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Arrastando a sandália com veneno entre os dentes

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

I feel sorry for people who don’t drink. When they wake up in the morning, that’s as good as they’re going to feel all day. (Frank Sinatra)

Bananada em liquidação

Ter que conviver com as indefinições dos outros é um aprendizado e tanto.
Eu enchi minha semana com pequenas reuniões só para mudar de ares.
Estou esperando pelo próximo lance do jogo de xadrez.
Há quem diga que é ótimo.
Ótimo até chegar a primeira conta. Só para fazer back up de 1/3 do meu Mac morto, 900 reais.
(…)

Enquanto sossego, fico lendo o que se passa por aí…
* O bad-bobo-boy Neymar derrubou o técnico.
Ele deve estar comemorando sem saber que é o próximo da lista.
* O vexame na Stock Car.
E a carona que uns pegam nas decisões de outros para justificarem um investimento ruim.
* O governo argentino apresentou nesta terça-feira denúncia contra o Clarín e o La Nación por homicídio e cumplicidade em crimes de sequestro e tortura cometidos durante o governo militar (1976-83).
A ditadura é uma caixa de respostas para a corrupção que herdamos, não é?
* Barraram a Paris em Toquio. Ela ficou “desapontada”.
* A “jornalista” que estréia coluna para falar do Copom e nao conta que o importante mesmo foi quando ela garfou o sócio do Armínio Fraga e se aposentou…
* O brasileiro que foi o primeiro investidor no então desconhecido Facebook e que tomou um tombo do CEO Mark Zuckerberg.

Interessante a sociedade em que vivemos.
A das aparências em detrimento da coerência.

É um exercício interessante andar na contramão.
Sem perder a ternura.

Temo a tua natureza; ela está demasiado cheia do leite da ternura humana para que seja capaz de seguir o caminho mais curto. (William Shakespeare)

Acorde comigo

terça-feira, 22 de junho de 2010

Time eclético em Cuba 2001: destaque para os diretores Luiz Fernando Carvalho e Laís Bodanzky

A sedução da foto, do texto. Todo blog é como uma menina nova, fresca, louca para te conquistar. Certo?
Errado, esse aqui é algo estranho. E contente-se com o que não te ofereço.
Explico: adolescente, eu tinha uma dúvida: psiquiatria ou jornalismo? Mamãe queria Direito, como ela.
Depois de tocar cadáveres cheios de formol, uma chatice, escolhi o jornalismo – a ponte possível para a literatura.
A caminho da prova de vestibular, carro cheio de colegas, meu pai disse que era a ponte mais fácil para a prostituição.

Primeiro ano de faculdade, mundo novo maravilhoso e resolvi fazer letras ao mesmo tempo. Entre festas, bebedeiras, aulas de filosofia, ciência política e muito rock’n roll, o tempo ia passando.
A brincadeira das letras não durou um ano. Desisti depois que uma professora disse “encicloplégica“.

P

1998: primeira sociedade - com Abud e Armandinho

Um ano antes de formar, contratada pelo maior jornal da cidade.
Eu não sabia nada, mas queria escrever. Não havia blogs nem internet. E escrever era entregar um pedaço de papel para ninguém.
Logo vi que bater ponto na redação era terrível.
Escrever deixara de ser algo seu – pautas, reuniões, assuntos do dia, o que “vende”.
Vim para São Paulo, madrugadas insones esperando a maldita aprovação do texto.
Bar do Estadão – whiskies sem fim, cheiro podre do Rio Tietê. Almoço no Frangó – aquela prateleira de cervejas do mundo todo e eu comendo arroz com feijão, vestida de gente grande.
O jornalismo não me convenceu – mas a $ me animava (e olha que era tão pouquinho).
Pule uma década e meia. TV na veia, alguns cursos abandonados pelo caminho: mestrado em Antropologia (completo), relações internacionais (ano e meio), direito (1 ano)… E a mesma insatisfação. Nem mais, nem menos.
Eu não quis ser atriz, continuei escrevendo o texto do dia, a grana aumentou, eu fiquei mais bonita. Sim, eu tenho certeza de que a velhice nos faz mais belos – mais boca-suja, mais loucos, mais kamikaze, muito mais interessantes.

Minutos atrás

Aí a catarse: não dê comida aos bulímicos.
Eu descobri que não era nada disso.
Não descobri ainda o que é. Mas sei o que não é.

E continuo escrevendo.

Não ter público pagante.
Instigante.
Eu gosto.
Pode me demitir por isso.
Eu realmente não estou nem aí.

Boa terça-feira de chuva e frio em Sampa.