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Depois do inverno,

quarta-feira, 17 de julho de 2013

a primavera.

Minha cabeça aqui e os pés para o ar.
Correndo nas horas erradas – o que faço de melhor.

(Minhas primaveras)

Gritando pelas ruas.
Lendo o povo cheio de opinião.
Feliz por um Brasil errado e tão encantado.

(Nikes, Eikes, Lulas, Fernandos e outros quetais)

Pensando de verdade em uma praia no fim do ano.
Em sangue.
Em ferro em brasa.
Em dinheiro caindo do céu.

Velocidade de cruzeiro.
Libertadores da América.

A cuca pode fundir.
Confundindo tudo.
E todos.

De pernas para o ar.
Num inverno que não se encontrou.

Em mim.

Vapor

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ando pensando muito e escrevendo na cabeça.
Saem uns textos bonitos e sem a menor revisão.
Aí me esqueço daqui e fico flanando no ar.

A estilista morta – tão bonita, tão trágica.
Os meninos ricos da internet.
As lutas televisionadas.
As empregadas.
Fica tudo assim tão século passado.

Tenho achado todos muito impacientes.
Todos correndo.
Todos atrasados.
Uma agressividade pulsante.
Uma necessidade de gritos.

Estou no olho do furacão e gosto.
Sou feliz.
Aqui não há som.
Só imagem.

Casa nova que vai subindo.
Dinheiro, como sempre, escoando rua abaixo.
Viagens.
Cartões.
Chocolate.
E bastante vinho.
Agora com direito a corrida, personal trainer.
Cabelo louro.
Cortado louco.

Vapor.
Ando rindo de tudo.
Ando calma.
Será o outono ou a primavera?

anti-ruido

La bicyclette

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

On était tous amoureux d’elle… On se sentait pousser des ailes

Estávamos todos apaixonados por ela… Sentíamos crescer asas


Tropicola

Hoje sonhei em francês.
Um sonho cheio de erros de gramática.

E me deu vontade de andar de bicicleta pela cidade.
Ouvindo Yves Montand e sua paixão infantil pela magrela.
Ou haveria algo por trás dessa história?

Sair sob o sol pelas ruas – que, providencialmente, não teriam carros, ônibus, motos.
Seria uma quarta-feira de feriado, um domingo equivocado.
Todos os carros estariam em recall – falhas de freio, de marcha, parafusetas trocadas, rebimbocas gastas…
Os ônibus, em greve.
As motos, em fila indiana para bater o recorde mundial do Guinness Book.
Uma serpente fina saindo de Interlagos, esgueirando-se pela Marginal Pinheiros até a Ayrton Senna, a Dutra, perdendo-se na Fernão Dias.
Cobra coral feita com motos negras, cinzas, vermelhas, motonetas brancas, mobiletes enferrujadas, Hondas Biz (com tudo elas combinam), lambretas e seus clones mais estapafúrdios.

Pela cidade, pedestres, bicicletas, carroças, triciclos, patinetes.
E o sol de primavera.

Vida louca, vida imensa, Cazuza.
Minha bicicleta não tem cestinho ou cadeirinha de criança.
Vou colocando minhas sacolas no guidon.

Quantas vezes caímos ao patinar na areia que cerca o mata-burro da estrada?
E quantas passamos correndo e deixamos tudo para trás?

Depois das amoreiras, do limoeiro-capeta, das carambolas, atrás dos manacás…
Ali naquela terrinha onde passa um veio d’água.
Com pedrinhas de Lafaiete (em português de mineiro).
Minérios e machadinhas de índios mortos.

Foi bem ali que seu bisavô fez um pequeno buraco.
E colocou seu umbigo.
Para você ter uma raizinha mineira.

E a bicicleta?
Ah…
Uma ficou em Cuba.
Outra foi para Recife.

 

Quand on partait de bon matin

Quand on partait sur les chemins
A bicyclette
Nous étions quelques bons copains
Y avait Fernand y avait Firmin
Y avait Francis et Sébastien
Et puis Paulette

On était tous amoureux d’elle
On se sentait pousser des ailes
A bicyclette
Sur les petits chemins de terre
On a souvent vécu l’enfer
Pour ne pas mettre pied à terre
Devant Paulette

Faut dire qu’elle y mettait du cœur
C’était la fille du facteur
A bicyclette
Et depuis qu’elle avait huit ans
Elle avait fait en le suivant
Tous les chemins environnants
A bicyclette

Quand on approchait la rivière
On déposait dans les fougères
Nos bicyclettes
Puis on se roulait dans les champs
Faisant naître un bouquet changeant
De sauterelles, de papillons
Et de rainettes

Quand le soleil à l’horizon
Profilait sur tous les buissons
Nos silhouettes
On revenait fourbus contents
Le cœur un peu vague pourtant
De n’être pas seul un instant
Avec Paulette

Prendre furtivement sa main
Oublier un peu les copains
La bicyclette
On se disait c’est pour demain
J’oserai, j’oserai demain
Quand on ira sur les chemins
A bicyclette

Luz e fúria

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

cereja

Virada do mês.
Os orientais dizem que a primavera é estação de tensões, agressividade e falta de paciência.

“Madeira – a fase inicial – a Primavera: o Yang dentro do Yin.”

A Primavera é o início de um ciclo, o momento do aparecimento do Yang dentro do Yin – ou seja, o Yin do Inverno começa a diminuir e o Yang a aumentar.
O frio começa a diminuir e os dias ficam maiores.
Agora, pura transição antes da estacão literalmente florescer, é momento de calor, frio, chuva, sol – confusão de estações.
Segundo dizem, este é o período mais dinâmico do ano em que tudo se renova e se exterioriza. Corresponde ao “este” (ao nascer do sol) e está associado ao vigor, à juventude, ao crescimento e ao desenvolvimento.
Esta é a fase expansiva, explosiva, criadora, despertando na natureza o desejo sexual de procriar.
E é também o momento de violência, de pavio curto, de confusão.
A cor verde predomina, o céu está mais azul, e, como o vento, tudo se agita.

Fique de olho no fígado, dome seu stress, segure seu ego.
Take care.
O momento pede.

Abobrinhas

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Em campo

O mundo volta a seu rumo depois que o Santos de Neymar foi derrotado.
Futebol, um mistério quando se fala em brasileiros.
Ontem foi dia da plebe (eu incluída) crucificar o jovem e arrogante jogador que tantas fez que levou à demissão do técnico.
Para mim, o mais engraçado e deprimente foi ler o colunista Xico Sá dizendo-se rebelde e radical por defender o bad boy.
Não dá para levar a sério um cara que vangloria-se de ser feio e entender de mulheres.

O céu caiu

Depois que pedras gigantes de gelo destruíram um bairro em Guarulhos, na Grande São Paulo, a primavera chegou.
O tempo anda tão louco.
Engraçado é dizermos que temos primavera.
Não temos.

Boa ação

O bad boy do Facebook fez uma doação de U$100,000.00
O que um filme sobre o rapaz não causa em sua vã consciência?

Horário político

Gabeira encanta militares
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/09/23/precisamos-ficar-atentos-isso-326802.asp

Febre

Eu dancei muito em 1984, 7 anos depois da estréia do filme.
E olha que o filme não era pra o meu bico…
Nada como ter mães de amigas que se amarravam em caipirinha!
Nos anos 80, meu objeto de desejo era um piso iluminado.
Como um jogo Genius gigante.