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Aquecendo

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mudando a fórmula

Aquele texto desaforado mexeu comigo.
Dia 13 de novembro e meu salário nem deu sinal.
Meio que perdida numa São Paulo escaldante.
Com unha quebrada, cabelo desalinhado, pijama…
Você finge que me paga e eu não finjo que trabalho.
Cumpri as obrigações matinais e falei para o táxi: me larga em Osasco.
Liguei meu celular, reforcei o laço do tênis e dei uma volta acelerada.
4km e saí pela rua.
5, 6, 7…
Um engarrafamento monstro de toda santa manhã.
Eu correndo e os carros parados, vidros fechados, ar condicionado no último número.
Seu texto do avental e eu pensando que iria rir naquela situação.
Escrevo um texto , um soco em inglês e salvo a mais necessitada do time.
Depois me atiro em meu jardim e passo o resto do dia com as mãos sujas.
Minha Babilônia.
Grama, terra, erva, água, sabão, cheiro de peixe.
Resolvo fazer um molho de tomate alla mamma.
Vou a feira.
Não tenho dinheiro, mas todo lugar aceita Visa.
É a Copa.
3 kg de tomates italianos vermelhos como sangue.
Lá fora o sininho se agita.
Abro uma garrafa de tinto.
E vou aos poucos esquecendo da realidade.

Chegando

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Depois de enfrentar a chuva, a neve, a madrugada, de receber a mala em forma de picolé (cremes e outros chegaram congelados – achei tudo muito engraçado embora desconfie que cosméticos anti-tudo não farão mais efeito); depois de, finalmente, chegar em casa com a sensação de ser a mulher maravilha… morre Walter Alfaiate, terremoto no Chile, alerta de tsunami. E a superheroína vira pipoca do dia seguinte: murchinha, murchinha e salgada.

Mau humor enquanto a neve cai e você não vê

A sacola de compras você não vê na foto

Aí é desfazer a mala e encontrar pasta de dentes inundando o plástico com comprinhas de farmácia.

Sabe aquelas coisas que só acontecem na terra do consumo? Comprei um laptop para meu irmão, aí resolvi levar um teclado wireless da Apple (recomendo – embora eu possa estar sob influência do uso de um PC  por uma semana). Passaram-se dois dias e resolvi comprar o novo mouse da maçãzinha. Os dois são acionados via bluetooth – o que significa que as entradas de USB do seu micro ficam desocupadas. Bom, a conversa está ficando muito técnica e não combina com o blog… Ah! Levei um MacBook de encomenda. Comprei cremes para a vovó (100 dólares e ela, surdinha, entendeu mil dólares e me pediu para pagar parcelado, pode? E como se eu fosse cobrar), esmaltes para a Nilza que transforma unhas quebradiças em maravilhas cor de morango silvestre. Aí, na lojinha do MET, presentinhos para as meninas da revista, para a mama, para mim (um par de brincos art déco de tirar o fôlego de Louise Brooks), porta-cartões com magnólias de Louis Comfort Tiffany (feitas para um vitral em 1885), outro de Frank Lloyd Wright para dar de presente…magnolia

Por aí, uma farra: pomada da Tiger Balm, pílulas para dormir – ideais para dois dias sem dormir e esperando o avião decolar -, coisinhas de cabelo, etc, etc, etc. E um anelzinho básico escolhido literalmente a dedo no terceiro andar da joalheria mais famosa da 5 av. by Elsa Peretti+ uma pulseira – sabe aquela que eu tanto procurava para colocar badulaques que ganho por aí na vida cigana? Sei… Que exagero!

E, claro, já inebriada pelo tilintar do cartão de crédito, parei em frente a uma vitrine no Rockefeller Center. Uma oferta imperdível – entrei e não pensei uma vez. Comprei um Wii com pad para fazer yoga. Eu estava completamente drogada. Comprar videogame foi demais. 199 dólares… E ontem joguei Mario Bros. e ainda não ousei experimentar a yoga teleguiada. Onde eu estava com a cabeça?

O curioso é que desta vez não tive coragem de entrar na Barnes & Nobles – onde eu veria livros irresistíveis por preços inacreditáveis e aumentaria mais e mais os quilos da minha bagagem. Confesso que um dia, no frio da noite, com a mão aquecida por um chai latte parei na frente da livraria e fiquei babando. E me autocensurando – não compre, não compre, não compre…

Deu no que deu – não comprei livro e comprei uma lojinha de eletrônicos Made in China.

Ainda bem que estou de volta. E aguardo em preces pela correspondência da Visa e do Mastercard.

Cartão de Boas Festas

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O médico monstro saiu da jaula.

O menino perdeu a mãe, ganhou um pai e virou um escândalo.

O cartão de crédito não funciona.

Que venha 2010, queridos!

monkeyfunky