescentou.

Esse não é o primeiro prêmio esnobado por Perelman. Há quatro anos, ele não apareceu para receber a medalha Fields da União Internacional de Matemática.

Dizem por aí que, se uma bomba atômica atingisse todo do mundo, só as baratas sobreviveriam… Esse matemático é mesmo esperto. Fazendo contato com as únicas sobreviventes do caos…