Ana Hashimoto Pessoa

[audio:03-mesecina.mp3]
Detalhe do pescoço de Hashimoto
Detalhe do pescoço de Hashimoto

Ontem recebi os resultados do meu check up anual (anual é forma de falar, porque ano passado nem passei na porta do médico – e esse ano já passei no hospital para tomar soro… Sinal que preciso me cuidar melhor). E descobri que posso estar com Tireoidite de Hashimoto.
Claro que pensei num distante parente japonês, que me deixou de herança essa porcaria.
Talvez um artista consagrado, famoso autor de mangás.
Mas não é nada disso. É só um médico danado que descobriu uma doença auto-imune, difícil de diagnosticar e que atinge milhões de pessoas no mundo todo.
Vários genes seriam responsáveis por esta doença, o que caracteriza uma Herança Poligênica. O problema é mais comum em mulheres (oito para um) e, na maioria das vezes, é causado por excesso de iodo na alimentação e remédios.
Em resumo: ou é uma herança genética, ou um excesso de iodo na alimentação ou um excesso de certos tipos de remédios. Seja lá o que for, esse negócio faz com que meu próprio corpo ataque a tireóide que deixa de produzir hormônios. Sintomas? Cansado, desânimo – ainda não aconteceu comigo -, falta de libido – socorro! -, e metabolismo lento – ou seja: engorda!
Enfim, pelo exame, eu tenho isso e não há cura. Agora tenho que fazer mais exames para saber como resolver o caso. Ou não fazer nada – e acompanhar com exames duas vezes por ano – ou tomar hormônios.
Tudo isso me fez pensar na nossa integração com o meio ambiente. Como não tenho parentes que notadamente tiveram o problema, provavelmente o excesso de iodo em nosso sal (para combater o bócio no Brasil, veja a ironia), ou o uso de remédios além da conta (para a presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente, da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renata Waksman, os hábitos culturais, a educação, a falta de legislação e, principalmente, o fácil acesso às farmácias contribuem para o alto nível de automedicação no país).
Enfim… É para se pensar.

Mas… Vamos ver o lado bom: agora descobri porque dei uma engordada nos últimos meses. E a solução pode estar próxima. Claro que vou continuar ralando: as corridas de 7km, o pilates 4 vezes por semana… Afinal, não há hormônio (dentro da normalidade, é claro) que faça com que a pança e as pelancas desapareçam…

Nada que um sábado de sol, uma volta com a Alice, dois dias de bobeira não curem.
Rapidinho serei uma nova Isabeli Fontana. Ou Ana Hashimoto. Risos e mais Risos.