Malu Magalhães é péssimo exemplo

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A barra pesou.

Não se trata de comparação.
Mas ganhamos menos.
Fazemos mais coisas ao mesmo tempo.
E carregamos os bagrinhos.
Não sabemos por que vamos nesse ritmo.
Já experimentou nadar contra a maré?
Não sei se é a conta furada.
Se é a falta de rumo generalizada.
E o fato de não podermos parar.

http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/columnists/guest_contributors/article6732389.ece

Esse artigo (não) diz tudo. O título é: Ensine as jovens a ser advogadas, médicas – e mães

Nele a colunista expôe suas dúvidas, não soluções. Ela conta que a Comissão da Mulher e Trabalho da Inglaterra emitiu recentemente um relatório dizendo que a razão pela qual as mulheres são subvalorizadas no trabalho é porque não estão recebendo conselhos suficientes sobre aspirações e carreira.
A educação formal das escolas não está preparando as moças para este mundo.

Convidada para falar na formatura da escola onde havia se graduado há 30 anos, a colunista ficou espantada ao notar que as meninas que encontrou prontas para receber o diploma são extremamente perfeccionistas. E mães trabalhadoras não podem chegar à perfeição em todas as áreas de suas vidas.

“Eu sinto muito, meu amor, por você e as meninas. Mantenha-as por perto “, foram as últimas palavras da advogada Catherine Bailey para o seu marido, um médico. Ela se atirou no Tâmisa. O médico legista concluiu: “Ela era uma mulher muito capaz e profissional e mãe de três que descobriu que é difícil atender às exigências da maternidade e do elevado padrão que ela mesma se impôs.” Sócia de um escritório de advocacia, a moça vinha trabalhando enlouquecidamente. Ao voltar para casa, ela parou o carro na beira do rio. Ligou do celular para o marido. Tirou os sapatos e se atirou nas águas turvas.

Não é apenas a profissão. A colunista, que viaja pela Inglaterra, notou que as meninas têm mais consciência sobre o que querem fazer do que os meninos. Os meninos são mais relaxados sobre o próprio futuro.

As estatíscas mostram que quatro quintos das mulheres têm filhos. Isto não significa que as escolas deveriam estar ensinando meninas a cozinhar e costurar. Mas também não significa que as escolas devem preparar as meninas para querer o mesmo que os meninos.

Talvez tenhamos errado quando decidimos queimar os sutiãs. Eles são necessários.
Queimamos os sutiãs, trabalhamos feito mouras, acumulamos tarefas.
E eles não se preocupam muito.

3 respostas para “Malu Magalhães é péssimo exemplo”

  1. Cada vez mais eu vejo mulheres querendo retornar ao tempo “pré-queima-de-sutiãs”.
    E não falo isto com qualquer sarcasmo, não; eu de fato as vejo DIZENDO isso, com quase todas as palavras.

    De fato, acredito que as pressões sobre a mulher, hoje, são muito maiores do que as pressões sobre os homens. E falo de pressões de diversas naturezas: pressões estéticas, profissionais, domésticas, familiares…

  2. Hugo, as mulheres são verborrágicas… Mas os homens também estão em crise. Afinal, as mulheres ficaram autosuficientes… E o velho macho anda sendo pouco acionado. Temos modernos.
    Um horror total.

  3. É, se o papel do homem também era definido pela posição da mulher, agora que a posição da mulher é meio complicada o homem fica sem saber também sobre si mesmo.

    Ou então talvez isso seja uma preocupação secundária. Será?

    Bom fim de semana 🙂

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