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Os nossos medos

terça-feira, 26 de abril de 2011

sobre os que têm coragem

O mundo anda dizendo que não está nem aí, mas, como dizia meu amigo Ely, “aqui em casa, só se fala em outra coisa”… Risos.
O filho de Diana vai casar.
A boda movimentou a economia inglesa.
Os americanos, dizem, não estão nem aí.
Um integrante da guarda britânica chamou a noiva de “vaca” numa rede social e está sendo investigado.
As festas e os convidados vips.
A sucessão real. Será que o Principe Charles escapa desse mico trabalhoso e passa a bola para o filho?

Sinceramente?
Minhas leituras sobre o tema ficam na periferia dos diários e não ligarei minha telinha para ver o enlace real.

O que me interessa mesmo é a celebração do amor monogâmico.
Ainda acho “modernos” e um tanto infantis aqueles que são inconstantes no amor.

Amor é um bicho trabalhoso.
Depois do fogo inicial, gera dúvidas, diferenças, desinteresses, interesses novos, embates (velhos e novos), insegurança, comodismo – tantas sensações.
O chamado amor livre sempre me pareceu um pouco covarde.
Fica na superfície, fica apenas no físico.
Você vivencia, prova um pedacinho e parte para outro.
Cruel e bobo – quer algo mais sem saber o que tinha em mãos.

Óbvio que a devoção, a constância, a fidelidade não são exercícios marciais.
Surge algo bom dentro da gente e, apesar dos dias de chuva, insistimos em ficar.
Não é como uma casa – pois podemos mudar a decoração, a disposição dos quartos, tudo.
Não é como um automóvel – pois não é leva e traz.
Ele traz muito, cobra muito, dá mais do que recebe. Muitas vezes, não recebe.

O amor é imaterial.
O amor novo é cego, atirado, corajoso. Inconseqüente e pleno.
O amor maduro é prudente, discreto, um pouco amuado. Acomodado.
O amor vivido… Não sei dizer, mas penso que começa com dor de dente.
Dor de descobrir que não somos um.
E que precisaremos reconstruir, rever, repensar, reinventar.
Dor de saber que, sim, temos medo da solidão, somos covardes para recomeçar.
Clarividência para saber que, se desistirmos, voltar para a estaca zero é cair no abismo.

Maduro ou vivido…
É sempre o melhor de todos.