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Futurologia furada

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ontem à noite, liguei para uma astróloga para saber o que vem por aí.

Urano ainda bagunça meu coreto: vira tudo de pernas para o ar, manda eu fazer coisas que jamais faria e tal e coisa.
Junho do ano que vem é período fértil para projetos e outros quetais – a astróloga, empolgadíssima e eu já pensando em jogar sal na Terra.

Talvez seja hora de virar uma menina boa, uma mãe exemplar, uma funcionária de carreira ou virar do avesso mesmo.
E ligar para minha gerente do banco e pedir para ela cravar uma previsão para 2012.

(Risos)

Para quem está no Brasil, dia de muito sol e uma chuva falsa.
Pouco tempo, muita coisa, e uma semana que voa.
Os passarinhos, não vi.
Eles também não me procuraram.

Fechada por um gigantesco caminhão de mudança, pensei: isso é um sinal.
O caminhão me fez perder dez minutos do dia – e a cuca foi longe: afinal, quem não está “de mudança”?
Por isso, muletinhas simpáticas: smartphones, tablets, pagers, cigarros, unas copas e óculos de sol bem grandes para ficarmos escondidinhos do real.
Tudo misturado e para ontem para não pensarmos no hoje.
E embolar o meio de campo para fugir do que interessa.

Decidida a não perder os tais dez minutos, acenei para o motorista do caminhão, fechei os olhos, liguei na rádio USP e o que tocava?
Bach, A Arte da Fuga

E você vem com essa de me chamar de lugar comum…

Foi dada a largada

sábado, 1 de janeiro de 2011

Jantarzinho e integração quase total entre cachorros e 14 bangalôs.
Quando o ano começou, ninguém fez contagem regressiva.
Vimos uns fogos do outro lado do mundo e soubemos que 2010 tinha partido.
Nossa garrafa de litro e meio de champagne foi distribuída entre funcionários e novos melhores amigos.
(Não que faltassem garrafas, mas gosto dessa coisa de compartilhar)
Uma cesta de rosas brancas e amarelas, uma vela…
E Alice entrou no mar, recolheu tudo e destruiu as oferendas na areia.
Uma cena engraçada.
Ela incorporou Yemanjá e não deixou nenhuma das 14 cestas escapar.
Foi uma rosa-vela-ficina.
E a bichinha virou um cachorro empanado pegando onda à noite.
Depois de chuva-para-chove-para-chove, o primeiro dia do ano foi puro sol.
Eu passei todas as minhas horas na praia.
Só curtindo o calor e o sal.

Benvindo 2011.
Venha macio e devagar.

Happy