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Sobre ser você mesmo

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

 

O dia mais triste de nossas vidas

Hoje é sexta-feira.

Dia internacional de um monte de coisas.
Entre elas de começar uma vida nova
E de ser você novamente.

Sexta-feira é dia em que os fracos saem por aí se achando fortes.
E dia em que os fortes se recolhem para enfrentar a segunda-feira sem máscara e sem armas.

I’m a real rebel with a cause.
Nina Simone

Banzo brasileiro

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Por que escrevo?
Não sei.
Pois não tenho ganas de ser lida, mas o faço em público.
Não quero livros, não quero apoio, reconhecimento, nada.
Não sei “me” explicar. Contente-se.

Desde minha pausa forçada, os (poucos) leitores minguaram.
Na rede é assim, sem constância, sem ninguém.
O mais interessante é que, sem alegria, mais ninguém.
Desde que o mundo é mundo, ganham os alegres, os belos, perdem os tímidos, os tristes.
Com alguns anos de atraso, talvez ganhem – postumamente – os melancólicos.

E o que fazer?
Ter mais de 30 e quase 40.
Minha empolgação de sair dos 20 se refletiu em tantas questões.
Não ser mais uma metralhadora sem mira.
Ser apenas mais alguém – e satisfeita e em ter apenas isto como meta.
Agora, com quase 40, reviravoltas com atraso.
E uma contagem das perdas.
Do viço, dos parentes, dos trabalhos com sobrenome, da vontade de parecer que tudo está sempre bem.

Não diria “êxtase”.
Mas contentamento.
Saber o que se é.
Esperar mais e contentar-se com muito menos.
Ser o que se é.

E acordar nesta segunda-feira com banzo.
Banzo de quem deu uma volta maluca para descobrir que não queria ter saido do lugar.

Cirandinha

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

puxe a corda

Sair de esquadro.
Uma volta de carro e gritos histéricos de liberdade só para chegar em casa e sentir-me inteira novamente.
Gritos em silêncio.

Sentir o sol, o vento, ver os pelos muy eriçados.
Querer fugir de tudo o que me obriga. Como você.
Como todo mundo.
Fugir tendo os pés fincados no chão.
E, mesmo assim, voar.

Aceitar tudo o que não me cabe.
Não caber em mais nada.
Que serenidade é essa que me faz fugir do espelho?
Não ter mais aquela fome.
Aproveitar cada pequeno segundo que – ah, ironia – não cabe mais em um minuto.
Ser grande e saber que não sou nada.
Eu sei (?)

Despedir dos amados.
Levantar e seguir pela estrada. Só.
E desaprender a viver nessa solidão que um dia foi tão minha.

Uma segunda-feira.
Gosto de amora preta na boca.

Post bem banal

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Eu sou

Segunda-feira típica.
Nem a acentuação do teclado me obedece.
E comecei com uma baixa na equipe.
Sexta dei a notícia.
Hoje, todos trabalhando mais.

É, companheiro, duas semanas para tudo mudar…

E aquela reunião das 14h foi cancelada.
Esqueci que havia marcado um almoço.
Muito mais importante rever amigos do que resolver problema dos outros.
Reunião remarcada para amanhã.
Almoço demorado na Rodeio do Iguatemi.
Sair com mulheres de verdade.
Saber dos bafos do mercado.
Contar as últimas do casamento.
Experimentar a nova droga emagrecedora.

Mulherzinhas e um almoço.
Depois, voltar ao planeta.
E levar a semana lembrando que tudo pode ser bem leve quando a segunda-feira já passou.