Fruta do conde

O tal Conde de Miranda tinha bom gosto

Tem coisa melhor do que a casca verde, art déco, com esfumaçado em negro?
E a polpa branca, doce, lenta?
Sementes tão lindas que sempre guardo para jogar em algum jardim – embora nunca tenha visto uma árvore pelas redondezas.

Puríssima numa tigelinha branca ou em suco com água de coco para esbanjar?

E uma meia tarde sozinha?
Eu, comigo mesma, uma HP-12C, e uma telinha para acompanhar o sono dele.
Tão bonitinho.

Cabeça-de-negro, araticum-do-campo, araticum-dos-lisos e marolinho. Pinha.

A primeira muda aqui chegou vinda das Antilhas para criar raiz na Bahia, em 1626.
Culpa do governador Diogo Luís de Oliveira, o Conde de Miranda.
Quando amadurece, o fruto se abre como que dizendo:

é agora ou nunca!

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