Posts com a Tag ‘triste’

A cesta

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Na minha sexta, tudo cabe na cesta.
Meditação, yoga, trabalho, pagamento de conta, você.
Eu preciso fazer mil coisas ao mesmo tempo – e isto me completa.
Mas quando eu penso, eu sou objetiva, penso em um alvo.
E isto me revela.
Eu tenho muito energia, não, não sou hiperativa, deprimida, bipolar, nada.
Sou assim, mesmo, em voltagem acelerada.
Eu amo.
Abraço, afago, carinho.
Não erotize o texto.
Eu penso nos doentes.
Nos tristes.
Nos confusos.
E vou até eles.
E dou colo.
Ainda não inventaram trabalho bem remunerado para quem só faz o que eu faço – por isto faço tudo ao mesmo tempo.
Preciso de uns bicos para pagar a conta.
E de uma sexta-feira para lembrar que eu não sou santa.

Quando faz frio

Quando faz frio

Fria e atolada

quinta-feira, 8 de março de 2012

mergulhada

O bode veio vindo e baixou no meu quintal.
Amiga querida passando por fase chata.
Passarinhada voando, voando.
Eu com minhas idiossincrasias.

Preguiça de ter que ser forte de manhã até a madrugada.
Ando numa precisão de virar “gente”.
Como é que faz quando vai tudo para o brejo?
Pedi carona, não passou ninguém…

Ah…
Quinta-feira que era para ser uma e mudou todo o plano.
Sexta, venha a galope.
Já cansei de hoje e qualquer amanhã está valendo.

Pobre vaca.

Câmeras, reação

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

away, away, aw...

Em tempos de realidade em inglês, o que é um coitado de um blog?
Não, você não entra em meu quarto, não me acompanha quando escovo os dentes.
E, mesmo assim, você vê tanto de mim.
Você está aqui.

Do lado de lá…
Nem o navio que bateu na pedra, tombou e matou gente ganhou tanto espaço.
No Brasil, o assunto que domina os pontos de ônibus, calçadas, botequins, recepções de médico e baias de escritórios é o estupro ao vivo, na sua sala de visitas, no seu quarto.
Sim.
Os dois beberam, a moça apagou e, pelo que circula em twitter e facebook, o moço continuou a história sem o consentimento dela.
E a TV?
A TV entrou para a turma do “deixa disso”.
Como assumir que deu guarida para um crime?
Como assumir que o lixo, a escória, o vil e o feio em suas mãos são puro ouro?

Rapidamente as imagens sumiram.
A máquina trabalhou para encobrir tudo.
Nas redes sociais, rastros do crime.

E que é certo? O que é feio e sujo em terras sem lei?

Não sei se quero entender o que se passa.
Como diria meu amigo Ely, “aqui só se fala em outra coisa”…

Gato preto

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Há uma semana ele chora.
Logo cedo e mais à noite.
O que será que ele diz?
Quero voltar?
Deixem-me sair?
Triste e preto.

Durante o dia, é feliz.
Tem um jardim enorme.
Folhas verdes e folhas secas.
Bebe água da piscina azul.
Toma sol no telhado.
Escala árvores.
Come flores.
Atravessa nosso caminho e não causa mau agouro.

Em seu castelo, ração é importada.
Ele ganha escovação.
Tem dois companheiros ainda jovens.
E ficou muito elegante com a coleira azul.

Eu desconfio que o gatinho queira apenas voltar para casa.
Um barraco todo vermelho.
Trapos, crianças, uma tigela velha.
Ele sabe que o jardim e as borboletas serão dele mesmo assim.
E, mais importante, de noite, quando ele atravessar o caminho, há que arrepiar e rezar um terço.