As coisas (realmente) simples

Assim, sem mais

Os tais mais de 30.
Com vinte, eu queria e fazia tudo – mas não tinha a mínima idéia de onde isso iria parar.
Com trinta, festa!
Eu não tinha mais 20.
E continuava com a metralhadora a postos.
Agora, com muuuuuito mais de 30, aponto certeira.
Sei o que não.
Mesmo quando não sei, digo.

As coisas verdadeiramente simples.
No lugar de um posto, de uma cadeira, uma jornada.
Tenho adorado meu trabalho.
Novo, radical, desafiador, maluco.
Meu número.
Vida de caixeiro viajante.
Minha sina.
Tem, claro, um certo glamour, uma certa malícia.
Mas não tem ponto, meninada chata, masturbação de firma – quem comeu quem ou quem se deu bem (desta vez).
O pau, quando quebra, tem cara de Cassino em Mônaco.
O último que sair, gaste umas fichas com scotch para ouvir quem perdeu.

Hoje rua Augusta, segunda no Carlyle com Woody.
Cabelos antes negros e curtos, novamente louros, rebeldes e mais longos.
Cor de cenoura enferrujada.

Abri minha conta nos EUA.
Comprei o que não deveria na Saks.
Vi Liza Minelli ainda em grande forma.

E foi apenas mais uma semana de trabalho.
Quando penso em Dubai, dá vontade de gargalhar.

 

3 respostas para “As coisas (realmente) simples”

  1. …eu ainda vou gargalhar de Dubai!!! (pessima estoria, a minha)
    Vc mais do q otima agora!!!
    champa…Woody…e compras na saks 4ever!!! 😉

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