Digressões sobre a vida corporativa

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O que seria dos escritórios, das empresas, das multinacionais, sem ter um mix de todo tipo de gente?
O covarde, o incompetente, o maluco, a dada, a fofoqueira, o trabalhador, o malandro, o que só diz não, o que diz sim? (Os gêneros aí foram escolhidos a dedo)

Eu acredito que toda empresa tem de tudo e mais um pouco, mas é o mix de perfis que determina que bicho que vai dar.
Sempre tem aquele cara mala que diz não para tudo.
Sempre tem aquele que desenrola os maiores nós e com uma cara boa demais.
Sempre tem o workaholic. O almofadinha – coxinha para alguns.
O problema está no lugar que eles ocupam na hierarquia… E a vaca vai para o brejo.

Nessa uma semana e dois dias, a minha novela é do Dias Gomes.
Do que passou, do que começou, no pain, no gain.
Como fui eu quem trocou, só posso achar que a balança está pendendo para o meu lado.
Porém, católica por obrigação, sempre tenho a certeza de que nem tudo é céu de brigadeiro…

Recebi dois dons ao nascer.
1) Ter ouvido absoluto (coisa mais linda: é uma nota fora do lugar para o show ir para o buraco do metrô)
2) Ter um sexto sentido apurado para pessoas (do sequestrador ao CEO, eu saco muita gente – e isso acaba com a magia de Pollyanna)

Nesta minha rápida reentrada na atmosfera, já tive ex-colega pisando no tomate de formas bizarras – pedindo favor e jogando verde ao mesmo tempo. Uma tática de “cuspir para cima” que eu não entendo…
Twittei mais do que devia e coloquei outro ex colega em risco – minha administração de crise no caso foi bem meia-boca. Como diria o Jô nos áureos tempos: “- Bocão!”
E já saquei um par de gente que não veio ao mundo para ser feliz. Aquele cara do TI que bota a responsabilidade nos outros. E não resolve.
O cara que tem síndrome de Romário – mas não joga essa bola toda.
E em tão pouco tempo… Eu, hein, Rosa!?

A viagem para o Rio amanhã foi desmarcada – e eu tinha encomendado minhas fotos 3X4 de 2007… Tenho que ligar para a loja avisando que vou mandar um portador… Foto de 27 reais vai de motoboy e avião – vamos acrescentar um zero nesse valor.
Minha academia pede 30 dias para me transferir de unidade. Tem duas semanas que nem consigo ligar para lá para avisar que preciso me transferir… Vai indo que, em 2010, eu só pago e não malho. E o pior que eu nem pude despedir das colegas de vestiário. Mas fica a lembrança… Cada fio de cabelo que vejo no piso ou no prato do restaurante é uma homenagem a essa turma tão equilibrada.
Os presentes de Natal que eu não troquei… Esses vão ficar na prateleira do escritório – enfeite conceitual.
Minha nutricionista – eu desmarquei a consulta antes de ir para os EUA e acho que essa também fica para 2011. Bom que ela terá mais trabalho na volta.
Meu auto-presente – tenho que passar na joalheria para pedir para diminuir o tamanho. Mas como não vou mais conseguir fazer o meu pilates, vou seguir a idéia da bruxa do conto “João e Maria”. Vou engordar, engordar e uma hora a pulseira fica ajustada. Muito mais prazeroso e prático!

Para quem deixou a vida Latam achando que a vida Brasil era sombra e água fresca… Paga a língua, paga a língua!

* E só para não passar batido, o que pensa um advogado quando orienta um menino rico e arrogante a mentir para tentar escapar de um julgamento como cúmplice de duplo homicídio? Tem $ que pague essa mentira?

Uma resposta para “Digressões sobre a vida corporativa”

  1. Ana, sua força é sua garra e… o seu desapego. Mistura boa, sempre.
    Em épocas de tempo curto fica um brinde prévio ao ano que realmente (segundo minha astróloga) só se inicia após seu niver. Hopefully we´ll meet soon to toast. Bjos, J

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