Posts com a Tag ‘preguiça’

Lambe-lambe

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

clique?

De volta à São Paulo em pecado.
Gula, luxúria, inveja, preguiça, vaidade.
Faltaram apenas dois para ir direto para o inferno.
Verdade e trabalho.

Inferno?
Talvez o calor desta madrugada – que passou por cima da chuva fina, intermitente, e negativa, inoperante – tenha sido um sinal.
O inferno são vizinhos travestidos de gente de bem.
Um projeto de responsabilidade social para dono de shopping center.
Uma ida à nutricionista (você sabe que ela vai cortar tudo o que interessa e, rebelde, ainda assim paga a consulta e não obedece).

E lembrar que hoje, segunda, não é dia de cerveja, vinho, aguardente.
Ah, cidadãos corretos de 9h às 17h, inferno é ser tudo de belo de segunda a sexta-feira.
No sábado ir para a feira comprar peixe fresco para perder-se na terça.

Ah, balzacas reunidos!
Como fazer se depois dos trinta fica difícil manter o corpão violão?
Mostrar, bêbada, bunda e pandeiro num programa de TV?
Ou sofrer as consequências de uma batalha nada síria sob edredons?
Ah…

Se até a Antártida sofre com incêndio, que dirá uma São Paulo ensandecida?
Restou-me fugir de 13h às 15h.
Fazer coisas básicas e inconfessáveis.

Vamos, vamos sair de mãos dadas.
Tomar umas e outras sem pensar.
Trocar a toga do juízo e nunca mais olhar para trás.

Porque toda segunda-feira de verão é dia morno como sauna seca na praia.

Pé no freio

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Frio

O frio graciosamente baixou sobre a terra da garoa e a vontade é de hibernar.
Você também tem esses arroubos?
Ir para uma caverna e desligar todos os equipamentos da tomada?

Converso com amigas que contam o que aconteceu em minha ausência – não que eu fizesse alguma falta.
Penso que todos sobreviveram às dificuldades.
Você também, tenha fé.

Penso nas obrigações da semana.
Nessa coisa chata que é treinamento de gente nova.
E nessa vontade de sair correndo, descabelada, sentindo o vento e chuva baterem no rosto.

Aí procuro o próprio umbigo e não acho.
E a dor no sacro apita.
Preguiça, inércia, inépcia.

Ai, frio macio.
Uma casa para chegar.
Um ver com graça de tudo o que não se encaixa.

Gaddafi caiu – e o mundo encontrará novos ditadores.

Quando bate preguiça…

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Totalmente aclimatada, com fornecedores dos mais variados tipos.
Personal, massagista, doméstica, frutaria (sim, aqui tem isso)…
Minha mãe sempre me disse que eu era de fácil adaptação.
Já tenho a padaria preferida, a manicure, o banco, a academia, o mercado.
Já conheci pessoas legais.
Já bateu preguiça…

A casa paulistana começa a sair do pó.
Quarto pintado, colocando papel de parede.
O calor que não deixa meu cabelo sossegado.
O frio e saudade da cachorra vira-lata que teve que ficar para trás dessa vez.
Uma sexta com várias obrigações.
E uma vontade louca de fazer birra e cruzar os braços.

Trabalho?
Quem inventou essa chatice?
Amigos e aviões – Santos Dumont ou irmãos Wright, sou mais vocês.

Lar e pizza

domingo, 9 de janeiro de 2011

ponta-cabeça

A mesma casa.
Nem sempre as mesmas coisas.
Na velha fotografia, faltam alguns elementos.
Eu ainda não consegui desfazer a mala.
(Anote: duas vezes em uma vida)
A mesma pizza.
A geladeira que descongelou.
A vizinha que guardou a comida.
A comida que estragou.
Uma vontade louca de arrumar tudo.
Jogar creolina.
Acender fósforo.
Queimar a empregada.
E uma preguiça só de pensar.
A mesma cama e um sono ainda maior.
Deixa para o domingo.
Casa.
Disseram que iria fazer sol.
E fez.

Então feche a cortina.
E abra os olhos.

O povo versus os banqueiros & o jornalismo preguiçoso

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

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Recebi um clipping hoje que vale post:

“Numa tensa audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, oito presidentes-executivos de alguns dos maiores bancos americanos foram chamados ontem para justificar como têm usado os US$165 bilhões que receberam do governo dentro do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp), no fim de 2008. E encararam fúria do público sobre o papel que têm exercido na crise financeira. “A América não confia mais em vocês. Eu não tenho mais nenhum centavo nos bancos de vocês, não quero meu dinheiro enfiado em CDOs, credit default swaps e bônus gigantescos”, disse o deputado democrata Michael Capuano aos representantes do Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley, JPMorgan Chase, Bank of New York Mellon, Bank of America, State Street Corporation e Wells Fargo. “Vocês vêm aqui nas suas bicicletas, depois de comprar biscoitos das bandeirantes e ajudar a Madre Teresa para dizer:‘desculpe, não faremos de novo, confiem em nós.’” Os congressistas pediram que os executivos reconhecessem a “ira” dos contribuintes motivada pela pouca transparência sobre a administração dos fundos. E acusaram as instituições de não usar o dinheiro para atender a uma das exigências do plano: flexibilizar o crédito aos consumidores e empresas. O tom dos banqueiros foi de mea-culpa. O executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, reconheceu a percepção da opinião pública às vezes “com razão”, de que “Wall Street perdeu de vista suas amplas obrigações públicas”.

Sinceramente, tenho apenas um comentário: O que tem de brasileiro classe média alta que foi fazer a América pagando uma baba por um MBA e que, agora, tá voltando no navio negreiro…

E a melhor do dia foi publicada agora no Bluebus:

“Em janeiro o periódico inglês The Times listou em um especial os 50 jogadores de futebol que vao explodir em 2009. Nela figurava um atacante de 16 anos, Masal Bugduv, supostamente “o melhor da Moldova” (regiao nordeste da Romênia). O jornal dava como certa uma transferência para o clube inglês Arsenal. O jogador também recebeu mençoes entusiasmadas no site Goal.com e também na revista ‘When Saturday Comes’. ”
Para resumir, a história é uma farsa. Alguém que tem conhecimento da preguiça do jornalismo atual, criou releases falsos da Associate Press sobre o jogador que foram postados em fóruns de futebol. Também foi criado um perfil na Wikipedia, entre outros.
Resumindo: quem conta um conto inventado…
A história circulou em blogs e ganhou a grande imprensa. E o Times? Não fez nenhuma errata. Só cortou o nome do cara.