Posts com a Tag ‘Vila Madalena’

A tal da energia

terça-feira, 6 de março de 2012

em construção

Sim, esse é um daqueles posts que não combinam bem com isto aqui.

Eu, em momento de fim de ciclo e mudanças necessárias, cismei que iria deixar o meu lindo apartamento na Vila Madalena.
11 anos de luta, companheiro – e de festas sem censura, babe.

Saí por aí com mil corretores, a descobrir como o meu cantinho antes (muito) pé sujo e (um tanto) hippie ficou nouveau riche, supervalorizado.
Não, nada disso me fez gostar menos da Vila Madalena.
Se os tempos, as pessoas, se tudo muda, o bairro mais carioca de São Paulo não haveria de escapar.
E, sim, continuo amando as praças, as árvores, os sabiás, a bagunça colorida, os altos e baixos que lembram o mineiríssimo Santo Antônio.

Andei tanto, perguntei à vera e, fina ironia, descobri que a casa da frente está a venda.
Entrei, vi uma coisa e imaginei mil outras.
Janelas gigantes, vista do alto.
No lugar de um quintal com caco de azulejos, jardim com chuveirão, grama, ervas aromáticas.
Fechei negócio.

Mas e o dinheiro?
Corrida maluca para colocar o apartamento a venda.
Preciso logo aumentar a minha própria renda.

Como em filme americano, deixei o ambiente cheiroso e mais lindinho para atrair copradores.
Quase montei uma banca de limonada…
Ontem de manhã, o primeiro casal.
A dupla veio cedo, voltou de tarde.
Vendido. (Ou apalavrado)

Assim, no primeiro lance.
E você não acredita que, às vezes, o universo conspira?

Vendo casa

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Passado em preto e branco

Apartamento de bom tamanho.
100 m², 2 quartos arejados, amplas janelas.
Alguns cantos empoeirados, histórias inacabadas, romances mal explicados.
Vendo banheira antiga com pés de ferro fundido, piso de ladrilho hidráulico, pastilhas em cores vivas.
Vendo tudo o que foi.
Casa de sonho.
Alvenaria. Suor.
Causos ocultos.
Gatos que não existem mais.
Tudo a preço de ocasião.
Bairro agradável que já foi mais tranquilo.
Mundo que dá volta.
Redemoinho na sala.
Vendo tudo desde que o bebedouro dos pássaros permaneça cheio e limpo na janela do escritório.

Sol com vento

terça-feira, 24 de maio de 2011

Outonal

Madalena.
De manhã, sol com gato.
Abacaxi, iogurte e castanha de caju.
Alice e bola vermelha.

Yoga: Natingui.
Ando muito Girassol.
Saio Harmonia com Aspicuelta.
Hidro.
Trabalho? Wisard (of Oz).

Vi o menino de bicicleta.
O dono da casa velha brigava.

Fonfom.

Não sobrou pão de leite. Só bolo.
Purpurina.
Bouganville ou primavera?
Beija-flor e o cachorro Zeca.

Sabiá que salta pequeno.
Vida com sol na Vila.

Assim, de repente

sábado, 21 de maio de 2011

mineiridades

Pensei em me mudar para uma casa.
Não posso reclamar do momento em que o Brasil está vivendo.
Estamos em 6º lugar no ranking das cidades com bilionários…

Quem sabe?
No meu quarteirão… Quintal, edícula, uma praça em frente.
Eu posso ser uma pobre excêntrica no jardim dos bilhões.

Assim, sem pensar, os dias têm se agitado.
Não tenho mais horário para marcar almoço com amigos.
Um trabalho novo pinta.
Eu vou inventando modas e modos.

Assim, num sábado, suco e argentino (não combina, eu sei) e “pau” no ex-presidente do FMI.
Reunião com arquitetos.
Adoro gente maluca.

Cachorrada. Sorvete. Gataria.
Sábados frios com sol.
Repetitiva, sem imaginação.
Textinho vagabundo e reciclado.
É, como diz a anetoda, o que temos para hoje.
(e é uma delícia – por isso divido – afinal, disseram que o apocalipse seria hoje)

 

A pluma do ganso

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CACHU

Decidido: é nesse local nos confins do centro-oeste que meu ano vai virar.
Esse negócio de ficar para lá e para cá em avião é muito bom. Mas o Brasil é que é o meu lugar. E não gosto de agito na virada. Gosto de sombra e água fresca.
Alice, a cachorra destrambelhada, nem sabe a aventura que a espera. SP-BH-Chapada dos Veadeiros…
De carro.

A dura vida de uma coelha da Playboy

As remadoras britânicas Mel King, de 37 anos, e Annie Januszewski, de 40, pretendem atravessar nuas o oceano Atlântico.
Inicialmente, a dupla pretendia remar 15 horas por dia usando biquíni. Mas as inglesas decidiram remar completamente nuas para reduzir o atrito com a roupa.

Enquanto isso, em Nova York, duas professoras estão comendo o pão que o diabo amassou porque foram flagradas peladonas dentro de uma sala de aula.
O zelador virou delator.
Deixa as teachers namorarem, povo careta.

Y, o chapeleiro maluco

“Eu, que sou uma leitora de Proust, sei que a vulgaridade tem o seu valor, sim.”

frase de Fernanda Young para contestar o publicado encalhe das Playboys

Proust que não era bobo nem nada, antes de morrer deixou uma resposta pronta para Fernanda.

“De même nos intonations contiennent notre philosophie de la vie, ce que la personne se dit à tout moment sur les choses. ”
(Nosso jeito de dizer as coisas contem nossa filosofia de vida, o que sempre estamos dizendo a nós mesmos sobre as coisas)

http://www.page2007.com/news/proust/0420-ce-n-etait-pas-seulement-une-matinee-mondaine

Tiger

Meninas, não fiquem com raiva. Não estou defendendo o Tigrão.

Estou só questionando as louras suecas que atacam só os negões ricos e depois contam a história de que não sabiam de nada.
Claro que não sabiam: estavam concentradas em garantir o caixa quando deveriam investir em conhecer melhor o cara.

Tranca X Troncoso

Romário e família foram obrigados a deixar a cobertura onde moravam no luxuoso Golden Green – aquele onde Ronalducho morou, o que tem campo de Golf, na Barra da Tijuca.
O baixinho simplesmente não desocupou o imóvel que foi leiloado por 8 milhões de reais para pagar dívidas que ele tem com os próprios vizinhos.
Segundo testemunhas, o apê foi lacrado e a fechadura do apartamento trocada enquanto o casal estava em Trancoso, na Bahia. Os filhos, que estavam no imóvel, foram para a casa de familiares.

Veneno 1: a casa de familiares deve ser em algum bairro simples porque o jogador nunca foi chegado em favorecer a parentada.

Veneno 2: eu, que já fui vizinha de chinês, fico pensando que não deve ser mole ser vizinho de jogador de futebol.

Salvem os ídolos nacionais!

Falando grossosorry

Amo os irônicos.

Os que lêem.
Os que falam mal dos outros.
Detesto histéricas.
Egocêntricos.

Tenho dúvidas com relação aos mentirosos.
Porque eu minto.

Odeio os sorrateiros.
Os covardes.
E mulher bonita.

Ontem, queria ser um sabiá comendo coquinho vermelho na Vila Madalena.
Hoje quero ser Alice correndo atrás do Sabiá na Vila.

Yarang

domingo, 29 de novembro de 2009
baloes

Domingo em algum lugar do planeta

Yarang quer dizer formiga em língua camaiurá, uma das 19 etnias do Xingu.

Depois de quase 5 horas de apagão na Vila Madalena, esse post começou um e foi virando outro… Você já parou para pensar para onde vai o bom e velho livro?
Eu não sou conservadora.
Acho o máximo a tal novidade do livro eletrônico – seja ele kindle, nook ou o que mais inventarem.
Do mesmo jeito que compro meus discos a hora que quero e em que país quero – pagando em dólar e para a turma do Steve Jobs -, penso que deve ser muito bom fazer o mesmo com os livros.
Escolher o livro que quero na língua que quero. Carregar minha biblioteca para cima e para baixo. E ter tudo numa caixinha compacta, movida a eletricidade.
(Coloco a eletricidade aqui para provocar)

Mas há duas questões. Uma é a do livro eletrônico e a outra é a da digitalização dos livros.
Quando leio sobre a turma do Google, sempre fico com minhas pulgas alinhadas atrás da orelha esquerda.
Larry Page e Sergey Brin não vieram ao mundo para fazer caridade… Muito menos para educar e difundir o conhecimento.
E ninguém pensou que um mecanismo de busca fosse se transformar num império digital. Se alguém pensou, não fui eu…

“Hoje” o professor Roger Chartier discute o assunto na Folha. A reportagem original saiu em outubro no Le Monde. Em ambos os jornais, o texto é para assinantes – mas acho que não será problema encontrar o texto no google sem respeito aos direitos autorais e (com meu apoio) aos meios que publicaram o texto.

Às idéias do professor, somo minhas dúvidas:

1) Quem detém a plataforma deterá o conteúdo?
2) O Google está preparado para catalogar os livros (até agora, só deram mancada – aparentemente, os gênios de TI não se ligaram na importância da biblioteconomia);
3) Se tudo for digitalizado, como farão os que vivem no mundo analógico? Serão guerrilheiros do papel?
5) Com o livro digital, é o fim da relação objetos-gêneros-usos. Viveremos num mundo de fragmentos sem contexto?
6) Ainda, como vamos construir o discurso, como vamos ver o que está a nossa volta?
7) Nesse mundo “novo” quem assegurará o direito autoral?

Sete perguntas que não têm resposta única.
E desconfio que, mais uma vez, estaremos à margem e, muito provavelmente, seremos os últimos a saber.

batman

Agora entra o blog que teria sido publicado se não fosse a Eletropaulo (esqueci de pagar a conta de setembro e, na sexta-feira, recebi uma carta do Serasa. Vou mandar uma reclamação de ter ficado sem luz para quem? E cobro de quem?)

Em que dia fizeram a luz?

Estou em casa. Apagão na Vila Madalena.
Sinto-me a mulher das cavernas.

Excesso

Alice comeu galeto no almoço. Muito chique.
Dia de calor com chuva.
Um chopp. Um caju amigo. Cassoulet.
Guardei paios e outras carnes para Alice.
Por falta de energia, comeu tudo frio no café da manhã hoje.
Muito chique.

Estou me recolhendo em casa para voltar a trabalhar.
E engraçado é como o corpo dá notícia.
Comi enlouquecidamente. Um pote inteiro de sorvete de doce de leite da Häagen-Dazs. Meia pizza média da Camelo.
O que eu não boto para fora, como.

fubatmanTrabalho

Recusei a segunda proposta de emprego em 2 meses.
A anterior pagava mais. Mas a vaga era em Porto Alegre.
Essa paga 11% a mais do que ganho.
Por outro lado, minha sociedade não fechou nenhum dos trabalhos com que contávamos. E estamos aflitos pois só temos caixa até janeiro. (Eu não estou aflita)

A vida é assim.
Trabalho, excesso, medo.
No meu caso, tem sempre algo de piadista.
Tenho personalidade de cigarra, mas atuo como formiga. Fazer o quê?

Amélia

Tem um lado insano meu que só quem é muito íntimo conhece.
Acordo cedo no fim de semana.
Dou comida para a bicharada.
Limpo a caixa de areia.
Escovo o sofá de design.
Troco a água das plantas. Faço a poda dos caules das flores.
Varro a casa, passo aspirador (o meu é robô – ele vai sozinho).
Só depois vou ler.

Enfim, o vírus de Amélia é uma bela porcaria. Odeio.

flamengo

Mulheres

Vocês já viram a jornalista Nina Lemos? (Nos meios, há quem a apelide de “Nina, não lemos”)
Procurem no Google Image porque eu não vou dar susto em ninguém.
Ela escreve hoje sua opinião sobre uma novela.
Conta da modelo que ficou tetraplégica.
Fala que, no orkut, fizeram um fórum sobre a história: a moça rica e linda e mimada merece ou não merece ficar tetraplégica?
“Merecer” ficar deficiente é muita culpa católica para mim.
Ela termina o texto com as seguintes frases: “ ‘Não sou tão bonita nem tão rica. Mas pelo menos não estou morrendo no hospital.’ Ou se não sou bonita, ninguém também pode ser.”

Que discussão de bêbado.
Que papo bobo.
Dar atenção para repercussão de novela.

Nada mais me assombra.

E por falar em novela e jornalista, para mim, o Noblat, do Globo, perdeu toda a credibilidade depois que começou a escrever sobre novela no twitter.
O cara é um verdadeiro bocó!

E volto para os enigmas/desejos universais:

–       Beleza
–       Grana
–       Ócio

Atualmente tenho usado a seguinte tática para solucionar o mistério:

–       Álcool
–       Açúcar
–       Cheque especial

Melhor jogar  cubo mágico. Tenho mais chances de acertar.
Bom domingo.
Vou enfiar a cabeça no microondas.

Há escuridão no fim do túnel

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

andy Pois é, Andy. Sem querer, eu ando pelos caminhos mais tortos e achando gente para me acompanhar.

Engraçado é que nos últimos tempos tenho recebido umas propostas de trabalho interessantes. Será que os inconsequentes estão na moda? Ontem foi mais um dia de entrevista inesperada. E eu gostei do “boss”. Careta, com um super CV e gente boa. Combinação interessante. Mas, o que me disseram que iria acontecer e não cri anda pintando: estou começando a gostar da vida dazed & massy da internet brasileira. O que virá? Sei lá.

Ontem minha “alma-gêmea-de-gênio-maluco”, David Presas, liga à noite. Eu saindo da entrevista, recém-saída do táxi, no prédio do trabalho, quase dez da noite, esperando o elevador para descer até o quinto subsolo. Sensação de calor de 50ºC.
David colore a night.
Eu desço o elevador e me sento no chão para conversar.
Os poucos que descem me olham como seu eu fosse louca.
Não tiro a razão deles. Louco é sentar no hall do elevador no quinto subsolo.
David estava num bar com mais de 150 tipos de cerveja.
20ºC em NYC.
Lembrou do meu “spiritus” e me ligou.( álcool em latim – segundo Jung se usa a mesma palavra para a experiência religiosa mais elevada assim como para o mais perverso veneno. A fórmula auxiliadora é, pois, spiritus contra spiritum)
Falamos da vida, da alegria de viver o hoje. Eu disse que misturo tudo: trabalho com amizade. Sexo com amor. Dinheiro com prazer. E, óbvio, quero trabalhar com o David. David é um americano com alma de Vila Isabel. Poderia ter sido um primo-irmão de Noel lá pelos becos da Grande Maçã. Casado com uma brasileira tão louca e espontânea como ele, Alba.

Falamos de não esquentar a cuca demais.
Falamos de dois amigos em comum.
Um, de spiritum germânico. Como a vida não se encaixa no esquema tático dele, vive de mau humor.
O outro, de spiritum carioca. Para esquecer do que não deu certo, bebe todas e troca de namorada e de projetos profissionais com uma rapidez de trovão. E o pior é que ganha bem.
Na boa? Nenhum “nenhoutro” (adoro esse neologismo).
Se bem que o carioca em geral é sempre mais interessante. Só não dá para levar à sério esse carioca específico.

Sei que falamos, rimos, desligamos.
Peguei o carro, enfrentei uma Marginal fantasmagórica e quando entrei no meu território perdido, a Vila Madalena, o mundo ficou escuro.

Fez tanto sentido um apagão pós-animação.
Subi sete andares de escada.
Não jantei. Comida, só quentinha.
E dormi o sono dos incautos.

Hoje parece ser sexta-feira.