Encontros e desencontros

polvo
Sim, esse blog está virando um “confissões de uma balzaca”. Fazer o quê? É mais barato que terapia.
RIsos.

Ontem fui voyeur involuntária de uma briga de casal.
Explico: minha área de serviço fica de frente para a janela da cozinha do prédio vizinho.
Eu estava lavando a louça do jantar quando os gritos começaram.
Ela havia feito um jantar especial para ele.
Os dois são novos.
O “Paulinho” tem um cabelão cheio de dreadlocks (tá certo, fui para a janela e fiquei vendo a fresta da janela deles).
Ele levou o vinho.
Mas começou uma discussão.
E ela gritava que não queria brigar.
Falava “lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá” para não ouvir o que ele dizia.
E ele não parava de falar.
Ele disse que ela era muito mandona.
Ela pediu para ele ir embora. Para levar o vinho de volta.
Em alguns momentos ele tentou se aproximar.
Ela disse que não, que estava com a coluna dolorida.
Ele bateu a porta.
Ela gritou, como nas novelas: “-Eu nunca mais quero te ver na minha vida!”.
Ele bateu o portão principal, ligou o carro, foi embora.
E ela passou uma meia hora chorando. Aos soluços.

Eu lavei a louça. Fiquei um tempo na janela.
Alice, a cachorra sem noção, no meu pé esquerdo, acompanhando.
Bibi, o gato gagá, no meu pé direito.
Vez ou outra Bibi e Alice se estranhavam.

Por que a gente é assim???

Uma resposta para “Encontros e desencontros”

  1. É o tipo de situação em que, mais do que questionar sobre as nossas atitudes, eu fico com uma dó tremenda, tremenda.

    E nada pior do que passar por isso no metrô, no ônibus…

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