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Segundos, minutos, horas

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Como dez dias passam rápido.
Muitas vezes, demoram.
Eu fico pensando em Som e Fúria e o relógio sem ponteiros.
Quem é o carrasco?
O tempo ou o relógio?

Hoje acordei muito cedo.
Não entrei no mar.
As caravelas vieram até a areia e preferi um banho de chuveiro.
(virei uva-passa na piscina)
Dormi, acordei de sopetão.
Subi na cadeira.
Olhei para o céu.
Corri.
Cheguei um minuto antes da chuva cair.
Deu tempo de salvar as roupas que estavam secando ao sol.

Sou assim.
Previdente, organizada.
Vento…
Voou como meu tempo aqui.

Agora é barco, estrada, avião.
E uma vontade doida de colocar rédeas na vida.
Ano bom.

Apontar, fogo!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Clocks slay time… time is dead as long as it is being clicked off by little wheels;
only when the clock stops does time come to life.
William Faulkner


frase de botequim

Todo mundo conhece a expressão “ligado no 220V”.
Hoje foi um dia daqueles normais…
Correria, pressa, tensão no ar.
Na hora do almoço é que mais sinto essa “síndrome de coelho de Alice”.
As pessoas chegam afobadas, carregam os celulares, olham constantemente no relógio, pensam na comida que ainda não chegou, falam, falam sem parar, engolem o steak au poivre de quase R$100,00 sem saber o que comeram e partem – atrasadas – para mais uma reunião.

Celulares, iPads, Apples, windows – nos agarramos como viciados em nossas ampulhetas.
Twitter, facebook, blog –  as garrafas jogadas ao mar com mais um pedido de socorro.

Hoje fui almoçar com uma amiga e falamos de um reveillon diferente que tivemos.
De produtos para cabelo.
Da cachoeira de Ibitipoca.
De viver e sobreviver numa corporação.
De tanta gente que não se permite errar.
Ou que se amarra nas obrigações contemporâneas – trabalho, dinheiro – e perde o foco.

Responda rápido você fez algo para se agradar hoje?
Não falo de auto-indulgência…
Falo de dormir um pouquinho mais porque você estava cansado, comer uma comidinha diferente para sentir novos sabores, de encontrar alguém que te faz bem…
Caminhar, pedalar.
Comprar pipoca e ir ao cinema em plena quinta-feira.

Aqui, pela internet, a gente não sente cheiro, não ouve a respiração.
Pelo telefone, a gente resume a história.
E, na televisão, todo mundo é louro, sorridente e tão superficial.

Então, repito a pergunta, o que você fez para você hoje?
E para alguém que te faz bem?

Em meio à corrida da Serra Pelada, ao sonho de ganhar na loteria e a muletas em forma de religião, crendice e adivinhação, amigos postaram na rede e achei engraçadíssimo.
Confiram vocês mesmos o horóscopo “de verdade” e não se levem tão a sério.