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Samba do doido sem razão

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Deixando a negritudepara trás

Acordei de bom humor, saí pra sentir o sol
Num impulso feminino
Gastei todos os meus cobres
Troquei a peruca negra por uma nem loura nem castanha

Animada e sem vintém
Caí de boca na calçada
Ah, a realidade!
Menino com febre
Zelador folgado
Vizinho nervoso

Explico:
O zelador inventou de guardar o carro na garagem
Não pode, não pode!
E o velhinho do vizinho, chutou porta
Queria dinheiro indevido
Tentou me convencer no grito

Síndica às avessas
Sou daquelas caretas
Preto no branco e não tem discussão
O problema é que Tim Maia já não se faz como antigamente
Hoje em dia, chutou porta, ou é doido ou é ladrão…

 

Segundo turno

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O seu dia acabou e você volta para casa sonhando com uma ducha quente?
Pois eu tenho reunião do condomínio.
E a tarefa não é das mais fáceis – apresentar contas e mostrar as furadas em que, durante anos, nos metemos.

News and no good news – subverti o ditado.

Os dias são inchados de coisas que inventamos.
Cabe trabalho, médico, falta almoço, sobra laboratório, encaixam-se compras para a casa, passada em banco, reunião que não leva a lugar nenhum…
E um canguru com 14kg que me faz andar como pato o dia todo.

Hoje eu penso para sentar, penso para levantar, penso para querer ir ao banheiro.
E vou enfrentar a fúria da terceira idade relapsa com contas alheias.
Bela combinação.

Ó céus, prometo que, se ganhar na loteria, terei um mordomo que resolve todas as coisas práticas da vida doméstica.
E procurarei um emprego de meio expediente.

Ohmmmmmmmmmmmmm!
(preciso começar a jogar)

Por uma vida menos absurda

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tudo começa nesta manhã de frio, sol e chuva com uma moça com uma senhora barriga colocando dois arquitetos para correr.
Quem já fez uma obra sabe que é dor de cabeça do início ao fim.
Pois a minha terminou bem – entre mortos e feridos, como diz a piada, salvaram-se todos… ou quase todos. E obra, como era de se esperar, nunca vai terminar.
Dentro de casa, a arquiteta perdeu a polida educação exigida demandando – aos berros – o pagamento de um serviço inacabado.
Eu a convidei a passear na praça sem um tostão furado no bolso…
Cinco minutos depois, eu e a empregada caímmos na risada.
Cena de novela mexicana de baixo orçamento.
Mas será o Benedito?

Quanto mais velha fico, mais percebo que quem levanta a voz tem grandes chances de estar sem razão.
Gritos e sussurros – dois grandes axiomas desta língua incrível.

Grito – sem razão.
Sussurro – um estilo de vida

De uma coisa pulo para outra como sabiá de papo cheio.

Minha avó materna, quase nos 90, tem 3 irmãos – uma moça e dois mocinhos – todos vivos.
Todos são muito amorosos, unidos e polidos.
Nunca ouvi dizer que tivessem brigado.
Há décadas dividem a herança dos pais. São imóveis e mais imóveis que, bem administrados, rendem um bom dinheirinho.
Agora, chegando no fim da estrada, começaram a se desfazer de alguns.
Esses assuntos, como obras, são espinhosos e dão margem a desentendimentos.
Pois, com eles, nunca.
Reúnem-se, decidem o que fazer, fazem e continuam irmãos lindos e unidos.
Sem gritos, sem fofocas, sem histórias, sem problemas.

Num mundo em que todo mundo grita e ninguém tem razão, os quatro velhinhos são um belo exemplo.
Para que complicar o que já sabemos que não será fácil?
Eu sei, ando piegas, mas é que mundo anda muito absurdo…