Poeminha despedaçado

Flores, flores, e Richard Burton (Photo:LiFE)

Enquanto alguns se divertem com a vidinha pacata, Elizabeth sempre jogou como uma profissional da roleta.
Esta foto é do casamento com Burton, que ocupou os números 5 e 6 na longa lista de maridos da atriz.

Com ele, foram 11 anos de casório, uma filha adotiva. 20 anos de história nem sempre “em comum”. Mas de amor.
“O casamento do século” (passado) – ficou decretado.

Tudo começou em Roma, no set de “Cleópatra”. A mídia (sempre moralista) e o Vaticano (inquisidor) espernearam: os dois eram casados e não esconderam o affair.
Quem mandou um interpretar Marco Antônio e o outro, Cleopátra?

Este ano, velhinha, ela resolveu divulgar as cartas que recebeu do amado.

“Você é provavelmente a melhor atriz do mundo, o que, somado a sua beleza extraordinária, faz você ser única”, escreveu Burton.

“O fato fundamental e mais terrível, fatal e impossível de mudar é que nós não nos compreendemos de maneira alguma. Operamos em comprimentos de onda diferentes. Você está à distância de Vênus – o planeta, quero dizer – e eu não tenho ouvido para captar a música dos astros”, ele escreveu em outra carta.

Burton teve uma vida de altos e baixos, bebeu todas, tinha cirrose e morreu como o pai, com uma hemorragia cerebral.
Vovó Taylor se acabou com a morte de Jackson e ainda dá suas twittadas.

Lugar comum é achar que a vida é certinha, que tudo é previsível e que você está seguro.

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