Posts com a Tag ‘twitter’

Submergindo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

o mundo hoje

Prometo não falar de números…

Você leu a do sujeito que, após levar um fora de uma moça, deixou recado no celular, mandou sms, e, não contente, enviou um email exigindo um retorno?
http://tinyurl.com/86ry3w3

E a das mudanças no Twitter?
O negócio no mundo hoje é usar a desculpa de ter uma versão “beta” para nunca ficar finamente acabado.
Tempos modernos: chique é ser relapso.
http://tinyurl.com/7nqgsko

E a do sujeito que se safou de uma condeção por conta do mesmo twitter? http://tinyurl.com/872w4vs

Eu que já vi gente louca para “aparecer” na TV, agora vejo que os loucos têm mais ferramentas para ganharem fama.
Redes sociais, ó, céus!

Sendo assim, melhor ficar quietinha aqui, lendo Unbroken – livro que recomendo.

Até amanhã!

Oh wow, oh wow, oh wow

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Em tempos de mortes de Jobs e outros famosos do Vale do Silício, vai a dica:

Quando eu morrer, não mande mensagens no meu blog, no Facebook.
Não aperte o botão de “like”.
Não me mande recado relembrando a nossa amizade.
Não publique aqueles momentos íntimos na internet.
Não coloque no youtube minhas matérias da TV.
Não escreva um post, não “twitte” uma frase.
Não publique uma foto.
Não releia aquele texto.

Sabe o que é?
No além, dizem, não tem rede wi-fi.
Os mortos não costumam ler nem responder nada que não pinte numa mesa branca.
E também, tive notícia, não curtem muito essa coisa de tag na foto.
Eles não estão mais aqui, sabemos, mas não precisa avacalhar com o defunto.

Se puder, toque aquela canção.
Cante.
Jogue papel picado da janela.
Chute 3 ou 4 baldes.
E, claro, tome uma por aquela que não deixará nada para a posteridade.
Ela, definitivamente, não foi santa.
E disso muito se orgulhou.

(em tempo: fica proibido todo e qualquer minuto de silêncio em jogo de futebol, show de rock e correlatos)

Fim de festa

segunda-feira, 14 de março de 2011

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Friedrich Nietzsche

 

Sobre o carnaval deste ano, surgem histórias interessantes.

Foi publicado hoje na coluna do Ancelmo Gois:
Para 92% dos internautas ouvidos pelo DataGois no site da coluna, sem o apoio do bicho, a Beija-Flor não conseguiria ser a campeã do carnaval. Há controvérsias.

A modelo-apresentadora que tomou um tombaço mandou resposta – via Twitter – aos que se divertiram com a cena:
“Como são infelizes as pessoas que se divertem com a dor de outra pessoa. Sinto pena. Mas só pra avisar aos que acharam algum tipo de graça no meu tombo, levantei e fui até o fim com a família Grande Rio”.

Um amigo, anônimo e gaiato, mandou fazer uma máscara de Charlie Sheen e virou notícia nas colunas sociais.
Todos tirando uma casquinha do astro demitido e que usa internet e redes sociais para enfrentar os estúdios.

Por falar em estúdios, o mesmo que demitiu o ator, Warner Bros., tirou de cartaz, no Japão, o novo filme de Clint Eastwood. No longa “Além da vida” há uma reconstituição de um tsunami que aconteceu na Indonésia, em 2004.

 

Há algum tempo venho estudando – e usando o blog como laboratório para entender não só o meio, mas o que ele provoca.
Daí alguns posts mais apimentados. E, como já falado anteriormente, nenhum é absolutamente fiel à realidade dos fatos. Afinal, são contos. São crônicas.

 

Começo ou Meio?

Em tão pouco tempo, quantos mudanças foram causadas pelo surgimento de novas mídias?
O espanto, para mim, surgiu com algo de mais de meio século, a TV.
Depois de uma década trabalhando em e chefiando alguns telejornais, não consegui ficar imune ao espanto que um aparelho relativamente pequeno provoca ou revela.
Revela, muda, põe em choque?
O fato é que uma câmera ligada, sem haver uma pessoa que dirija a conversa, é capaz de extrair surpresas de quem está do outro lado e não é profissional da área.
E, no meu caso pelo menos, o peso de uma TV campeã de audiência, tenho impressão, provocava reações ainda mais exageradas.

 

Da TV para a Internet

Por que as pessoas comuns querem aparecer na mídia?
E, quando elas aparecem, elas estão preparadas para a repercussão? Elas aceitam ouvir o que não querem?
Você pode argumentar que um blog, um perfil em uma rede social ou na internet, seguem a mesma lógica.
Uma exposição.
Concordo 100%.
Porém, a questão que me interessa é a repercussão.
O poder de fogo de um veículo de comunicação de massa é indiscutível.
Quem não se lembra da nutricionista que falou: “Sanduíche-iche-iche-iche”?
A entrevista, dada à repórter Bianka Carvalho, para uma emissora local em Recife virou assunto nacional.
Era uma pequena entrevista ao vivo feita para ser assistida num Estado.
De lá, caiu no YouTube…
O YouTube potencializou o poder de um veículo de massa e a história virou hit.
A nutricionista não se abateu. Usou a a fama repentina e pouco favorável para criar uma marca.
Sabendo que a batalha estava perdida, virou parte do jogo para ela.

Vivemos num país regido por uma Carta Magna que nos assegura a liberdade de expressão, além de outras liberdades, tais como de culto ou credo, de consciência, opinião, de locomoção (de ir e vir), de trabalho, de reunião e de associação.
Mas não falo de leis, quero saber algo além:
O que faz com que alguém queira virar assunto?
Por que?
Qual o alcance disso?
Para quê?

Reproduzo aqui trecho da peça do professor Leonardo Valverde:

“NIKOLAI
O circo está montado em sua frente e você ainda bate palma para o palhaço brincar. É o que está acontecendo. E é com a mudança de uma simples nota que tudo começa.
SEM NOME
Mas o que está insinuando? Está falando em código? É tanto medo assim? Será que é tão perigoso?
NIKOLAI
Não vou arriscar. Você não sabe o que passei. Não tem idéia do que me trouxe aqui.”

Fuga em Dó menor, Leonardo Valverde

Calvície tem cura

terça-feira, 15 de junho de 2010

Esse blog é realmente um fenômeno. Conta com um grupo bacana de leitores mais ou menos fiéis. Risos. Dois d’além mar: uma de Portugal, outro da Irlanda (recém-chegado que usa google translate para entender a confusão). Eu fico impressionada!

Refletindo sobre o novo mundo, esse eletrônico, que encurta fronteiras, abre janelas novas de percepção… Tudo o que escancara entradas, facilita a vida dos gaiatos.

E eis que surge um novo pássaro na natureza com o intuito de fazer fama e acabar com um dos caras mais abjetos da humanidade: o locutor Galvão Bueno.
Em dez anos de Globo, estive com esse moço apenas uma vez. Chato na telinha, arrogante e bobo ao vivo.
Recentemente tive conhecimento de um gaúcho calvo que é fã do dito profissional. Fiquei horrorizada – mas ao passar mais tempo observando o careca, entendi melhor… São gêmeos de espírito, unidos pela falta de tato e pela deselegância.

Para brasileiros, Galvão é velho conhecido. Locutor arrogante, chato, que torce contra, que fala as maiores bobagens – certa vez trocou os times e passou um tempo de jogo (45 minutos) falando que o time A era B. Além disso, trocou o nome de todos os jogadores.
Sensacional é que é pago para “pagar mico” – dizem por aí que ganha cerca de 250 mil dólares por mês.
Para os estrangeiros, apresento um fenômeno da piada pronta. 

Desde ontem, a frase “Cala boca, Galvão” é campeã de audiência no twitter.
O engraçado não é que escrevam no microblog um libelo contra um cara singular; o ótimo é que um gaiato mais experiente criou um vídeo sensacional.
E agora tem muito estrangeiro achando que “Galvão” é um pássaro que corre risco de extinção.
Só dando gargalhadas!

Leiam a matéria sobre o assunto no New York Times, um jornal de olho nas modas que surgem e somem em cinco minutos.
Quando penso em New York Times, penso na ira de Murdoch, aquele cuja nação tomou de 4 a zero da Alemanha. Alemanha, aquela que deu corda para um austríaco e quase acabou com o mundo.
Cala boca, Galvão!

O vídeo sensacional:

Esse blog gostaria de agradecer a TV Globo, que insiste em manter esse cara como locutor oficial, e também aos gaúchos calvos – que fazem a alegria de nosso CV.

Feliz Copa do Mundo!

Sem perdão pela falta de inspiração

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Você também acorda num espírito matador?
Eu me sinto como um aparelho eletrônico.
Uma vez que a bateria está carregada, eu salto da cama.
Já contei aqui que trabalhei durante alguns anos na madrugada.
Levantava sem despertador às três e meia da manhã.
Eu sou super do dia. Sempre fui.
Vez ou outra viro a noite. Mas é raro.

Hoje, por um assunto de trabalho, resolvi ouvir a lista de músicas de uma cantora pop (estamos com uma campanha no ar e você tem que votar na lista de músicas ou na personalidade preferida).
E ouvi uma música que decifrou meu estado de espírito.
Esqueça a letra (estúpida).
Engraçado que já tinha ouvido, mas como é tema de série de vampiros da HBO, não dei pelota.

Falta de assunto, não?

Depois de ler que uma mãe twittou enquanto esperava a ambulância chegar para salvar o filho que acabara de ser afogar na piscina…
E que a moça twittou para avisar que o menino morrera.
E que a moça iria fazer um especial na internet para arrecadar fundos para cremar a criança…

O refrão da música começa a ficar interessante.
Dúbio e perigoso.

Triângulo do pão de queijo

Com sua vida de playboy bem alimentado…
E muita história mal contada.
Aecinho não vai mais correr a maratona presidencial.

Quanta água rolou e a gente nem ficou sabendo.
Vocês viram que o Arruda Panetone era chantageado desde a campanha.
Aecinho, moço descuidado…

Bom para nós por alguns segundos…
Agora vai ser o vampiro contra o rolo-compressor de peruca.

Estamos fritos.

Dica nerd: use a câmera como espelho e tire o make enquanto bloga

Dica nerd: use a câmera como espelho e tire o make enquanto bloga

Yarang

domingo, 29 de novembro de 2009
baloes

Domingo em algum lugar do planeta

Yarang quer dizer formiga em língua camaiurá, uma das 19 etnias do Xingu.

Depois de quase 5 horas de apagão na Vila Madalena, esse post começou um e foi virando outro… Você já parou para pensar para onde vai o bom e velho livro?
Eu não sou conservadora.
Acho o máximo a tal novidade do livro eletrônico – seja ele kindle, nook ou o que mais inventarem.
Do mesmo jeito que compro meus discos a hora que quero e em que país quero – pagando em dólar e para a turma do Steve Jobs -, penso que deve ser muito bom fazer o mesmo com os livros.
Escolher o livro que quero na língua que quero. Carregar minha biblioteca para cima e para baixo. E ter tudo numa caixinha compacta, movida a eletricidade.
(Coloco a eletricidade aqui para provocar)

Mas há duas questões. Uma é a do livro eletrônico e a outra é a da digitalização dos livros.
Quando leio sobre a turma do Google, sempre fico com minhas pulgas alinhadas atrás da orelha esquerda.
Larry Page e Sergey Brin não vieram ao mundo para fazer caridade… Muito menos para educar e difundir o conhecimento.
E ninguém pensou que um mecanismo de busca fosse se transformar num império digital. Se alguém pensou, não fui eu…

“Hoje” o professor Roger Chartier discute o assunto na Folha. A reportagem original saiu em outubro no Le Monde. Em ambos os jornais, o texto é para assinantes – mas acho que não será problema encontrar o texto no google sem respeito aos direitos autorais e (com meu apoio) aos meios que publicaram o texto.

Às idéias do professor, somo minhas dúvidas:

1) Quem detém a plataforma deterá o conteúdo?
2) O Google está preparado para catalogar os livros (até agora, só deram mancada – aparentemente, os gênios de TI não se ligaram na importância da biblioteconomia);
3) Se tudo for digitalizado, como farão os que vivem no mundo analógico? Serão guerrilheiros do papel?
5) Com o livro digital, é o fim da relação objetos-gêneros-usos. Viveremos num mundo de fragmentos sem contexto?
6) Ainda, como vamos construir o discurso, como vamos ver o que está a nossa volta?
7) Nesse mundo “novo” quem assegurará o direito autoral?

Sete perguntas que não têm resposta única.
E desconfio que, mais uma vez, estaremos à margem e, muito provavelmente, seremos os últimos a saber.

batman

Agora entra o blog que teria sido publicado se não fosse a Eletropaulo (esqueci de pagar a conta de setembro e, na sexta-feira, recebi uma carta do Serasa. Vou mandar uma reclamação de ter ficado sem luz para quem? E cobro de quem?)

Em que dia fizeram a luz?

Estou em casa. Apagão na Vila Madalena.
Sinto-me a mulher das cavernas.

Excesso

Alice comeu galeto no almoço. Muito chique.
Dia de calor com chuva.
Um chopp. Um caju amigo. Cassoulet.
Guardei paios e outras carnes para Alice.
Por falta de energia, comeu tudo frio no café da manhã hoje.
Muito chique.

Estou me recolhendo em casa para voltar a trabalhar.
E engraçado é como o corpo dá notícia.
Comi enlouquecidamente. Um pote inteiro de sorvete de doce de leite da Häagen-Dazs. Meia pizza média da Camelo.
O que eu não boto para fora, como.

fubatmanTrabalho

Recusei a segunda proposta de emprego em 2 meses.
A anterior pagava mais. Mas a vaga era em Porto Alegre.
Essa paga 11% a mais do que ganho.
Por outro lado, minha sociedade não fechou nenhum dos trabalhos com que contávamos. E estamos aflitos pois só temos caixa até janeiro. (Eu não estou aflita)

A vida é assim.
Trabalho, excesso, medo.
No meu caso, tem sempre algo de piadista.
Tenho personalidade de cigarra, mas atuo como formiga. Fazer o quê?

Amélia

Tem um lado insano meu que só quem é muito íntimo conhece.
Acordo cedo no fim de semana.
Dou comida para a bicharada.
Limpo a caixa de areia.
Escovo o sofá de design.
Troco a água das plantas. Faço a poda dos caules das flores.
Varro a casa, passo aspirador (o meu é robô – ele vai sozinho).
Só depois vou ler.

Enfim, o vírus de Amélia é uma bela porcaria. Odeio.

flamengo

Mulheres

Vocês já viram a jornalista Nina Lemos? (Nos meios, há quem a apelide de “Nina, não lemos”)
Procurem no Google Image porque eu não vou dar susto em ninguém.
Ela escreve hoje sua opinião sobre uma novela.
Conta da modelo que ficou tetraplégica.
Fala que, no orkut, fizeram um fórum sobre a história: a moça rica e linda e mimada merece ou não merece ficar tetraplégica?
“Merecer” ficar deficiente é muita culpa católica para mim.
Ela termina o texto com as seguintes frases: “ ‘Não sou tão bonita nem tão rica. Mas pelo menos não estou morrendo no hospital.’ Ou se não sou bonita, ninguém também pode ser.”

Que discussão de bêbado.
Que papo bobo.
Dar atenção para repercussão de novela.

Nada mais me assombra.

E por falar em novela e jornalista, para mim, o Noblat, do Globo, perdeu toda a credibilidade depois que começou a escrever sobre novela no twitter.
O cara é um verdadeiro bocó!

E volto para os enigmas/desejos universais:

–       Beleza
–       Grana
–       Ócio

Atualmente tenho usado a seguinte tática para solucionar o mistério:

–       Álcool
–       Açúcar
–       Cheque especial

Melhor jogar  cubo mágico. Tenho mais chances de acertar.
Bom domingo.
Vou enfiar a cabeça no microondas.

Da minha natureza

sábado, 31 de outubro de 2009

picole

Quem diria que teríamos um sábado de sol daqueles de se jogar e ficar lagarteando na grama… Delícia.

Pintei minhas unhas de laranja para combinar com o clima. Nosso editorial da revista vem com “pink flamingos” de 1,5 m feitos de acrílico. Peguei dois e trouxe para casa. São chiques e divertidos ao mesmo tempo.

Aliás, estamos em pleno fechamento da última edição do ano. Desta vez foi pesado para a produção. Criar um clima de verão em meio às chuvas de outubro. Para mim, é “pesque e pague”.
Essa onda do FLÚO (nosso velho e conhecido neon) é diferente: tem algo de brega, muito de alegre e uma pitada de cor forte que te joga para cima. Eu, branca de leite, chegada num preto, estou hipnotizada por minhas unhas fluo-laranja. Engraçado como o calor muda tudo: até o corpo muda.

No francês, suave e sonhando com a volta a uma Paris de menina, pesquei duas rimas probres que me encantaram. Bonitas se lidas na língua de Bardot.

Je veux te voir des etoiles dans les yeux. Je vous invite à entrer dans la ronde!

Seguindo a deixa de que a maldade anda muito na cabeça das pessoas, twittei. Não passou um minuto e recebi um comentário obsceno de um desconhecido. Reli. Tem algo de devasso nas frases – se você fizer uma tradução tabajara muito ao pé da letra. Mas o convite é para a discussão. Dei uma resposta engraçada-ferina e bloqueei o cara. Abusado.

Penso nos que vivem em cidades cinzas. Que melancolia.
A São Paulo que habito é meio carioca. Vila Madalena. A São Paulo onde trabalho é Manhattan tupiniquim.
Minha empresa – que agora estou começando a gostar, será síndrome de Estocolmo? – tem cores. Fala multilínguas: gauchês, carioca, paulista, espanhol de todo lado (Colômbia, Peru, México), inglês. É pink flamingo.

Sobre música. Tirando meu compositor preferido de todas as horas, meu companheiro das tardes sem trabalho – quando as madrugadas eram intensas e caretas de jornalismo ao pé da letra -, Eric Alfred Leslie Satie, tenho ouvido muito Michael Jackson. Tão diferentes, não? Um morreu deixando centenas de guarda-chuvas no apartamento. E o outro morreu, eu creio, porque em vida, andava estragando a própria obra. Agora que é um poeta morto, voltou a ter força, voltou a ser grande. E ele é muito bom.
Ambos detestavam o sol.
Eram muito excêntricos. Satie só comia comidas brancas. Ovo, nabo, leite. E se alguém tiver um exemplar de Mémoires d’um Amnésique, eu compro! De verdade. Voltando ao Michael, minha música preferida foi interpretada pelo guitarrista mais metido (e qual não é?) e que tenho ouvido muito desde o ano passado. Bela combinação.

O engraçado é que procurei o vídeo no YouTube e o menos pior (sem narração) foi o da Globo. Pedala MTV, pedala Record!

Bom, sábado de sol. Música. Aproveitem.

E para não dizer que meu coração ficou quentinho, dou adeus com uma palavrinha bem interessante. Em inglês é asséptica, quase boba. Notei a sutileza ontem, na segunda garrafa.

Wanton.

Devassa, não a que – de tempos em tempos – fazem nas contas de políticos e empresários – e não dá em nada.

Dicionário (Google/Tabajara):

substantivo
  1. criança alegre
  2. devasso
  3. libertino
verbo
  1. agir ousadamente
adjetivo
  1. abundante
  2. arbitrário
  3. brincalhão
  4. deliberado
  5. injustificado
  6. intencional
  7. lascivo
  8. lânguido
  9. luxuriante
  10. malicioso
  11. pródigo
  12. sensual
  13. travesso
  14. atrevido
  15. temerário

Que palavra boa. Abundante de significados. Uma aura meio malandra. Mas que não afasta ninguém. Ciao.

Luz?

terça-feira, 20 de outubro de 2009
Mutante

Mutante

Luz branca = cabelo castanho escuro.
Franja = só na foto.

Tenho uma avó ligada no 220V (Freud nem precisa explicar).

Quando anunciei o primeiro namorado (eu com 13, ele 16), adivinha quem me pegou no flagra?
Quando tomei o primeiro porre da minha vida, adivinha quem questionou o bafo?
Quando falei que ia dormir na casa da amiga e passei a noite na rua, adivinha quem ligou “a” com “b”?
Quando fui sozinha para Amsterdã aos 15, adivinha quem chamou minha mãe de tonta?
Pois é, dona Chlóris* é da pá virada. Não deixa passar nada.
E a última dela foi puxar minha orelha por conta do mundo digital: “-Seu twitter é muito doidão. Você se expôe demais no seu blog. Para quê isso?”
Aos 85 anos, ela questiona o meu twitter e meu blog.
E não tem e nem usa computador.
Como pode?
Quais são as fontes da vovó?

Já meu avô conheceu meu Mac tempos atrás. Achou uma beleza ter TV5 on demand. Poder ver todos os programas de entrevistas da TV Francesa quando e onde quiser.
Mas achou muito chato ter que apertar mil botões, esperar o vídeo carregar. “Na TV vai mais rápido”. É fato.

Mudando de assunto, estou traumatizada. A fauna do vestiário da academia hoje estava demais. Vi coisas horrendas, indizíveis, inexplicáveis.
Da anoréxica à gorducha passando pela moça que, quando não reclama da babá, conta detalhes dos casos extraconjugais em altíssimo som, não sobrou pedra sobre pedra.
Detalhe: a gorducha fez um strike em mim e na minha malinha. Não contente, deixou itens pessoais caírem dentro da minha malinha. Me senti George Foreman diante de Muhammad Ali no Zaire. Que roubada.

Estou pensando seriamente em colocar venda nos olhos para entrar no vestiário.
É uma visão do inferno de Dante.
Preciso de 20 anos de análise para superar tudo o que vi e ouvi…

Socorro!

Em tempo: o nome Chlóris parece esquisito? Pois era assim que iria me chamar. Mas vovó me tirou dessa roubada. Na mitologia grega, Chóris era uma das Alseíades, ninfa das flores. Foi a última amante de Zéfiro, o vento-oeste. Depois do casamento, Hera e Afrodite a converteram em deusa das flores.

Em tempo 2: link besta e IMPERDÍVEL do dia
http://www.esquire.com/features/funny-slang-language-dictionary/funny-euphemisms-list-1109

Fogo no Twitter!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

done1

Exercício de como agir em caso de incêndio num conjunto empresarial que abriga 7 mil pessoas… Imagine o caos que foi no meu local de trabalho.
Eu cheguei e o trânsito já estava parado no meio da Marginal Pinheiros – afinal, fecharam a entrada principal do estacionamento. No Twitter, o aviso – ninguém sobe. Aí fiz tudo com calma. E até consegui pegar elevador da garagem antes de todo mundo!
No saguão, centenas de pessoas… Fila para subir para o trabalho. Pessoas contando das reuniões que haviam perdido.
Reunião perdida? Risos. Tem empresa que não trabalha, faz reunião.

E pensar que quem não seguiu as regras num incêndio de verdade – e desceu de elevador do World Trade Center – conseguiu se salvar… Muitos daqueles que desceram as escadas viraram pó…

No twitter hoje, mais uma coisa diferente:

tw4

“O mais longo poema em todo o mundo” une posts que rimam.  São mais de 4.000 versos / dia. É uma idéia interessante. Embora meu post tenha sido uma grande bogagem…

Por aqui, não li hoje notícias sobre o avião desaparecido. Nem precisa, a história é como a de uma novela: as pessoas falam, o rádio comenta – e você fica informado por osmose.

Agora dei uma busca no assunto para ilustrar minha opinião:

Cerca de 2.000 pessoas lotaram hoje (4) a igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, durante culto ecumênico em memória dos passageiros do Airbus A330. O avião desapareceu na madrugada da última segunda-feira (1º), quando fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.
Além de parentes e amigos de passageiros, estiveram presentes funcionários da companhia aérea Air France e autoridades brasileiras e francesas. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, representou o presidente Luiz Inácio Lula da Lula na celebração. (UOL)

Quem não tem Sarkozy, reza com Celso Amorim. É o fim mesmo. Nosso presidente é uma piada pronta.

E eu estou apostando que o acidente foi por conta da máquina mesmo. Esses aviões são tão modernos que os pilotos quase não têm autonomia para fazer nada. A máquina pifou e deu no que deu…

E me impressiona a rapidez da internet quando o quesito é morte.

Eu li no The Nation, um minuto depois já estava na wikipédia:

David Carradine (Los Angeles, Califórnia, 8 de dezembro de 1936Bangcoc, 4 de junho de 2009) foi um ator estado-unidense.

David, nascido John Arthur Carradine, era filho do ator John Carradine, irmão de Bruce Carradine e meio-irmão de Keith Carradine e Robert Carradine. David Carradine é mais conhecido por sua personagem Kwai Chang Caine na série de televisão Kung Fu, em que interpretava um monge Shaolin, mestre em Wushu, no Velho Oeste dos Estados Unidos.

Carradine também interpretou Bill, na série de dois filmes Kill Bill, de Quentin Tarantino, com Uma Thurman como protagonista.

Foi encontrado morto dia 4 de junho de 2009 em um hotel de luxo em Bancoc, na Tailândia. [1] O primeiro relatório da polícia local indica que Carradine cometeu suicídio por enforcamento; uma empregada do hotel encontrou o seu corpo sentado em um armário, com uma corda em volta do pescoço e em outras partes do corpo.[2]

O pai dele, John Carradine, era demais. Foi trabalhar com Cecil B. DeMille como cenógrafo. Cecil achou o trabalho dele uma droga. Mas o colocou em vários filmes. Amigão de John Barrymore (o que diz muito sobre quem ele era), ficou famoso ao trabalhar com o grande John Ford. Meu filme predileto com ele é As Vinhas da Ira. Aliás, excelente livro. Não precisa mais explicar, né?

 

Produtos que eu não indico

quinta-feira, 23 de abril de 2009

mini
Depois que o Marcelo Tas resolveu dar uma de esperto e anunciar no Twitter os produtos da Telefonica, fiquei pensando no nosso público consumidor.

Você já viu o novo comercial do Fiat Stilo BlackMotion?
Um cara para no sinal com um carrão conversível. Ao lado dele, a namorada.
Ambos olham o novo Stilo que também parou no sinal.
O cara baba no carro e, de repente, a janela do carona do Stilo é aberta.
Dentro do carro?
Está a mulher do sujeito do conversível.

O vídeo de 30 segundos tem realização da Leo Burnett e foi criado por Renato Butori e Mario Cintra, com direção de Ruy Lindenberg. Segundo divulgado por aí, a idéia é mostrar o lado “dark” e atrevido do modelo esportivo da montadora.

Mas para quem esses caras estão vendendo essa propaganda sexista e de quinta?
Afinal, a moça largou o conversível para ir para o outro carro. É a famosa Maria Gasolina.
Um mulher que obviamente não trabalha e vive às custas de outrem.

De acordo com o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores do Estado do Paraná (Assovepar), Lidacir Antonio Rigon, as mulheres são consumidoras de 40% a 50% dos carros vendidos em todo o país. Além disso, na compra de um carro a palavra final cabe a mulher em mais de 80% dos casos.

Vamos usar o cérebro: quem no Brasil tem dinheiro para comprar o novo Stilo?
Certamente não é a garotada que achou o comercial bacana.
E a mulherada – eu super incluída – achou o comercial uma m*.
Ou seja: 80% do público que determina a compra de um carro rejeitou a propaganda boboca…

Acho que o gatinho do Stilo subiu no telhado…

Quer ver porcaria?
Clique aí: http://www.youtube.com/watch?v=2nkyYKH9pts

Quer outro produto que eu não indico?
O sabonete Dove.

ldovedentro“Compare e comprove”. Essa é a proposta da campanha Teste Facial de Dove que entrou no ar no dia 1° de março. Com investimento de aproximadamente R$ 12 milhões, a marca propõe teste comparativo com outros sabonetes por apenas sete dias para evidenciar seu poder de hidratação.
É simples: você lava metade do rosto com Dove e a outra metade com um sabonete qualquer.
Ora, Dove é sabão de corpo, e não é feito para usar no rosto…
Se eu usar o meu Shiseido Facial Cleaner numa bochecha e o Dove na outra, quem vai sair perdendo?
Troféu abacaxi para a gerente de marketing que aprovou essa campanha!
Se ela usa Dove no rosto, não me diga o que ela veste, com quem ela anda, o que ela come.

Ah! Não preciso dizer que não sigo o Marcelo Tas no Twitter e em nenhum lugar, né? Ele que ache os bobos que o acompanhem e que fature em cima deles…

Ah! Eu adoro as progandas do Mini!
Por isso que coloquei abrindo o post. Esse eu indico!

Fui!