El nido vacio


Engraçadas algumas coisas.
Dia cheio.
Saí com a cachorra.
Tentei fazer exame de sangue. Fui em dois laboratórios. Lotados…
Aí fui fazer a unha. Salão lotado. Manicure atrasada. Marquei para mais tarde.
Fui para o Ibirapuera correr.
Eu, Fred, Alice.
Era tipo uma da tarde.
Hora péssima. Terra molhada, lama.
A corrida foi boa.
Volta para casa.
Lavar tênis. Dar banho na cachorra.
Corrida para o shopping. Meia hora antes do salão.
Sorvete de jabuticaba. De pitanga.
Salão.
Cortei cabelo. Força para o ano que começa.
Finalmente fiz a unha.
Almoço.
Hambúrquer vegetariano.
Do lado de fora, Jardins. E a judeuzada volta da sinagoga vestida em trajes do século XIX.
Pensei em várias coisas.
Depois, cinema.
Antes da seção, pensei.
Acho que eu não queria ser nada do que eu sou.
Mas te colocam na escola e você se adapta.
Te exigem um diploma e você sonha com uma determinada profissão.
E vc vai à luta.
E nem pensou direito no que queria fazer.
Eu me formei há 12 anos.
Há doze anos pareço cega, tateio no escuro.
Fui para lá, vim para cá, parei em São Paulo.
Mas teve pit-stop em Salvador, Rio, Fortaleza, San Antonio de Los Baños.
Sem bengala, com dificuldade para saber onde estou, mas indo, caminhando.
E o filme.
Ninho vazio.
É mais ou menos isso.
Uma vida inventada.
Outra vida.
Outra história.
Será que dá para mudar o caminho?
Será que a gente quer?
Como teria sido a outra vida?
Uma vida de mais escolhas, de menos corrente.
Como teria? Teria?
Mil coisas na cabeça.
Mais um sábado.

O ninho vazio.

El fuego y el combustible

4 respostas para “El nido vacio”

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