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Fruta do conde

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O tal Conde de Miranda tinha bom gosto

Tem coisa melhor do que a casca verde, art déco, com esfumaçado em negro?
E a polpa branca, doce, lenta?
Sementes tão lindas que sempre guardo para jogar em algum jardim – embora nunca tenha visto uma árvore pelas redondezas.

Puríssima numa tigelinha branca ou em suco com água de coco para esbanjar?

E uma meia tarde sozinha?
Eu, comigo mesma, uma HP-12C, e uma telinha para acompanhar o sono dele.
Tão bonitinho.

Cabeça-de-negro, araticum-do-campo, araticum-dos-lisos e marolinho. Pinha.

A primeira muda aqui chegou vinda das Antilhas para criar raiz na Bahia, em 1626.
Culpa do governador Diogo Luís de Oliveira, o Conde de Miranda.
Quando amadurece, o fruto se abre como que dizendo:

é agora ou nunca!

Receita da Nonna para uma Sampa fria

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

vovola

Em uma xícara alta, coloque uma colher de sopa de doce de leite argentino.
Acrescente uma colher de sopa de canela. Se quiser, deixe cair pozinho nas bordas para ficar com ar de bacana.
Complete com leite integral fervido, espumante…

E seja feliz con el dulce de los hermanos, com a canela arrancada de uma árvore centenária na fazenda em Pará de Minas e com o leite que chega em caixa e que nem de longe tem gosto de leite de verdade.

Misture tudo e dê uma volta por aí com a pança superando 16kg.
Não há visual que ofusque esse momento desleixado.

Ande com calma pela primeira vez na vida.
Compre um balde para servir de banheira.
Aproveite a mãe que nunca tem tempo para te visitar.
Pense no pai que não vai poder ver nada disso.

E curta um frio manhoso na pequena maçã.
Esqueça do trabalho por uma tarde. Aqueça o coração e esqueça o MBA.

E o tempo começará a andar para trás…
Doce como La Plata e tudo o que é bom e que vem de lá e daqui.

Les paradis

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

coisas mínimas e essenciais

A desgraçada da tecnologia.
Ao voltar de Paris, meu micro morreu.
Meu celular caiu e se quebrou.
E perdi tudo o que registrei discretamente dessa vida em suspenso e suspense.
Agora, exatamente 364 dias depois…
Arrumei a tela do celular (o mais moderninho foi roubado) avariado.
E, escondidas num arquivo que só pode ser transferido por email (cinco em cinco fotos), toda a viagem.
E venho, toda noite, enviando para mim mesma essas fotos.

Hoje entardeci em Paris. Vendo os telhados.
Comendo frios.
E fui para a cozinha, sentir cheiros d’além mar.
Como é bom poder viajar.

simples e certo