Infinito

Marcar a volta ao Brasil.
Diferente da promessa de ir a Cuba com uma caixa de champagne quando Fidel partisse.
Chegar numa manhã de domingo de carnaval.
Depois que o sangue das escadarias fosse lavado com água de cheiro.
Chegar cheia de glitter nos dentes.
Sem conhecer o bloco, a música, os foliões.
E dançar.
Abraçar.
Suar.
E me espremer.
Ser espremida.
Sentir os álitos. (vamos deixar sem H para agradar o copydesk)
Dividir a última cerveja.
Acordar em plena segunda-feira para me perder até a quarta-feira.
O Brasil que me deixou.
Que me fez partir.
O Brasil que não existe mais.
Que foi por um átimo de segundo.
Meu mundo.
Em samba, frevo e choro.

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