Família vende tudo

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Essas placas são moda em São Paulo.
Imitando os americanos, as famílias que estão mudando botam as quinquilharias na garagem (daí o garage sale) para fazer algum dimdim e se livrar de coisas que não usam mais.
Curioso é que isso começou do avesso.
Vendedores de antiguidade usavam como técnica de venda/marketing: alugavam por um fim de semana casas que estão à venda e levavam seus produtos para lá. Davam um falso ar de família que vende tudo.

Mas o que me encanta nessas placas é a possiblilidade de largar as quinquilharias para trás.
De recomeçar com algum no bolso.
De mandar embora os bodes que se escondem atrás da porta, na gaveta, na caixa de sapato.

Ana vende tudo.
Vendo meus diplomas, meu inglês e meu espanhol – e são fluentes! Vendo meus ex-namorados.
Vendo um ex-chefe insuportável, um ex-colega de trabalho problemático, vendo quilos que estão sobrando, vendo um carro com as prestações por pagar.
Vendo um trabalho que fica muito longe de casa.
Um trabalho que não me dá prazer.
Vendo um domingo. Troco um sábado.
Vendo tudo o que não me serve mais.
E que pode servir para alguém;
Sai mais barato do que uma experiência nova. E pode ser tão boa ou melhor.

Pensei que iria dominar meu espírito cigano.
Mas, com sua saia de mil babados, com seus brincos, anéis, correntes, pulseiras, ele está me incomodando.
Não basta uma viagem de trabalho, não basta Peru, Chile, Argentina, amanhã Bogotá.
Ele quer levar a casa.
Os gatos. O cachorro.
Topa uma venda de garagem.
E quer mudar tudo de novo..
Lisboa, Nova York, Cidade do Cabo, talvez Samoa.
Do Brasil não falou nada.
Anda pensando no Mediterrâneo.

Domingo de chuva.
O pensamento voa.

Era de aquário, tiróide lenta e assuntos recorrentes

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[audio:03-ive-got-you-under-my-skin.mp3] I´ve got you under my skin

Em sábados cinza e frios, tenho saudades das décadas que não vivi.
Uns sons meio jazzy, uma coisa mais devagar, esfumaçada.
Por isso escolhi Frank Sinatra como tema do post de hoje.

Não sei se é neura, se é cansaço, se é falta de rumo, mas ando com um sono…
Na quinta dormi de 16h às 21h30. Tirei a tarde livre porque tive que fazer exames e pedi para trabalhar em casa.
Resumo honesto: não trabalhei nada e dormi profundamente.
Ontem dormi de 19h até 21h30. Sono pesado.
Pode ser o clima, pode ser o tempo frio, mas não é normal.

Falando de cães, Alice está revoltada contra o sistema.
Escolheu um canto na sala para chamar de banheiro.
Agora, com um ano e quatro meses, já adulta, tem que ficar presa no quarto de empregada para dormir.
É a única maneira dela usar o jornalzinho corretamente.
Imagino que ela quer dizer algo com isso…
Mas só entendo au-au.
E adoraria aplicar essa técnica.
Pode ser assim: chego no trabalho, e paro o carro na vaga da presidência.
Ou sento na mesa da recepção para trabalhar.
Ou ocupo toda a área do café com as minhas coisas…
Será que cola?

E a tal Era de Aquário? Será que o mundo muda hoje?
Sei que fecharam a rua aqui do lado para fazer um desfile de pré-carnaval.
Vai ser o inferno na torre… Ou é um sinal?
Melhor me jogar no meio da paulistada que acha que samba… (?)
E, pelo menos, acaba o terrível horário de verão.
Mais uma hora para esse meu sono atávico.
Na Era de Aquário, eu gostaria que houvesse menos caos.
Não quero um mundo 2+2, pura matemática e organização.
Mas quero um mundo mais preto no branco.
Porque o caos é terreno fértil para os incompetentes, que se escondem nas baias dos grandes escritórios.
É terreno fértil para quem não faz nada não levantar suspeitas.
O caos não nos leva a lugar nenhum.
Ele confunde…
Eu queria um pouco mais de clareza.

E me pergunto: onde andam os corajosos?
Onde andam os que não têm medo?
Porque olho em volta e não vejo muita gente assim.
Vejo gente que não enfrenta os problemas.
Vejo gente que se deixa abater.
Vejo gente que topa levar nas costas para não ter que brigar.
Vejo muita gente covarde e pouca gente que diz o que pensa.
Hoje é todo mundo politicamente correto.
Todo mundo pisa em ovos para não arrumar confusão.

Quero mais Cássia Eller, mais Francis, mais Mickey Rourke, mais Sean Penn, mais porrada.
Menos mel.

[audio:20-my-way.mp3] My way

Brazucas fora de casa

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Hoje estou bem no espírito do cachorrinho.

Comer e dormir para ver se o estress passa.

Sexta-feira treze deveria ser um dia incrível. Mas não dá para ver mágica quando seu banco é o Itaú (saudades do Unibanco) – aquele em que nada funciona e você é um número. O número zero. E quando sua empresa é a própria teoria do caos? Eu trabalho num faroeste caboclo. Todo mundo atira para todos os lados e não conta a munição…

Mas esse assunto tá velho e tenho outras histórias…

Para mim, a notícia da semana é da Brasileira machucada na Suíça. Segundo o perito, ela não estava grávida e pode ter se mutilado. Os guardas que primeiro a atenderam disseram várias vezes para ela que, se estivesse mentindo, poderia ser presa. Fico pensando como os caras teriam agido se isso acontecesse com uma suiça de pai e mãe… Os guardas a teriam tratado assim? O perito teria divulgado essa versão com tanto estardalhaço? Independentemente do que tenha acontecido, a moça foi maltrada desde o primeiro momento. E a polícia da Suíça não é diferente de muitas polícias por aí…

O negócio é não encontrar com o bandido para não precisar da polícia…

No mais, o lance é ser inglês e virar papai com 13 anos de idade. Ou ser americana e fazer o governo pagar para você parir oito de uma vez…

Viva o primeiro mundo…
nasa

O povo versus os banqueiros & o jornalismo preguiçoso

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Recebi um clipping hoje que vale post:

“Numa tensa audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, oito presidentes-executivos de alguns dos maiores bancos americanos foram chamados ontem para justificar como têm usado os US$165 bilhões que receberam do governo dentro do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp), no fim de 2008. E encararam fúria do público sobre o papel que têm exercido na crise financeira. “A América não confia mais em vocês. Eu não tenho mais nenhum centavo nos bancos de vocês, não quero meu dinheiro enfiado em CDOs, credit default swaps e bônus gigantescos”, disse o deputado democrata Michael Capuano aos representantes do Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley, JPMorgan Chase, Bank of New York Mellon, Bank of America, State Street Corporation e Wells Fargo. “Vocês vêm aqui nas suas bicicletas, depois de comprar biscoitos das bandeirantes e ajudar a Madre Teresa para dizer:‘desculpe, não faremos de novo, confiem em nós.’” Os congressistas pediram que os executivos reconhecessem a “ira” dos contribuintes motivada pela pouca transparência sobre a administração dos fundos. E acusaram as instituições de não usar o dinheiro para atender a uma das exigências do plano: flexibilizar o crédito aos consumidores e empresas. O tom dos banqueiros foi de mea-culpa. O executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, reconheceu a percepção da opinião pública às vezes “com razão”, de que “Wall Street perdeu de vista suas amplas obrigações públicas”.

Sinceramente, tenho apenas um comentário: O que tem de brasileiro classe média alta que foi fazer a América pagando uma baba por um MBA e que, agora, tá voltando no navio negreiro…

E a melhor do dia foi publicada agora no Bluebus:

“Em janeiro o periódico inglês The Times listou em um especial os 50 jogadores de futebol que vao explodir em 2009. Nela figurava um atacante de 16 anos, Masal Bugduv, supostamente “o melhor da Moldova” (regiao nordeste da Romênia). O jornal dava como certa uma transferência para o clube inglês Arsenal. O jogador também recebeu mençoes entusiasmadas no site Goal.com e também na revista ‘When Saturday Comes’. ”
Para resumir, a história é uma farsa. Alguém que tem conhecimento da preguiça do jornalismo atual, criou releases falsos da Associate Press sobre o jogador que foram postados em fóruns de futebol. Também foi criado um perfil na Wikipedia, entre outros.
Resumindo: quem conta um conto inventado…
A história circulou em blogs e ganhou a grande imprensa. E o Times? Não fez nenhuma errata. Só cortou o nome do cara.

POR QUE?, por Jorge Ricucci Clerc

jorgeInaugurando a nova seção “Por que?”, intrépidos profissionais contam onde estavam com a cabeça quando entraram no mundo da internet.

Nosso primeiro convidado, é Jorge Ricucci Clerc ou Jorge Clerc. 26 anos, solteiro, é o segundo playmobil da esquerda para a direita. Amante de esportes radicais, futuro aluno da FGV, filho de pai argentino e mãe chilena – e obviamente com algum italiano no meio dessa geléia geral, ele, atualmente, está no departamento de Publicidade – LatAm do Terra.

1) Por que trabalhar com media on line?
Olha Ana, é pergunta contraditória, porque nos anos de colegial queria ser um diretor de arte, fazer os comerciais de TV, anúncios de revistas/ jornais, Spots de rádio, mas até então nem sabia que o nome era esse “Diretor de Arte” de tão leigo que eu era, no meu terceiro ano de Faculdade acabei arrumando um estágio por indicação de uma amiga, numa agência de Marketing de Relacionamento na área de mídia, como de praxe os grandes clientes dividem sua verba de MKT e comunicação entre agências cada uma com seu Know How, a Rapp no caso cuidava de ações de relacionamento, Mkt Direto, BTL e internet (em 2004) acabava sendo uma maneira alternativa de tentarmos “beliscar” a verba dos clientes. E o legal era que conseguimos, minha chefe na época, hoje na Microsof tinha um trabalho ardo dia a dia, alem de me orientar e ensinar os tramites da Mídia Interativa. Agora respondendo sua pergunta, não tenho um PORQUE trabalhar com Mídia Online, eu acredito que a Mídia Online acabou me escolhendo para trabalhar com ela, por questões de uma das únicas alternativas de tentar trazer receita para a Rapp. Depois “pintou” uma proposta para trabalhar na Lew´Lara (hoje Lew´Lara/TBWA) e hoje atualmente sigo no Terra para toda a Região Latam.

2) Como vc se vê em dez anos?
Olha Ana, fisicamente falando me vejo um pouco mais gordo, porém com a minha mordida e dentes lindos e saudáveis, afinal de contas acabei de encarar a batalha com esse “treco” metálico que há dias me molesta a boca, bochecha, língua, etc… Mas profissionalmente falando, com 36 anos me vejo com um cargo a nível gerencial ou por que não de Diretor na área de Comunicação/Marketing, mas qualquer um que seja os cargos e Campânia, que seja fora do Brasil; Essa vontade de viver fora do nosso país se une com a vontade de conhecer outras culturas, idéias, propósitos e gente. Saiba que sigo correndo atrás do MOS (meta/objetivo/sonho).

3) Hoje, o que te deixa feliz no trabalho?
Olha Ana, não é fácil essa pergunta, mas saber que eu consigo atender a demanda das pessoas, ganhando ao mesmo tempo o respeito delas, isso me deixa feliz, vale citar também o ambiente que a empresa proporciona além das pessoas e o espírito delas que são muito bacanas (vc é uma delas); Agora o que me deixa muito feliz, pode ate soar estranho, mas é a parceria que temos com a Living Well (Hilton´s Gym) e Reebok, não abro mão da minha corrida matinal, e confesso que esses quilômetros percorridos fazem o dia-dia ficar melhor e conseqüentemente o trabalho também.

YES, WE GET ARREST

 

Tá na internet: o artista Shepard Fairey, criador do poster Hope para a campanha presidencial de Barack Obama, foi preso na última sexta-feira (6), acusado de fazer pichações em propriedades públicas de Chicago (como a  linha de trem que passa pelo rio Charles, perto da Universidade de Boston). O artista foi liberado horas depois da prisão, após pagar fiança. Fairey já foi detido várias vezes sob a mesma acusação…obama

Se fosse no Brasil, o fofo ia ficar uns quarenta dias preso e iria ser solto com piolho e outras cositas…

blagojevichHoje, enquanto corria meus sete quilômetros protocolares, assisti ao David Letterman que, no dia 03 de fevereiro, entrevistou o Rod Blagojevich, ex-governandor de Ilinois que tentou vender a vaga deixada por Barak Obama no senado americano. Como vocês já sabem, depois de afirmar que não iria renunciar nem ao menos pedir desculpas pela falcatrua, o cara sofreu impeachment – e nunca mais poderá se candidatar pelo Estado de Ilinois – e responde a processo criminal.

Pois bem: há semanas David vem pichando o cara. Mas pegando super, híper pesado. E quase parei de correr para acompanhar com calma o grande encontro. Do começo do programa até a entrevista, David Letterman tripudiou do cara sem o menor pudor – foram dois blocos só de piadas em cima dele.  Finalmente, ele vai ao palco e David dispara: “O que vc está fazendo aqui?”. A resposta: “Eu sempre quis vir ao seu show, pelo menos o Impeachment me permitiu isso” e por aí foi. David fez perguntas diretas, duras e não deixou o cara relaxar. O ex-governador pagou o maior mico. Não soube responder… Enfim, foi realmente um Late Show.

Não curto a cultura americana, demorei 3 décadas para pisar em solo dos gringos –  fui para ver o declínio de Bush in loco – mas tenho o maior respeito pela imprensa deles.  Infelizmente não consigo imaginar um Jô, uma Marília Gabriela, uma Ana Maria Braga (hahaha) fazendo isso. Aqui, a memória é curta e, certo ou errado, quem tem grana, manda… Nossos jornalistas gostam é de sair na Caras.

Para assistir na íntegra:

E vamos ao terceiro assunto do dia: “ene”. Isso mesmo. “Ene”.

Quem é o pai ou a mãe que tem coragem de botar o “ene” no nome dos filhos? Flaviene, Luciene… Isso é muito brega. É jeca tatu demais.  Se vc se chama “ene”, pode deixar recado indignado. Parece que tem um N mal colocado… Acho que “ene” e pior que “ely” – Franciely, Lucyely… Melhor chamar Flávia, Luciana. Que N ridículo…

Enfim, cada um com suas idiossincrasias…

Saudades do Paulo Francis

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Franz Paulo Trannin Heilborn – alemão mesmo. Carioca.

Eu adorava ler Paulo Francis.

Quando fiz jornalismo, ele era “o” cara. Ácido, irreverente, culto, turrão, doce.

Afinal, ex-crítico de teatro que virou jornalista tinha mesmo que ser contra a corrente.

Eu não perdia um Manhattan Connection. Francis acabava com o Caio Blinder. Sempre.

Lucas Mendes, mineiramente, buscava acalmar os ânimos.

Ao final do programa, comentava as óperas, os balés no Lincoln Center ou em outros teatros incríveis de NYC.

E virava outra pessoa. Doce, e até cansativo – algumas vezes.

Em 1997,  Francis se foi.

 Luís Nassif escreveu:

“Havia o jornalista Paulo Francis e o estilo Francis. Graças ao brilho do jornalista, a partir dos anos 80 o estilo Francis tornou-se a grande influência do jornalismo brasileiro. E aí se criou uma situação paradoxal. Em qualquer mídia do mundo, sua irreverência, furor desorganizado, irresponsabilidade brilhante em relação aos fatos, suas fantasias de inventar fontes e situações e de colecionar modismos de maneira desestruturada tornariam-no personagem de destaque. Paulo Francis nasceu para ser maldito e único. O problema é que foi assimilado pelo establishment e passou a ser vários – a multidão de clones que assumiu sua arrogância, sem herdar o brilho”.

Eu nunca mais assisti Manhattan Connection.

Notas

Texto do Lucas Mendes sobre ele: http://tinyurl.com/ckbeqy

Site oficial (que, às vezes, fica fora do ar): http://www.paulofrancis.com

Erros de gravação na Globo: Francis em off

 

 

O maravilhoso mundo…

gossipHoje no banheiro da academia, ouvi a seguinte pérola:

– Menina, eu e ela montamos um ateliê. Estamos fazendo roupas sobre medida.

A conversa era entre duas moças de mais de quarenta, paulistas ricas.

Eu quase tive um troço e caí desmaiada. Roupa sobre medida…

Aqui, quanto mais ricos ficamos, é quase regra: menos o português interessa, menos a ética, menos o que for obstáculo para chutar o pau da barraca… Por que isso? Será que tem a ver com nossa origem de colonizador? Do cara que chega para levar o seu e devastar o que ficar?

Enfim, hoje, terminando a novela da minha nova mesa, chegamos com nossas coisinhas para o lugar que nos pertence. Pergunta se alguém se levantou para ajudar? Eu, que sou sempre econômica e meio cigana, tinha pouca coisa para organizar. Mas minha diretora, com 7 anos de casa, tinha o mundo para trazer. E ficamos nós duas, organizando as coisas e as pessoas fingindo que não era com elas.

O maravilhoso mundo da internet. 

É bom porque é sobre medida para quem tem muita ambição e pouco estofo.

Mas também é bom para nosotros! Yeah!!!

A dança da cadeira em nova versão

 

Ana ficou presa em linha de pipa e não pôde mudar de mesa (Foto: Reprodução/TV Tem)
Ana ficou presa em linha de pipa e não pôde mudar de mesa (Foto: Reprodução/TV Tem)

Minha gente, a história da mesa virou novela.

E não resisti: tenho que publicar.

Armários arrumados, material pronto para a mudança e nada do help desk aparecer para levar o micro e mudar o telefone.

Vou tomar um café e confabular com os amigos quando uma pessoa do trabalho avisa: a mesa que arrumaram para você já tem dono.

Resultado da ópera: presidente, RH, puxa-saco, amante e o escambau entraram na história. Sai, não sai, muda, não muda.

No meio do barraco peguei minhas coisas e me mandei.

Adoro ver o circo pegar fogo. Ainda que eu saia chamuscada…

RIOT! GRAURRRRRR!!!

Um dia cinza

cadeira-vaziaQue beleza é o mundo da internet.

Cheguei para trabalhar e descobri que vou ter que mudar de mesa.

Aqui é assim: falta mesa. Em época de crise, em que falta emprego, chega a ser interessante o paradoxo.

Mas, além de internet, somos uma corporação. Certo?

Então vocês já podem imaginar a luta de poder, os usos de certos privilégios e outras cositas más (nos dois sentidos), para que a mudança seja feita. Quem está bem com o chefe, quem não está, a importância de se mudar um departamento de lugar, e por aí vai…

Eu, de meu lado, estou indo com a maré. Não sou “boss” de ninguém. E confesso: vou ficar com saudades da turma do meu lado, que é fofa. Gente fina, gente elegante.

E, como o destino sempre apronta das suas, vou para o meu antigo “lado”, o marketing. E seja o que o diabo mandar!

Mudando de assunto, que tempo louco (chove o mundo e faz calor), que época louca (crise, Obama, bancos fechando, bônus sob júdice, construtoras quebrando), etc, etc, etc. Será o fim dos tempos? Será o ano do macaco? Será o benedito?

Ontem recebi um email, dizendo que no dia 14 de fevereiro, sábado que vem, vamos entrar na Era de Aquário. Quem tem a minha idade viu o filme Hair escondido. Risos. Melhor reformular a frase: quem tem a minha idade, é mineiro de família tradicional, viu o filme Hair escondido. Eu vi e achei o máximo. Queria ser hippie, estar na luta contra a guerra do Vietnã, estar na viagem de Thimoty Leary. Mas, puxando a cordinha, vamos entrar na Era de Aquário e isso é algo importante para os astrólogos. O que é interessante nessa época é  que é esperada  uma mudança poderosa que atingirá todo o mundo.

Pois bem, a música do Hair numa tradução livre promete mil coisas…

Quando a lua estiver na sétima casa
E Júpiter alinhar-se com o Marte
Então a paz guiará os planetas
E o amor dirigirá as estrelas

Este é começo da época de Aquario

Harmonia e compreensão
Simpatia e confiança existirão
Não mais falsos ou ridículos
Sonhos vivos brilhando as visões
Revelação de cristais místicos
E a liberação da verdadeira mente
Aquário!

Acho que minha grande mudança vai ser participar do Programa do Raul Gil… E pegar meu banquinho e ir embora de mansinho. Rárárárárá!