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MacunaAna

sábado, 9 de janeiro de 2010
Mangueira!

Mangueira!

Preparando o espírito para a volta ao batente.
Passeio pela Vila, carro sujo e volta pelo lado fino da cidade. Visual com cachos em novo shape, flores para a casa ter a minha velha cara.
Cheguei decididíssima na banca: quero todas brancas para celebrar o ano e mandar saravá para Iemanjá.
Saí coberta de verde e rosa da Mangueira (embora meu coração seja verde e branco).

Aproveito para celebrar Oxóssi. Rei das florestas, caçador, orixá da alegria, da expansão, o que gosta de agir à noite. Dizem que seus filhos são faladores, muito ágeis e de raciocínio rápido. Segundo Pierre Verger, Oxóssi é o arquétipo daquele que busca ultrapassar os próprios limites, expandir o campo de ação. A caça é uma metáfora para conhecimento, ciência, filosofia. Está tudo de bom tamanho.

Como uma católica de batismo, agnóstica com forte tendência para o ateísmo resolve fazer um agrado para o candomblé?

Culpa dessas conexões que insistimos em não notar… Olha que a antropologia adiantou meu lado com totens por Levi-Strauss e Marcel Mauss.
Em 98 morei na Bahia. Andando por bairros pobres ou mesmo dando voltas no Pelourinho, algumas pessoas me cumprimentavam com nomes estranhos e oferenciam guias bicolores. Pensei que a graça era para todo forasteiro branquelo e achei uma beleza receber colares de contas coloridas sem ter que desembolsar um centavo…
A verdade é que fui “descoberta” pelo candomblé. Para quem crê, sou filha de um santo. Santo esse que não costuma ter filhas. Engraçado é que em Cuba (2001) a história se repetiu. O nome do santo muda, mas como todos temos sangue do Benin nas veias…

Não me aprofundei na relação mística e espiritual com um “pai” do candomblé por pura preguiça. Mas aí a influência vem de outro terreiro. O terreiro paulistano e modernista. Terreiro de Mário de Andrade, de Macunaíma.

“Só o papagaio conservava no silêncio as frases e feitos do herói.
Tudo ele contou pro homem e depois abriu asa rumo de Lisboa. E o homem sou eu, minha gente, e eu fiquei pra vos contar a história. Por isso que vim aqui. Me acocorei em riba destas folhas, catei meus carrapatos, ponteei na violinha e em toque rasgado botei a boca no mundo cantando na fala impura as frases e os casos de Macunaíma, herói de nossa gente.
Tem mais não.”

Casa!

domingo, 14 de junho de 2009

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Volta para casa.

Contei 51 picadas de mosquito. Pernas e costas.

Busquei Alice em São Roque.

Cheguei em casa, banho na cachorra. Banho em mim.

Desfazendo mala.

Fazendo compra de supermercado via web.

Gatos carentes.

Preguiça de tudo.

Frio para caramba.

Deixei todas as fotos incríveis em Salvador.

Só semana que vem posso mostrar minha redescoberta da cidade (que não mudou nada desde que morei por lá em 1998) A cidade está mais feia e tudo parece congelado no tempo. 

 

Fui!

A influência da chuva…

quinta-feira, 11 de junho de 2009

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Acordo cedo.
Imprevistos.
Alice, feliz, acha que vai passear.
Foi para um canil.
Molhado, pobrinho, com muita grama.
Ela feliz, correndo, explorando o território e descobrindo amigos.

Feriado.
Ano bom.
Cheio de pausas.

Dia cinza.
Fico meio melancólica.
Separei as roupas para a viagem em cinco minutos.
Sei que em Salvador vou me arrepender dessa falta de zelo.
Mas a chuva me desanima.
E pegar avião.

A maior invenção do mundo vai ser a máquina de teletransporte.
Estar aqui e, depois, ali. Sem carro, bicicleta ou avião.
Mas vão dizer que não é bom para a saúde.
Afinal, você não faz exercícios.
O teletransporte dá câncer.
E brota verruga.

Se fizer sol, conto no blog.
Se não fizer, volto segunda.