Posts com a Tag ‘Shakespeare’

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Protocolado ontem na Corregedoria da Câmara de São Paulo, o relatório sobre supostas irregularidades cometidas pelo vereador Netinho de Paula (PC do B) acata as denúncias feitas contra o parlamentar e pede que o político e ex-cantor tenha seu mandato suspenso por um período de um a três meses. (…) Em sua conclusão, o relator afirma que investigações do Ministério Público e da Delegacia de Crimes Funcionais apresentam “diversos e relevantes elementos probatórios” que corroboram a tese (…) de que Netinho usou notas frias ou fora do padrão necessário para justificar o uso da chamada verba de gabinete – cujo valor hoje chega a pouco mais de R$ 18 mil.

Arthur Guimarães, do UOL Notícias

 

Greve da CPTM é suspensa em São Paulo

Trabalhos vão ser totalmente retomados em uma hora e meia.
Nova assembleia está prevista para acontecer no dia 10.

(do G1, em São Paulo)

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, afirmou nesta quinta (2), após a cerimônia de lançamento do programa Brasil sem Miséria, que poderá se pronunciar sobre sua evolução patrimonial, mas não disse quando.

(do G1, em Brasília)

 

Promotoria pede bloqueio de R$ 860 mil da Americanas.com para pagar multa judicial

RIO – O Ministério Público do Estado do Rio informou ao GLOBO que pediu o bloqueio de R$ 860 mil nas contas bancárias da Americanas.com. O motivo é o descumprimento da decisão judicial que impede vendas da empresa para consumidores do Estado do Rio de Janeiro, enquanto não forem regularizadas entregas atrasadas.

(O Globo)

 

Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.
William Shakespeare

 

Eu tenho certeza de que lemos todas as manchetes para confirmarmos que vivemos na Terra do Nunca. Em nossas vidas pacatas de classe média, vamos à yoga, ouvimos passarinhos, tomamos ônibus, guardamos o carro na garagem, passeamos com o cachorro, compramos pão na padaria, almoçamos com colegas de trabalho num shopping.
Fim de semana tem caminhada pela rua, pipoca no cinema, locadora, pizza.
Ouvimos uma discussão de vizinhos, mas tudo bem – é a vida.
Pensamos em fazer academia.
A calça anda apertada.
Sonhamos com viagens de férias.
Domingo, topamos pegar a estrada para comer naquele restaurante no alto da montanha.
Um fiapo de sol e ficamos imóveis.
Jornal, iPhone, blackberry, iPad – porque também somos filhos de Deus.
Uma foto.
Música.
Apertados para pagar a conta.
Tom Jobim.
Beija-flor.

Porque o mundo de verdade é muito mais simples do que o que lemos nos jornais.

Ninguém escapa

domingo, 15 de novembro de 2009

bowie

Eu estou numa fase retrô.
Bowie, Baudelaire, Iggy, óculos de abelha (se bem que esses são de 2005 – já estão ficando retrô de fato).
No visual, algo no meio do caminho.
Não gosto dessa onda calça skinny+allstar da turma que tem menos de 30.
Eu acho que roupa tem que ser confortável. E não dá para ficar confortável embalado à vácuo.
Daí cair de amores por Leger.
A redescoberta do mago em pleno século XXI resvalou um pouco na cafonice.
Dá para ser menos perigosa perua e mais elegante com HL.

Mudando de moda para leituras, ando muuuuuuuito retrô.
Baudelaire está na minha cabeceira.
Vou lendo sem pressa.
Mas tenho voltado aos gregos.
E amando Shakespeare cada vez mais.
Não dá para segurar a onda de “Os 50 pirulitos que você tem que provar antes de morrer” ou “O código de não sei o quê”.
O último de Saramago… Confesso… Gosto da figura, mas não gosto da literatura.
E antes que você me chame de retrô(grada), eu gosto sim dos programetes de Anthony Bourdain.
O do Laos foi sensacional. Eu editaria a parte boba da visita à caverna.
E acho que o gringo foi mal assessorado quando esteve no Brasil.
Ir em escola de samba paulista (!).
Fora de senso.
É como pegar onda em Belo Horizonte e passar o dia no shopping no Rio.

Tudo isso para dizer que férias é tempo de comprar livros novos.
E como eles são baratos fora do Brasil.
Quero ler o famoso “Kitchen Confidential: Adventures in the Culinary Underbelly”
Quero comprar mais alguns de Cortázar. (Tenho e li feliz 2 comprados por um punhadinho de pesos em Buenos Aires).
Não quero ler o “novo” de Nabokov.
Quero dicas. Do Líbano a Niterói.

E, claro, tudo quando der vontade.
Entre uma vodka e um café forte.
Porque para onde vou, meu passado me condena (e muito)!
Eu tenho certeza de que vim ao mundo mineira para não cair de vez na boemia.
Mineiro é assim: 8 ou 80 – com forte tendência para o 8 e uma renitência nos “80”.

E dá-lhe 80!
Com ruga, malandragem e um certo voyeurismo.
Porque o álcool e o escracho são permitidos.

Foto criada em 2009-11-15 às 18.09

O sabiá e Hamlet

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

“…brevity is the soul of wit,
Though this be madness, yet there is method in ‘t.
There is nothing either good or bad but thinking makes it so.”

dali

Homens versus mulheres.
Na minha longa lista de defeitos, eu tenho um da pesada: sou totalmente pró-mulheres e detesto as mulheres.
Na Guerra dos Sexos, eu sempre torci para o Otávio. Desde a abertura.
Mas a gente não vive sem eles.
Mesmo que eu saia de casa vestida de mocinho – com minha superpreferida e cool jacketa de motoqueiro.
Me achando um ser autosuficiente. Vestindo minha persona nova que estou amando enlouquecidamente. (amo meu sobrenome)

Sobre elas, não adianta: elas vencerão. E as defendo enquanto gênero.
Nesse mundo multiplataformas, quem consegue assoviar, chupar cana, twittar, encher o saco do cara, telefonar e ainda pagar a conta atrasada pela internet – tudo ao mesmo tempo?
Talvez por isso eu queira virar um (a) hermafrodita evoluído (a). Rárárárárá.

Agora “enquanto pessoa a nível de ser humano” (taí o Shakespeare do cerrado, com erro e tudo), as mulheres são umas chatas.
Cerebrais. Faladeiras. Implicantes. Invejosas. Exigentes.
A gente vê pêlo em ovo a toda hora.
A gente faz beicinho para o mané carregar a mala, a caixa pesada, para comprar a bolsinha Hermès de 40 mil USD.
A gente acha que sabe tudo.
Chaaaaaatas.

Mas o motivo desse post é sórdido.
Hoje, fazendo minha esteira, liguei a TV e estava lá minha musa: Oprah.
(Pode detonar: Oprah é a única mulher que me encanta de verdade. Se ela pedir, eu deito no chão e me finjo de morta. Rolo e dou a patinha.)
Oprah entrevistava uma loura típica americana que teve um caso durante 4 anos, dos 20 aos 24.
Um caso com o…

PAI.

A história é complicada e não vou entrar nos detalhes.
Sei que, durante uma eternidade fiquei vidrada na telinha.
O pai pastor que abandonou a filha.
O primeiro beijo.
Sexo na casa da avó.
Fiquei com os olhos marejados.
Tropecei na esteira umas dez vezes.
Quis matar o cara.
Espancar a platéia.
10 km.
O coração disparado.Ácido lático bombando. Tudo doendo.

E o fim do programa? A moça não fala com o pai há dez anos.
Mas escreveu um livro.
E diz que ainda o ama. E odeia ao mesmo tempo.

E surreal é levar o tamanduá bandeira para dar uma voltinha no metrô de Paris.

Outro assunto na mesma vibe
Eu sou sócia-investidora minoritária de uma empresa de marketing digital.
Quatro caras e eu.
Tem duas semanas que a gente se estranha com polidez.sabia
Afinal, a gente não fala a mesma língua. Definitivamente.
Mas vamos ficar ricos e louros – tenho certeza.

Mais uma virada
Se posso fazer uma crítica aos rapazes , permitam-me.
A gente experimenta mais do que vocês.
A gente vai mais longe.
Vocês, com essa síndrome do “macho alfa dominante” são só não-me-toques.
Bobos. Não sabem o que estão perdendo.

Mulheres e homens.
Que bichos estranhos.
Se eu pudesse escolher.
Seria um sabiá.
Gordo e laranja.
Comendo coquinho vermelho na Vila Madalena.