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Garota Bossa-Nova

terça-feira, 2 de julho de 2013

Domingo, eu vou ao Maracanã

O Brasil em revista me agradou.
Fui à final de futebol de negro.
Sim, menos por protesto, mais porque gosto deste modo.
Não, não vi a confusão e a violência que tomaram os arredores do Maracanã.
O gás de pimenta, a bala de borracha, a casa cercada por 300 pobres policiais paus-mandados.

Naquele dia, não deixei as bandeiras de lado e levei meu filho em seu primeiro jogo de futebol.
Tomei cerveja.
Xinguei o juiz.
Fiquei com pena da Shakira.
Urrei o nome de David Luiz, aquele que tem tipo de argentino.

A segunda-feira chegou.
Peguei meu vôo na chuva.
Comecei quase que de ré.
Voltar a ser mais uma no meio da multidão que não é festiva.
O protesto dos caminhoneiros.
O depoimento direto de Hélio Bicudo sobre o bolsa-família.
Os vereadores de São Paulo que pensam que nos enganam criando uma CPI do transporte público.
O Luciano Huck.

No calor dos acontecimentos, quis me lançar vereadora.
Pelo bundalelê criativo.
Pelo grito de desabafo.
Pelo respeito à opinião alheia e do alheio.
Pelo apartidarismo, ainda que sem anarquismo.

Pão e vinho – lembram-se do Romanée-Conti, amigos?
Porque o momento é bom para desabafos e um porre daqueles.
O futuro?
Que chegue em pleno carnaval de Olinda.
Num dia de sol.
Numa sexta-feira.

S.P./S.A.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Polícia que deixa arrastão correr solto em prédios e restaurantes, polícia que me deixou ser sequestrada e que me disse que não há muito o que fazer, polícia de São Paulo que agora resolveu descer o sarrafo. Manifestante que só anda de carro e resolveu linchar a polícia. Motorista que resolveu passar por cima de pedestre. Pedestre que resolveu quebrar tudo e depois fotografar com iPhone. O prefeito que prometeu em campanha “Adoção de Bilhete Único diário, semanal e mensal (…) que permitirá que o usuário realize tantas viagens quantas deseje nesse período de tempo, e ainda tenha descontos maiores”. O governador que fala grosso de Paris. Imposto que me faz trabalhar 5 meses só para pagá-lo. Escola que não é pública. Bicicleta que passo por cima. Poucas foram as vezes que quis pegar o meu banquinho. Hoje é assim que me sinto.