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Capítulo 25 – Táxi

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cada mergulho, um flash

Uma americana a serviço de empresas da Nova Zelândia.
Um encontro informal – marcado.
E um passado – quem diria? – em comum.
Enfrentaram a mesma empresa.
A garotada nervosa e sem talento.
Aquele CEO alemão conhecido pela grosseria.

As duas se olharam – disseram pouca coisa sobre o assunto.
Estava tudo muito claro.
Uma experiência e tanto.
Uma nos EUA, outra no Brasil.

Elas se cansaram de tanta gritaria.
Hoje ganham mais e vivem melhor.
Ainda viajam pelo mundo.
A americana recruta profissionais de ponta e que sejam preocupados com a sustentabilidade corporativa.
Gente do bem para crescer sem puxadas de tapete e ataques de ego.

Pegou o táxi pensando…
Mundo pequeno.

Capítulo 8

sexta-feira, 20 de abril de 2012

vento

Saiu da caixa, olhou em volta.
Neve, asfalto sujo.
Mas não fazia frio.
Tentou caminhar.
Impossível – os pés escorregavam.
Com muito custo apoiou-se na parede.
Cada passo demorava incontáveis minutos.
Ela lutava para ficar em pé.
E não fazia a mínima idéia de onde estava.
As pessoas passavam rápido.
Todas encapotadas, com botas de borracha, luvas, gorros.
Ela, com sapatos de salto, um vestido de festa, “a maquiagem deve estar borrada” – pensou.

Que idéia estúpida a de entrar nesse jogo.
Onde estaria?
O frio…
Porque não sentia nada?

Um senhor de chapéu, casaco e com um daqueles copos descartáveis na mão parou.
Ela pediu ajuda.
Ele, sem falar uma palavra ou perguntar qualquer coisa, estendeu a mão.
Deu a ela o copo e algum dinheiro.
Fez sinal para o táxi.
Falou com o motorista em uma língua estranha.
Parecia ser do leste europeu.

Ela não agradeceu, simplesmente entrou no carro.
Olhava para os prédios enquanto tomava o café já meio gelado e muito doce.

carpete

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
tortos

tortos

Arrastando quilos de coisas – caramujo de táxi.
Uma trilha brilhante mostra o ponto de partida.
Na volta à casa, perdi meu sentimento de lar.
Um mês e meio fora para quem havia jurado nunca tanto sumir.

Anestesia.
Casa.
Alma.

Um cano estourado me trouxe de volta à tona.
Sem banho.
Sem comida.
Numa São Paulo vazia.
De repente, feliz.

Como pode ser assim, perdida?
(e com canelas debaixo d’água)

Correndo e comendo no México

quinta-feira, 23 de julho de 2009

labuenaonda

Depois de um vôo tranquilo e pouco sono, cheguei a DF. Fila para carimbar mil papéis, incluindo um que garantia eu não estava sentindo nenhum sintoma da gripe A. Enquanto isso, a cachorrada cheirando minha bagagem. Espero que eles gostem de Mac e Clinic.

O trânsito aqui é uma coisa SP. E o bairro onde estou, uma cara Berrini misturada com Interlagos. O evento do dia foi no coração da cidade. Numa vila ao estilo espanhol feita para receber múltiplas festas – o que significa velhas super plastificadas, habitantes típicas com vários quilos a mais e muito, muito decote + engravatados e gringos. Jardins super lindos =  ponto a favor. Comida farta, farta… Gente, eu acho que como muito – mas perto dos mexicanos sou uma francesinha. E comem muito e com muito pão e muita manteiga e, claro, muita pimenta, muita pimenta… Fartura total.

Como aqui são duas horas menos, e se almoça às 3 da tarde, fui prevenida. Fiz uma boquinha no hotel e não almocei com a galera…

Engraçado foi o taxista que me pegou no aeroporto. Adora música brasileira, saca tudo de futebol – dos 70 até hoje. Resultado: fui falando de Rivelino, Tostão, Zico e Kaká e conhecendo a cidade ao som de Águas de Março, de Madalena e outras músicas. Divertidíssimo. Uma viagem e tanto.

O evento esteve bacana, deu tempo de fazer um pit stop para comprar um regalito para o Fred (afinal os próximos dias são agitados) e, depois de muito trânsito e calor intenso (e o povo achando a brisa fresca) caiu uma chuva de granizo fenomenal – algo que nunca vi da vida. Fui me arrastando até o hotel, tomei uma mini-sopa de  não sei o quê e desmaiei…

Hoje o evento é às 8h30 da manhã! Socorro!!!

Abaixo, duas fotos para ilustrar minha visita: Santa Fé, a Berrini mexicana. E o local típico onde foi o evento: Hacienda de los  Morales…

Santa_fe1mxcima_comedor