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E as cebolas?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Domingo para lá e para cá.
Do Harlem ao Upper East Side com sapatinho flat e três meias.
Estou numa fase monja-bonga, sem beber nada que contenha álcool e comendo umas gororobas naturebas deliciosas (todo tipo de berry, orgânicos, integrais e afins) e, para solucionar este “problema”, é só chamar o amigo David Presas.
Em Eataly, duas reservas em restaurantes diferentes, uma parada estratégica no pátio do mercado (alô, Mercado Central de Belo Horizonte, você continua campeão!)… e foi questão de tempo.
Chega David, com sua bolsa fashion, seu jeito de Woody Allen e já flerta com duas albanesas gatas atrás de nós.
Cara dura!
E o maitre se apaixona.
Comemos tudo o que havia de frios italianos.
Eu me amarrei num bebê que dava birra para provar salaminho (as 22h!).
David se amarrou na vida.
Dos frios partimos para sardinhas com pimentões…
E fomos para o restaurante de massas.
Mesmo com a pança cheia de limonada e pão italiano, a noite era apenas uma criança boba ao lado de David.
Na entrada do restaurante, ele já estava íntimo da hostess que nos levou para uma mesa reservadíssima ao lado da Yakuza (!).
E aí a noite desembestou.
Todos os garçons queriam falar com David.
Quando chegou Alba, a última dos moicanos em nossa animada gangue, eu já estava bêbada com água gasosa com limão siciliano e por ouvir as maiores loucuras. Gritava e gesticulava insana.
Mágica no absurdo, lobo bobo.
O garçon russo até posou para a foto… Pena que não tenho uma cópia aqui comigo para vocês.
E, ainda, fechamos o mercado naquela algazarra brasileira, roubando maçãs e pimentões como criança que faz molecagem.
E tomando café com a Monica Belucci do cartaz.
Hoje?
A neve bateu na janela, Trader Joe’s e uma volta para ver a paisagem de cartão postal no Central Park.
Aqui é feriado.
E eu, apesar de não gostar de neve, gosto de bota de borracha abrindo caminho no asfalto.

Bom começo de semana de pré-carnaval para todos.

11 mil reais e a conta

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Que gelada!

Num sete de setembro meia-boca, com o Brasil tomando um chocolate da Argentina, a notícia que ecoa na rede é que, com 11 mil reais (segundo minha Mariana, 6,7 mil é o valor correto) por mês, você será feliz.

Essa pesquisa gringa foi feita para a gente questionar, certo?
Será que o dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a comprar?
Você pode argumentar que não, que dinheiro só não resolve, que importante é o amor, a família, o dia e etc.

Eu desconfio de que é por isso que a minha parenta psicopata do mercado financeiro resolveu ir a missa todos os dias. Por que ela não acumulou o tal milhão que queria e faz uma fezinha com o além. Risos.

Para surpresa geral, eu concordo com os gringos: uma graninha por mês ajuda muito.
Paga o passeio do cachorro, a viagem para espairecer, afasta sogra e outros parentes polêmicos – ou agrada a ponto de criar uma barreira geográfica.

Grana é bom demais.
Não me venha com esse papo de realização pessoal, de alegria, joie de vivre.
Numa sociedade capitalista, os gringos nem precisariam de uma pesquisa pra somar dois + dois.
Grana = felicidade.

Olha, eu vou com Zola para a Normandia.
Eu não sou Pauline.
Também não sou uma Chanteau.
Tô no meio do caminho tentando remar contra a corrente, mas confesso: sem dinheiro não dá não.

Esse negócio de uma casinha na praia e um violão é coisa de baiano nos anos 50.
Baiano bom hoje tá na Odebrecht virando potência mundial.
Ou vai pular fantasiado no Madison Square Garden.

E quem imigrou para São Paulo não veio atrás de sombra e água fresca.
Veio correr atrás do ouro de tolo.
Eu, você e todos nós.

O problema é que eu gosto de andar no limite.
Aí, desvio do caminho e vou parar em Paris ou em Bangladesh. E amanhã coloco meu salto alto, passo a maquiagem francesa e vou procurar emprego como 12,4% da PEA.

Hoje estou num sarcasmo que nem eu me aguento.
Só pode ter sido o bordeaux 2007 e a massa com pinoli e 3 queijos.
Só pode.