Ciao, Bib’s

Na virada do ano novo, altinha com algumas taças, devorei 2 sonhos-de-valsa para tentar curar uma possível ressaca e fui dormir.
À noite, sonhos horríveis.
Bichos machucados, meus bichos, bichos de conhecidos.
Acordei feliz com 2011.
O pesadelo, claro, foi típico de quem bebeu um pouco demais e comeu muito.
De toda maneira, pensei em guardar a história para um conhecido psiquiatra que vive perguntando sobre sonhos e adora falar sobre possíveis significados…

Esta noite, cansada, já na casa da minha mãe, sonhei com um gatinho.
Pequeno e branquinho, com um olho de cada cor.
Igual ao meu gato velho de quase 18 anos.

Quando o peludinho apareceu, eu estava na faculdade.
Com um olho castanho e outro azul, foi batizado de “Viagem Espacial”.
E virou nosso xodó.
Foi criado a presunto Sadia (coisa da minha mãe, porque eu, dura, só comprava Whiskas).

Virei jornalista, mudei de cidade, fui comer o pão que o diabo amassou em Sampa e deixei Bibi para trás.
Ele, que sempre dormiu em meus pés, ficou lelé da cuca.
Mamãe se preocupou.
Pensou em doá-lo.

O nome cabalístico fez das suas.
Busquei o mineiro em casa e ele ganhou o mundo.
Gozando de plenas faculdades mentais, morou em Belo Horizonte, Fortaleza, Rio, São Paulo.
Viajou de avião para cima e para baixo.
De carro, também.

Era magrelo, inteligente, desconfio que tinha algo de inglês.
Sempre elegante, era o último a comer.
E gostava muito de música.
Escolheu “Summertime” para chamar de sua.
Quando sumia, era só assoviar a canção que ele aparecia miando.

Ultimamente, andava cheio de manias.
Tinha que beber água da torneira da pia na hora desejada, cismava de mostrar suas habilidades em meu tapete de yoga e adorava dormir encostado no meu peito.

Desta vez não vai ser preciso decifrar o sonho.

Bibizinho, que falta que você me faz.
Aí no céu dos gatinhos, fiquei sabendo, abrem uma lata de atum por hora.
E as nuvens são puro novelo de lã.
E, se você encontrar com George Gershwin ou DuBose Heyward, mie alto por mim: Summertime.

Summertime,
And the livin’ is easy
Fish are jumpin’
And the cotton is high

Your daddy’s rich
And your mamma’s good lookin’
So hush little baby
Don’t you cry

One of these mornings
You’re going to rise up singing
Then you’ll spread your wings
And you’ll take to the sky

But till that morning
There’s a’nothing can harm you
With daddy and mamma standing by

Summertime,
And the livin’ is easy
Fish are jumpin’
And the cotton is high

Your daddy’s rich
And your mamma’s good lookin’
So hush little baby
Don’t you cry

3 respostas para “Ciao, Bib’s”

  1. Oi Ana raramente entro no seu blog e fico muito feliz de te ver bem e linda como sempre hj tive vontade de entrar e vejo essa notícia terrível estou muito emocionada, eu adorava o Bibi, só fui acudir a Nina porque ela me lembrava o Bibi e eu que achava que ela era cega de um olho no fim tinha os mesmos olhos do Bibi. Não sei o que te dizer, estou muito triste, sinto muito mesmo. Um lord como ele deve estar agora como vc disse comendo atum e salmão e muito feliz no céu dos gatinhos. Faz um mês que adotei mais uma gatinha filhote e a casa está de pernas pro ar. Sinto que nossa amizade tenha terminado da maneira que terminou mas vou ser eternamente grata a vc por tudo, desculpa se não pude te retribuir a altura tudo que vc fez por mim. Beijos te quero muito.

  2. …q Bibi mie por nos no ceu dos gatinhos!!!…juntinho com meu mochi!!!…com direito a atuns…bolinhas de nuvens…e muita musica e carinho!…bjkas tokyotas…

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