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Bipolaridade

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Uniforme

Há algum tempo foram-se os anéis.

Os últimos dias têm sido de um futuro incrível com sol, academia e novas viagens  – fiquei enferrujada neste quesito. Travada no presente.

Intervalos de “e agora, José?”.

Revisão de arquivos da memória – grande parte deles preenchidos com participações especiais e que não deveriam ser memoráveis.

Sozinha no meu quarto de hotel, penso em como começar – sabendo que já começou, a despeito do meu planejamento tardio.

As questões de grana nunca afetam meus planos. Sejam eles de morar em Paris ou de me acabar em algum restaurante.

E agora o sonho é fácil. Retomar as rédeas do pangaré.

A casa, os gatos, cachorro, a vida.

Eu sempre estive pronta para transformar o esquema.

Isto não me aflige.

Me aflige apenas a divisão, a negociação que, a partir de agora, deverá ser feita. Hoje e sempre.

Ainda sou dona do meu nariz, mas nunca fui do dos outros.

Paciência, Ana.

Isto eu não tenho.

Então sossega, mas como?

Lá na frente eu vejo até mais gente.

Hoje só esta impessoalidade com assinatura Blue Tree.

Hoje

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

crônica do cotidiano

No hotel, um grito de homem.
Era de manhã bem cedo.
Ele falava forte e bem alto.
Ela murmurava baixinho.
Eu, que tenho ouvido biônico, coloquei o colchão na cabeça.
Cúmplice involuntária de uma história de fim do amor.

Agoniada, nem percebi que o silêncio havia voltado.

Hoje, insone em São Paulo, um gemido.
Ela disse algumas palavras e foi interrompida pelas lágrimas.
Murmurou com um choro fino.
Silêncio às duas da manhã.
Meu coração apequenou-se.
O carro partiu.
A noite ficou escura.

Quando a coragem ou a covardia batem em sua face…
É mais do que um chamado, é uma ordem.

E dói mesmo.

Jogo dos 7 erros

domingo, 21 de março de 2010

Ache os erros na foto e ganhe um brinde exclusivo Dizem aí que essas fases do 7 são um problemão. Se apenas os anéis fossem embora, eu não me importaria. Mas no quinto ciclo do sete, os anéis temos de monte. As coisas são mais difíceis. O peso das coisas, maior. Voltar é quase impossível. E vamos ficando mais desconfiados, menos pacientes, intolerantes. Mais dentro de nós e de casa. No meu caso, a casa é um museu. Nesse entra e sai das aduanas, é onde mais me sinto. Porque a cada viagem, baixa um santo com nome, sobrenome, estilo e endereço. Nenhuma Ana. Uma nova amiga conta:

About Jupter in Piesces You are fortunate that Jupiter is in such fine shape. – you will have plenty of time with this superb planet of happiness, health, financial expansion, good fortune, and even miracles!

Olhando de baixo

Vendo de baixo

Pois ando pensando no “even miracles” – porque na grande lista de Júpiter em peixes não tem nada que eu queira no momento. No trabalho, arrisco loucuras… E acerto todas. Na vida… sai Júpiter e entra Saturno. E nem adianta perguntar porque não vou responder. Aí fico meio mística e peço ajuda ao Quiroga.

Lua quarto crescente em Câncer, 23 de março às 8h00, horário de Brasília. • Período de influência: De 19 a 26 de março de 2010. • Dica: Entre em contato e enfrente as dificuldades do caminho, observe-as desapegadamente, sem paixão alguma, como se fossem protagonistas de um filme chato que sua alma fosse obrigada a assistir. A melhor maneira de livrar-se dessas adversárias da sua felicidade é conhecê-las à fundo.

Pego Alice, a câmera… e esqueço do mundo que criei na minha cabeça.

Paro de ver meu umbigo e mergulho na cidade grande.
São Paulo – quando quer que você saiba disso – é linda

Portugal no Mercado

Portugal no Mercado

Surpresas

Surpresas do centro