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Oh wow, oh wow, oh wow

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Em tempos de mortes de Jobs e outros famosos do Vale do Silício, vai a dica:

Quando eu morrer, não mande mensagens no meu blog, no Facebook.
Não aperte o botão de “like”.
Não me mande recado relembrando a nossa amizade.
Não publique aqueles momentos íntimos na internet.
Não coloque no youtube minhas matérias da TV.
Não escreva um post, não “twitte” uma frase.
Não publique uma foto.
Não releia aquele texto.

Sabe o que é?
No além, dizem, não tem rede wi-fi.
Os mortos não costumam ler nem responder nada que não pinte numa mesa branca.
E também, tive notícia, não curtem muito essa coisa de tag na foto.
Eles não estão mais aqui, sabemos, mas não precisa avacalhar com o defunto.

Se puder, toque aquela canção.
Cante.
Jogue papel picado da janela.
Chute 3 ou 4 baldes.
E, claro, tome uma por aquela que não deixará nada para a posteridade.
Ela, definitivamente, não foi santa.
E disso muito se orgulhou.

(em tempo: fica proibido todo e qualquer minuto de silêncio em jogo de futebol, show de rock e correlatos)

Fim de festa

segunda-feira, 14 de março de 2011

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Friedrich Nietzsche

 

Sobre o carnaval deste ano, surgem histórias interessantes.

Foi publicado hoje na coluna do Ancelmo Gois:
Para 92% dos internautas ouvidos pelo DataGois no site da coluna, sem o apoio do bicho, a Beija-Flor não conseguiria ser a campeã do carnaval. Há controvérsias.

A modelo-apresentadora que tomou um tombaço mandou resposta – via Twitter – aos que se divertiram com a cena:
“Como são infelizes as pessoas que se divertem com a dor de outra pessoa. Sinto pena. Mas só pra avisar aos que acharam algum tipo de graça no meu tombo, levantei e fui até o fim com a família Grande Rio”.

Um amigo, anônimo e gaiato, mandou fazer uma máscara de Charlie Sheen e virou notícia nas colunas sociais.
Todos tirando uma casquinha do astro demitido e que usa internet e redes sociais para enfrentar os estúdios.

Por falar em estúdios, o mesmo que demitiu o ator, Warner Bros., tirou de cartaz, no Japão, o novo filme de Clint Eastwood. No longa “Além da vida” há uma reconstituição de um tsunami que aconteceu na Indonésia, em 2004.

 

Há algum tempo venho estudando – e usando o blog como laboratório para entender não só o meio, mas o que ele provoca.
Daí alguns posts mais apimentados. E, como já falado anteriormente, nenhum é absolutamente fiel à realidade dos fatos. Afinal, são contos. São crônicas.

 

Começo ou Meio?

Em tão pouco tempo, quantos mudanças foram causadas pelo surgimento de novas mídias?
O espanto, para mim, surgiu com algo de mais de meio século, a TV.
Depois de uma década trabalhando em e chefiando alguns telejornais, não consegui ficar imune ao espanto que um aparelho relativamente pequeno provoca ou revela.
Revela, muda, põe em choque?
O fato é que uma câmera ligada, sem haver uma pessoa que dirija a conversa, é capaz de extrair surpresas de quem está do outro lado e não é profissional da área.
E, no meu caso pelo menos, o peso de uma TV campeã de audiência, tenho impressão, provocava reações ainda mais exageradas.

 

Da TV para a Internet

Por que as pessoas comuns querem aparecer na mídia?
E, quando elas aparecem, elas estão preparadas para a repercussão? Elas aceitam ouvir o que não querem?
Você pode argumentar que um blog, um perfil em uma rede social ou na internet, seguem a mesma lógica.
Uma exposição.
Concordo 100%.
Porém, a questão que me interessa é a repercussão.
O poder de fogo de um veículo de comunicação de massa é indiscutível.
Quem não se lembra da nutricionista que falou: “Sanduíche-iche-iche-iche”?
A entrevista, dada à repórter Bianka Carvalho, para uma emissora local em Recife virou assunto nacional.
Era uma pequena entrevista ao vivo feita para ser assistida num Estado.
De lá, caiu no YouTube…
O YouTube potencializou o poder de um veículo de massa e a história virou hit.
A nutricionista não se abateu. Usou a a fama repentina e pouco favorável para criar uma marca.
Sabendo que a batalha estava perdida, virou parte do jogo para ela.

Vivemos num país regido por uma Carta Magna que nos assegura a liberdade de expressão, além de outras liberdades, tais como de culto ou credo, de consciência, opinião, de locomoção (de ir e vir), de trabalho, de reunião e de associação.
Mas não falo de leis, quero saber algo além:
O que faz com que alguém queira virar assunto?
Por que?
Qual o alcance disso?
Para quê?

Reproduzo aqui trecho da peça do professor Leonardo Valverde:

“NIKOLAI
O circo está montado em sua frente e você ainda bate palma para o palhaço brincar. É o que está acontecendo. E é com a mudança de uma simples nota que tudo começa.
SEM NOME
Mas o que está insinuando? Está falando em código? É tanto medo assim? Será que é tão perigoso?
NIKOLAI
Não vou arriscar. Você não sabe o que passei. Não tem idéia do que me trouxe aqui.”

Fuga em Dó menor, Leonardo Valverde