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Roda mundo…

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Virei a minha ampulheta hoje. Essa história de dar a volta ao mundo mexe com a gente.
São tantas informações e um sentimento de ser pequeno que é preciso descarregar a bateria toda para voltar.
E, como de costume, a volta foi violenta. Trabalho no feriado, fechamento de mais uma revista, redação cansada e um ou outro nervosinho – para deixar o time eclético.
Hoje dormi sete horas. Penso que não faço isso há mais de dez dias.
Não estou descansada. Mas satisfeita com o resultado. O olho ainda arde, mas lutei contra minha rotina.

...

Eu fico bem chateada quando não tenho tempo de escrever.

É que as idéias vem e vão embora. É preciso agarrá-las enquanto é possível.
Não me pergunte muito sobre a Austrália. Na “cidade mais distante do mundo”, você não vai ao restaurante, vai ao posto de gasolina trocar óleo pois tudo é frito, gordo, insosso. Vale pela cerveja – tomada na hora imprópria e bem gelada.
Para chegar a Sidney, cinco horas de avião. O Brasil fica pequenino.
O que me deixou louca foi a Nova Zelândia. Só pisei no aeroporto mas, do alto, vi verde claro, verde escuro, verde musgo.

A tal da energia faz o mundo girar.
Trouxe um queijo de lá. Mineiro é assim.

Nesses dias de cão, fico pensando nos egos.

Quando a gente perde o senso, o que acontece? Querer mais sem estar pronto para compartilhar. Poder é um negócio complicado. A briga é grande, mas poucos são os escolhidos.

Nesse blog que hoje nasceu enferrujado, lugar comum, penso, penso mas não coloco as idéias no lugar fora de casa.
Ultimamente ando rebelde.
Abandonei as vitaminas.
Segunda volto a minha ginástica. Ando procurando sem pressa uma yoga para voltar.
Fico pensando como Alice: “será que perdi o caminho?”

Em Pinnacles desert

Rodopiando

quarta-feira, 3 de março de 2010
Alê, MaÍra, Jorge Clerc e eu - Gato Negro para alegrar

Alê, MaÍra, Jorge Clerc e eu - Gato Negro para alegrar

Esses dias têm sido Ana ao cubo. TUUUUUUUDO ao mesmo tempo.

Agora mesmo gripei ou fiquei alérgica.  Achei um delivery de sopa no prédio e estou com uma coriza chata. Um ponto positivo e um negativo. E  tenho que correr para a Vogue – semana de fechamento da revista i. A revista está linda de morrer – e os textos, estupendos. Mas o meu pique “tá faiado“.

Alguns me perguntam sobre filhos. Outros, chai latte. De manhã despachei bicho de pelúcia, computador, creme – família toda presenteada via Correios e Telégrafos. No almoço, adieu mes amis. Com nosso ritual de Gato Negro e um certo ar ébrio no escritório.

Amanhã tenho assinatura na justiça (tema para um looooongo post), e reunião para oficializar minha saída da sociedade que foi um sonho, uma república e uma dúvida – e nenhuma dívida. Mas que tem gente muito bacana e correta – coisa rara nos dias de hoje. E tenho que trabalhar. E tenho que organizar a casa para quem vier. E tenho que escrever, escrever, escrever. E tenho tanta coisa que queria ficar de pantufa assistindo tevê. Quem sabe um brigadeiro de colher.

O fato é que o que eu queria mesmo era um tempo para respirar.

(Vou correr para a Vogue e tento terminar esse post de lá – mas não prometo nada. Tanta coisa para falar e eu aqui com a mão coçando e sem poder contar. Ai ai)

Da minha natureza

sábado, 31 de outubro de 2009

picole

Quem diria que teríamos um sábado de sol daqueles de se jogar e ficar lagarteando na grama… Delícia.

Pintei minhas unhas de laranja para combinar com o clima. Nosso editorial da revista vem com “pink flamingos” de 1,5 m feitos de acrílico. Peguei dois e trouxe para casa. São chiques e divertidos ao mesmo tempo.

Aliás, estamos em pleno fechamento da última edição do ano. Desta vez foi pesado para a produção. Criar um clima de verão em meio às chuvas de outubro. Para mim, é “pesque e pague”.
Essa onda do FLÚO (nosso velho e conhecido neon) é diferente: tem algo de brega, muito de alegre e uma pitada de cor forte que te joga para cima. Eu, branca de leite, chegada num preto, estou hipnotizada por minhas unhas fluo-laranja. Engraçado como o calor muda tudo: até o corpo muda.

No francês, suave e sonhando com a volta a uma Paris de menina, pesquei duas rimas probres que me encantaram. Bonitas se lidas na língua de Bardot.

Je veux te voir des etoiles dans les yeux. Je vous invite à entrer dans la ronde!

Seguindo a deixa de que a maldade anda muito na cabeça das pessoas, twittei. Não passou um minuto e recebi um comentário obsceno de um desconhecido. Reli. Tem algo de devasso nas frases – se você fizer uma tradução tabajara muito ao pé da letra. Mas o convite é para a discussão. Dei uma resposta engraçada-ferina e bloqueei o cara. Abusado.

Penso nos que vivem em cidades cinzas. Que melancolia.
A São Paulo que habito é meio carioca. Vila Madalena. A São Paulo onde trabalho é Manhattan tupiniquim.
Minha empresa – que agora estou começando a gostar, será síndrome de Estocolmo? – tem cores. Fala multilínguas: gauchês, carioca, paulista, espanhol de todo lado (Colômbia, Peru, México), inglês. É pink flamingo.

Sobre música. Tirando meu compositor preferido de todas as horas, meu companheiro das tardes sem trabalho – quando as madrugadas eram intensas e caretas de jornalismo ao pé da letra -, Eric Alfred Leslie Satie, tenho ouvido muito Michael Jackson. Tão diferentes, não? Um morreu deixando centenas de guarda-chuvas no apartamento. E o outro morreu, eu creio, porque em vida, andava estragando a própria obra. Agora que é um poeta morto, voltou a ter força, voltou a ser grande. E ele é muito bom.
Ambos detestavam o sol.
Eram muito excêntricos. Satie só comia comidas brancas. Ovo, nabo, leite. E se alguém tiver um exemplar de Mémoires d’um Amnésique, eu compro! De verdade. Voltando ao Michael, minha música preferida foi interpretada pelo guitarrista mais metido (e qual não é?) e que tenho ouvido muito desde o ano passado. Bela combinação.

O engraçado é que procurei o vídeo no YouTube e o menos pior (sem narração) foi o da Globo. Pedala MTV, pedala Record!

Bom, sábado de sol. Música. Aproveitem.

E para não dizer que meu coração ficou quentinho, dou adeus com uma palavrinha bem interessante. Em inglês é asséptica, quase boba. Notei a sutileza ontem, na segunda garrafa.

Wanton.

Devassa, não a que – de tempos em tempos – fazem nas contas de políticos e empresários – e não dá em nada.

Dicionário (Google/Tabajara):

substantivo
  1. criança alegre
  2. devasso
  3. libertino
verbo
  1. agir ousadamente
adjetivo
  1. abundante
  2. arbitrário
  3. brincalhão
  4. deliberado
  5. injustificado
  6. intencional
  7. lascivo
  8. lânguido
  9. luxuriante
  10. malicioso
  11. pródigo
  12. sensual
  13. travesso
  14. atrevido
  15. temerário

Que palavra boa. Abundante de significados. Uma aura meio malandra. Mas que não afasta ninguém. Ciao.

Mau humorzinho delinqüente

quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mandando em Jacqueline Bisset no maior charme

Mandando em Jacqueline Bisset no maior charme

(Parêntese)

Ontem na revista, todo mundo unido na crítica ao alheio. Na crítica às malas sem rodinha que temos que “carregar”. Óbvio que cheguei em casa pilhada, com adrenalina no limite. Eu fiquei com insônia (ontem) e só o pilates me salvou (hoje). Não costumo ter olheiras, mas hoje estou a Wandinha da família Adams. Vou botar uma foto no twitter. Trash.
Meu blackberry morreu. Depois de várias tentativas, chutei o pau da barraca. Deixei meu melhor amigo na UTI (conectado na veia em meu MacBook Pro novinho). E hoje não é que ele deu uma ressuscitada?
Faz sol lá fora.
Passou.

Hoje faz 25 anos que o cineasta dos que mais gosto morreu.
Rechaçado tanto pelo pai adotivo quanto pela mãe, o espírito rebelde transformou Truffaut em um mau aluno. Quem viu (e amou como eu) Os Incompreendidos/Os 400 golpes agora sabe de onde veio a inspiração.
O jovem François Truffaut costumava matar aula para assistir a filmes e, aos 14 anos, abandonou a escola e passou a viver de pequenos trabalhos (e alguns furtos). A paixão pelo cinema o fez fundar, em 1947, um cine-clube, chamado “Cercle cinémane”. Aquela era uma época de enorme efervencência cultural na França pós-II Guerra Mundial, e os cineclubes, lotados, eram o local para se assistir às projeções e discuti-las depois (alguém viu o fraquinho Inglorious Basterds?). Mas o “Cercle” não teria vida longa, já que concorria com o”Travail et culture”, cine-clube do escritor e crítico de cinema André Bazin. Bazin soube que o “Cercle” estava à beira da falência e foi conhecer Truffaut. Sensibilizado com o menino cinéfilo, o crítico virou uma espécie de “pai” para François.
A influência de Bazin na vida de François Truffaut foi decisiva. O jovem tornou-se autodidata, esforçando-se para ver três filmes por dia e ler três livros por semana. Ele até chegou a fazer um acordo com o pai adotivo, que lhe custearia despesas derivadas de sua vida cinéfila. Em troca, François deveria ter um emprego estável e teria que abandonar o cine-clube. Mas o garoto descumpriu o acordo, e o padrasto o internou em um reformatório juvenil, além de passar sua custódia para a polícia. Os psicólogos do reformatório contactaram Andre Bazin, que prometeu dar um emprego a François no “Travail et culture”. Sob liberdade condicional, Truffaut foi internado em um lar religioso, mas seis meses depois foi expulso por mau comportamento.

Independência
Secretário pessoal de Andre Bazin, aos 18 anos, François Truffaut obteve a emancipação legal dos pais. Bazin continuou a lhe dar a formação adequada em cinema, introduzindo-o no “Objectif 49”, um seleto grupo de jovens estudiosos do novo cinema da época, como Orson Welles e Roberto Rossellini. Mais tarde, integrariam o “Objectif 49” nomes como Jean-Luc Godard, Suzanne Schiffman e Jean-Marie Straub. Em abril de 1950, François Truffaut foi contratado como jornalista pela revista Elle e passou a escrever seus primeiros textos. Também fazia contribuições regulares para outras publicações.
Mas, em decisão que só faz sentido para quem tem coragem de chutar o balde (eu me incluo aí no quesito profissão), Truffaut largou a profissão e alistou-se nas Forças Armadas francesas. Arrependido, tentou escapar, mas acabou preso por tentativa de deserção. Novamente, Andre Bazin intercedeu por ele e Truffaut livrou-se do serviço militar depois de dois anos, em fevereiro de 1952. Desempregado, foi morar com a família de Bazin e dedicou-se a ver filmes e escrever artigos como freelancer.

Cahiers du cinéma
Em abril de 1951 – época em que François Truffaut estava preso -, uma nova revista sobre cinema nascia. A “Cahiers du cinéma”, fundada por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca, tornaria-se a mais influente públicação sobre o assunto na França. Em 1953, Bazin ajudou Truffaut a entrar para a “Cahiers”. E logo com seu primeiro artigo, “Une Certaine tendance du cinéma française” (“Uma certa tendência do cinema francês”, em portugês) – um manifesto contra “a tradição da qualidade” do cinema francês -, Truffaut causou polêmica no meio cinematográfico, seja para defendê-lo ou criticá-lo.
Além das críticas contundentes de François Truffaut, a “Cahiers” contava com outros jovens promissores, a saber, Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jacques Rivette e Jean-Luc Godard. Ao longo de seis anos na revista, Truffaut publicou 170 artigos, a maioria deles críticas de filmes ou entrevistas com diretores, alguns dos quais se tornariam seus amigos, como Jean Renoir, Max Ophuls e Roberto Rossellini (criticar os amigos e publicar = !).

A Nouvelle Vague
Como crítico, François Truffaut desenvolveu sua famosa “Politique des auteurs” (teoria autoral, em português). Neste conceito, o filme é considerado uma produção individual, como uma canção ou um livro. Truffaut defendia que a responsabilidade sobre um filme dependia quase que exclusivamente de uma única pessoa, em geral o diretor. Para ele, o grande representante de sua teoria era o diretor inglês Alfred Hitchcock.
A “Politique des auteurs” foi a base para o surgimento de um movimento que revolucionaria o cinema francês. Criada por jovens cineastas franceses, a Nouvelle Vague defendia tanto a produção autoral como também uma produção intimista e a baixo custo. Alguém falou em cinema indie? Esta nova geração era formada principalmente por jovens críticos das publicações especializadas. E a dúvida que pairava era: será que um crítico é capaz de fazer um filme? François Truffaut foi um dos primeiros a tentar provar que era possível. Ele realizou três curtas-metragem. Ainda naquele ano, Truffaut publicou o conto “Antoine et l’Orpheline” na “La Parisienne” – onde também era colaborador – e fez sua primeira entrevista com Alfred Hitchcock, em Paris, para a “Cahiers”.
Em 1956, Truffaut foi assistente de produção de Rossellini e, no ano seguinte, fundou sua própria companhia de cinema, a Les films du Carrosse. Em 1957, casou-se com Madeleine Morgenstern, filha do rico distribuidor Ignace Morgenstern (COCINOR). O casamento com Madaleine garantiu plena independência artística-financeira para os trabalhos de François Truffaut. Com ela, o cineasta teve duas filhas: Laura (1959) e Eva (1961). Durante a produção de “Os Incompreendidos”, Truffaut viu, em 11 de novembro, o “pai” Andre Bazin falecer, vitimado pela leucemia.

Carreira consolidada
Com as gravações de “Jules et Jim” (meu preferido!), o cineasta teve um caso de amor com a atriz francesa Jeanne Moreau, casada na época com o costureiro Pierre Cardin (Que tem aquela casa fenomenal em Cannes e está vivo até hoje). O casamento de Truffaut já havia sofrido um sério abalo, quando ele teve um curto relacionamento com uma atriz de 17 anos, Maria-France Pisier, protagonista de “Antoine et Colette”. Em 1964, Truffaut decidiu romper seu casamento com Madeleine Morgenstern, e manteve o romance com Moreau, recém-separada de Cardin.
Com Beijos Proibidos (páreo forte com Jules et Jim), Truffaut se apaixonou por Claude Jade e os dois chegaram a ficar noivos, mas romperam logo. No fim dos anos 1960, o diretor e Godard rompem uma longa amizade. A ruptura seria para sempre, embora Godard tentasse uma reconciliação nos anos 1980. (Godard, sempre um chato de galocha)
Em 1973, depois do sucesso com A Noite Americana (um filme quase inteiro em plano sequência!!!), com o qual ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, François Truffaut recusou proposta da Warner Brothers para refilmar Casablanca. Quatro anos depois, o cineasta atuou em Contatos Imediatos do Terceiro Grau, do diretor norte-americano Steven Spielberg. Em outubro de 1979, François Truffaut aceitou o cargo de presidente da “Federação International dos Cine-clubes”.

A morte
Truffaut apoiou a eleição do socialista François Mitterrand para a presidência francesa. No poder, Mitterrand quis condecorá-lo com a “Legião de Honra”. Em 1983, nasceu a terceira filha do cineasta, Joséphine Truffaut. Na época, Truffaut queixava-se de intensas dores de cabeça. Descobriu mais tarde que estava com câncer no cérebro. Pensava em fazer sua autobiografia, com o amigo Claude de Givray, mas os problemas de saúde o impediram de finalizá-la. Em 21 de outubro de 1984, François Truffaut faleceu, no Hospital Americano de Neuilly-sur-Seine, vítima de um tumor cerebral, causado pelo vício do cigarro. (Fonte nada confiável, mas adorável: Wikipedia)

Ai, ai.

Saudades da i.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

capa-vgi
A melhor coisa desses novos tempos é não precisar ficar concentrada em um só job. Para quê ficar histérica com aquele seu trabalho, com as mesmas pessoas de sempre?
Tenho uma teoria: não se leve muito a sério.
E aprenda a delegar.
Quem sabe delegar, conquista uma equipe fiel.
Porque delegar é confiar.
Você confia na equipe e não controla.
Você confia no parceiro.
Eu tendo a confiar. E não faço muita tempestade em copo d´água.
E te pergunto: será que você tem mesmo que fazer como todo mundo?
Eu sempre tive mais preocupação com a estratégia do negócio. Ora, o que é mais importante? Quantidade ou qualidade?
Porque atacar no varejão é muito fácil. Difícil é criar uma marca.

Hoje é feriado em SP. Já vi meus emails do outro job e agora virei a chavinha. Concentração total no fechamento da i. A revista está um luxo total (a capa aí de cima é da última edição de Campinas). Editorial de Giovanni Frasson arrasando: fotos de pais e filhos by Miro (preto e branco, bien sûr – e só gente linda na foto).Loiras poderosas num cenário Riviera Francesa – Gianne Albertoni surpreendeu. E muitos eventos hypados.
Confesso que não sou daquelas que se amarra num evento bombado.
E nunca fico com brindes ganhos na profissão.
Me dá um ar de liberdade não me ligar em regalitos.
Se eu quiser, eu compro, graças a meu estilo nada amador de ser (e sem modéstia).
Mas esse mês não deu para escapar: SPFW no lounge fervido da Vogue.
Gente bacana dando dicas de viagem realmente interessantes: em Tóquio, uma galeria de aluguel. Super moderna. Vou lá!
Uma loja de flores em Paris – não é charmoso?
Ou um clube exclusivo em NY – daqueles que só para quem vive por dentro.
Gente, que delícia ter liberdade.
Não ser o funcionário padrão que se afoga num trabalho e não vê o que acontece lá fora.
Que delícia ganhar dinheiro para ter uma vida confortável.
Que delícia ter encontrado um parceiro para toda a vida.
Que delícia ir para a i. e encontrar Claudinha e Isa, duas profissionais que têm prazer em fazer com arte.
E fazem muito bem.
Adoro gente assim, generosa, aberta e boa para caramba.
Salve a i!

Cabeça Dinossauro

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Quando a revista vira arte

Quando a revista vira arte

Foi o Alê Lima, o super antenado, que viu e me mandou. E eu adorei. Uma nova versão para a capa da revista que eu edito.

Tem humor, tem ironia, tem sangue, tem CET. Fechou! Achei ótimo.

E tem mais: fechamento da revista é sempre aquele caos. Costumo chamar de Kinder Ovo. As meninas correm, a gente planeja, mas sempre vem com uma surpresa.

No mais, vida seguindo, hoje chegou o meu chip da OI. Vou me libertar da TIM (ganei) no dia 11/07. Mal posso esperar. Tudo é melhor do que o péssimo atendimento da TIM. E sou fiel às minhas opiniões: ao ser entrevistada para um bom cargo nessa empresa, o entrevistador fez a clássica pergunta: Você tem alguma pergunta? E a bocuda,  honesta, perguntou: vocês têm algum plano para mudar o atendimento desta empresa? Porque só posso “vender” produtos nos quais creio…  É claro que o único convite que recebi foi o para me retirar…

Ontem foi dia de terapia de casal. Uma coisa indescritível. Você paga para alguém te ouvir discutir a relação. E dizem que é bacana…

No mais, preparando para o evento do ano na empresa. Pena que não posso contar.

 

Fui!

Finde e festa

domingo, 21 de junho de 2009

e71grysteelstronusFinalmente meu iPhone se mandou.
Ô telefone ruim.
Ele é ótimo para tudo, menos como telefone.
E, vamos combinar, telefone tem que ser bom como telefone.

Ontem comprei um Nokia.
Pensei em comprar outro blackberry, mas os preços absurdos (R$3 mil reais!) me assustaram.
E olha que meu Nokia não foi nada barato.
O legal é que ele tem um plano de 6 meses de GPS. O máximo!

As primeiras 24h se mostraram incríveis com o novo telefone…

Fomos arrastados pelo Fred para o SPFW (Fashion Freak para os íntimos) e adoramos.
No lounge da Vogue – disparado o mais animado do evento – acompanhamos o som do No e seus amigos DJs (Sexy4).

O lounge mais freak, mais brega, menos bem frequentado foi o do Glamurama. UÓ total. Até o da Marie Claire tava melhor. Para vocês terem idéia, no lounge da Joyce Pascowitch a única famosa era Mariana Weickert. Mariana quem? Nunca ouvi falar…

No da Vogue, o decór de Fabrizio Rollo estava simplesmente ótimo. Atmosfera bistrô sexy… Intimista, claro-escuro.
A cointreau patrocinava as bebidinhas e bebemos muitos cosmopolitan num copo fashion rosa em forma de coqueteleira. Tomei 3 e fiquei super lelé…
As comidinhas e as atendentes também eram de primeira.

O melhor foi o show burlesco com uma moça totalmente cover de Dita von Teese. O máximo!

Outro destaque foi o lounge da WGSN. Uma graça! Adorable!

Enfim, vamos aproveitar o domingo ensolarado longe do computador…
Fui!
wgsn1

Pandemônio

quinta-feira, 30 de abril de 2009

fragmentos (Fragmentos de uma capa)

Ontem peguei um táxi e o motorista era hilário!

Entre várias ótimas, contou que estava imunizado contra a gripe do suíno. Tinha tomado a vacina há dois dias. “Afinal, gripe é gripe!” Depois, alongando o assunto, disse que tinha ouvido no rádio que a doença havia atingido o status de pandemônio. Eu me diverti! E olha que o moço não estava tão errado…

Segundo o Pasquale hoje, na Folha:

A “endemia” é definida pelo “Aurélio” como “doença que existe constantemente em determinado lugar e ataca número maior ou menor de indivíduos”. O “Houaiss” diz que a malária, por exemplo, é uma endemia em determinadas regiões do planeta. O mesmo dicionário “Houaiss” define “epidemia” como “doença geralmente infecciosa, de caráter transitório, que ataca simultaneamente grande número de indivíduos em uma determinada localidade”. Da epidemia para a pandemia…
Pois bem. Em “pandemia” encontra-se o elemento grego “pan-“, que significa “todos”, “tudo”, “cada um”, “a totalidade”. No caso da gripe suína, que já se alastra por algumas regiões, não é difícil entender por que a OMS já fala em “pandemia”. A esta altura, alguém talvez já esteja pensando se há relação entre “pandemia” e “pandemônio”. Será que há?
Não há, ou melhor, há, se pararmos no “pan-“, que é o mesmo que se vê em “pan-americano”, “panteão”, “panfobia” etc. Em “pan-americano”, por exemplo, temos a ideia de união das Américas (não é por acaso que os Jogos Pan-Americanos têm o nome que têm). Em “panfobia” (ou “pantofobia”), temos a ideia de “medo de tudo” (como se sabe, o elemento grego “-fobia” significa “medo”, “horror”).
E “pandemônio”? Temos aí mais um termo criado por um escritor inglês. Assim como fez Thomas Morus (1480-1535), que deu o nome “Utopia” a um país imaginário (que tinha um sistema sociopolítico ideal), o poeta inglês Milton criou a palavra “Pandemonium”, resultante de “pan-” e “daimon” (“demônio”). Em sua obra “Paraíso Perdido”, Milton deu ao Palácio de Satã o nome de “Pandemonium”, também definido como capital imaginária do inferno.

Talvez o pandemônio seja aqui. Risos.

E o vexame que passei: fui chamada para as entrevista de seleção para o curso 10000 women do Goldman Sachs.  (www.10000women.org) Lá fui eu, linda para uma entrevista de… EMPREGO! Overdressed!
Pensei (errado), sou uma das 100 finalistas entre 800, tenho que ir bacaninha.
Ao chegar, achei meus pares – duas ou três perigosas peruas. E um grupo de moças mais simples, vindas de cidades do interior, com um sapatinho gasto, uma bolsa velhinha do nosso lado.
Eu, com minhas pérolas, fui ficando extremamente constrangida.
É que o programa do curso não é claro: não fala se existe a opção de ser pago pelo aluno… E na realidade ele é totalmente free, bancado pelo banco americano.
Ainda, não explica que o target é apenas gente que não tem ou teve acesso a boas escolas. Ele deixa em aberto.
Resumo: entrei na sala de entrevista. Pedi perdão pelo vexame. Afinal, não vou tirar lugar de alguém que não tem nada. Tenho uma certa vergonha na cara.
O professor entendeu, riu, sugeriu outros cursos da FGV para mim e pediu para eu fazer uma matéria para ajudar na divulgação.
Toma distraída.
Risos e mais risos.

Adorei essa foto do editorial

Adorei essa foto do editorial

E, em tempos de fechamento, tenho visto pouco minha cama.
Aliás, esse negócio de dois empregos poderia ter sido um bom argumento na entrevista.
Hoje (!) voltei para casa às 5h30 da manhã.
Meu porteiro deve achar que eu sou uma party monster.
Todo dia o tiro o sono de beleza dele – quem disse que porteiro fica acordado de madrugada? – para me receber com o sol raiando.
Descabelada, maquiagem borrada, com mau humor…

Fechamos a revista do Iguatemi ontem e hoje (!) terminamos a Vogue Noiva.
A madrugada foi de texto atrás de texto. No final, eu já não tinha mais gramática…
Esta edição tem quase duzentas páginas.

Eu pensei que vida de editora-chefe de Vogue fosse mais Anne Wintour e menos plantão médico.
Ontem minha alimentação foi: pizza, carolina, pão de queijo e biscoito de povilho.
Hoje não aguentei tomar café da manhã. Foi tanta porcaria que acho que posso ficar sem me alimentar por uns três dias.
Isso me faz querer fazer piada com o Chiquinho Scarpa…
Mas é maldade. Deixa para lá.

Enfim, a Vogue Noiva está incrível nessa edição!
Piramos na batatinha completamente: fizemos uma festa num circo.
Está lindo: a noiva de bailarina, com tiara de brilhantes de 30 mil reais. Tem palhaço, malabarista, etc
Este é um casamento que eu gostaria de ir…
Ainda, para os que gostam de alta moda, temos um editorial feito na Espanha com noiva maquiada de vermelho e milhares de flores, vestidos incríveis – uma coisa chic!

No domingo, no lugar de ver a final do Flamengo no Maracanã (detalhe: ingresso comprado e na mão), tenho que voltar a São Paulo mais cedo.
Tenho um coquetel na casa de Vera Simão para lançamento da revista.
Gente, quero ir ao Leblon, quero minhas havaianas, açaí do Bibi.
Cabelo sem escova, areia por todo o corpo. Mate da lata.
Esse negócio de glamour girl é só fachada!
E a Vera que me perdoe… Mas ir a festa bacana em casa nos Jardins… Eu não sou target!
Goldman Sachs me salve! Eu sou classe média, mas também sou carente…