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Casa grande, senzala, favela e trilho

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

own...

 

Meu universo parou na favela queimada.
Moradores não foram para o abrigo com medo que outros favelados invadissem seus ínfimos metros quadrados incendiados.
E o hit entre as babás de madame é pingar sonífero nas mamadeiras.
A empregada foi demitida só por que pediu vale refeição – não gostava da comida fresca da madame.
E tudo acaba em novela, um tal de empreguete com patroete que não entendo (nada) bem.
Brasil, sil, sil.
O ex não fala português, e diz coisas loucas, disparatadas.
E é o cara!
Em São Paulo, vence quem tira a uvinha da Mortágua em pleno carnaval.
No Rio, nem tropa de Elite tira o bandido do trono.
Está lá a moça morta por tiro de fuzil dentro do posto de saúde.
Zil, zil, zil.

Porque eu só quero ser feliz, andar tranquilamente…

…Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

E a saudade no meu peito ainda mora (…)

quando pego meu cavalo e encilho
Sou pior que limpa trilho e corro na frente do trem.

Beira-rio

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

La mariquita roja trae suerte a aquellos que lo creen.

Essa coisa de ficar enclausurada.
Quando fujo, falta tempo.
Fico em carne viva.

Nesta caixa, voando.
Você me vê – creio.
Lembro de algo que me fez bem na década passada.
Espero chover.
Será que tudo seria diferente?
Duvido.

Leio as notícias, reclamo das grades, caminho da sala para o quarto.
Vejo um pedaço do mar.
E acho que estou ali, outro lugar.

Prometo respeitar as horas.
Não começar 2012 agora.
Minto e você acredita.

Viajante.
Cigana.
Mais feliz do que ontem.
Choppinho gelado em dia de calor.