Sábado

Por que hoje acordei pensando que era sábado.
Sábado de sol.
Coloco minha malha.
Corro meus 7km no parque.
Banho rápido com óleo para deixar a musculatura acordada.
Carro.
Um dedinho de gim.
Zimbro, zimbro, zimbro.

E é quarta-feira.
(ainda)

Benefícios


Ano novo, check up em dia, casa se arrumando automaticamente e um sábado.Sábado para acordar sem obrigação, sem rapidez ou idéia que vá mudar seu mundo.
Sábado para sair por aí com cachorro.
Para comprar flores para a vida nova.
Para ver antiguidades e ter idéias.
Para novos eletrodomésticos.
Para um elogio de pedreiro.
Para um pedaço de livro eletrônico com café.
Para ver imagens do Rio, do moço que perdeu irmã, filhos, sobrinhos, cunhado e pensar que hoje, agora, um raio de sol e mais nada.
Sábado com sorvete novo.
Sábado de brisa sem motivo.
Sábado de folhas.
Sábado.

Bom para você e para mim.

Guloseimas

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Acima, delícias da patisserrie Jean et Marie. Bolo de chocolate, bolo de cenoura, macarrons variados.

A locação? Nosso amado PAO, do simpático Rafael. Comida gostosa. Sábado de frio.

Um descompromisso total.

No meio do caminho, pé, mão, pêlo, laser. Ser mulher é um saco. Gastar dinheiro e perder horas preciosas.

Perder pêlo, alterar cabelo, colorir unha para depois começar tudo de novo.

De noite, show da Adriana Calcanhoto.

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Ela é maldosa. Sacaneia o público burro. Público chato, sem educação. Que não respeita o silêncio do artista. Que grita porque não é artista.

Ela tem calcinha preta e uma coisa calipso.

Ela fala poesia. Ela toca cuíca.

Ela veste uma roupa em cima da outra. Ela tem uma voz muito madura.

Sem saída 

(Música:Cid Campos LETRA:Augusto de Campos VOZ, violão e bateria:Adriana Calcanhotto)

a estrada é muito comprida

o caminho é sem saída

curvas enganam o olhar

não posso ir mais adiante

não posso voltar atrás

levei toda a minha vida

nunca saí do lugar

Milk, Slumdog Millionaire e sábados com macumba

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O sábado tem sempre um ritual.
Passeio na praça – que é meu quintal de casa – com Alice.
Café sem pressa na Rodésia.
Papo com Denis, um simpático e doce atendente da padoca.
Mais passeio na praça.
Volta para casa e programação do dia.
A tarde foi para colocar os filmes em dia.

Milk

Tem uma frase emblemática do filme que me tocou.
Harvey Milk fala para o parceiro que ele acabou de conhecer:
– Quase 40 (anos) e ainda não fiz nada de que me orgulhasse.
Mais do que um filme sobre a luta sobre o direito dos gays e das minorias, é um filme sobre um cara que mudou a vida aos quarenta anos. É forte. Eu, como sempre, saí do cinema querendo chutar o pau da barraca. Mas estou me preparando para isso.
Ou vc acha que largar a Globo depois de uma década foi fácil?
Mas não espere: – Meu nome é Ana Pessoa e estou aqui para te recrutar… RÁRÁRÁRÁRÁ.

James Franco é sucesso total como Scott Smith e como pessoa em si
James Franco é sucesso total como Scott Smith e como pessoa em si

Sobre a atuação de Sean Penn, acho que o machão que espancou Madonna e que curava as ressacas de Bukowski fez um grande esforço. Sinceramente, ele está uma bicha muito afetada. Acho que um pouco over.
Mas, com toda certeza, mereceu levar o Oscar.

Slumdog Millionaire

E por falar em Oscar… Vamos – rapidamente – espinafrar Jay Ho.
Slumdog Millionaire é – sem sombra de dúvida – um dos filmes mais picaretas que já vi.
Roteirinho para Oscar – e levou 8 para casa.
Tema que agrada: ser Pollyanna num mundo cruel.
E tem clipinho final com os momentos mais marcantes do filme.
E clip com a música-chiclete Jay Ho.
Sinceramente, uma porcaria anglo-americana.
Eu, se fosse indiana, jogaria Danny Boyle na parte mais suja do Ganges.
Quem gostou de Trainspotting pode esquecer… O cara agora é Jay Ho – leia-se comercial até as tampas. Ah! E uma curiosidade: vocês sabem o que é jay ho?
É uma gíria para turbo, speedy – Speedy aqui no Brasil, nas últimas semanas, muita gente viu o que é… Rárárárárá.

Macumba

E, num dia com batata frita, milk-shake, chocolate, pizza e vinho (!), o melhor é terminar o post co macumba.
É que uma esquina da praça aqui perto de casa virou ponto de despacho.
Semana passada tinha tigela com bife e pimenta.
Depois, duas galinhas sem cabeça e um vidro de cachaça.
De tarde apareceu um jarro funerário branco com uma guia cheia de caveiras…
Eu, gaiata, e cheia de vinho na cabeça, dei um google nos cânticos de Exu, fiz um cartaz e preguei na árvore.
Escrevi que quem fizer macumba ali vai levar a praga de volta para casa. E botei um trecho do cântico.
Será que cola?
Rárárárárá…

Abaixo, detalhes da cartinha e da macumba das galinhas…

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Ana Hashimoto Pessoa

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Detalhe do pescoço de Hashimoto
Detalhe do pescoço de Hashimoto

Ontem recebi os resultados do meu check up anual (anual é forma de falar, porque ano passado nem passei na porta do médico – e esse ano já passei no hospital para tomar soro… Sinal que preciso me cuidar melhor). E descobri que posso estar com Tireoidite de Hashimoto.
Claro que pensei num distante parente japonês, que me deixou de herança essa porcaria.
Talvez um artista consagrado, famoso autor de mangás.
Mas não é nada disso. É só um médico danado que descobriu uma doença auto-imune, difícil de diagnosticar e que atinge milhões de pessoas no mundo todo.
Vários genes seriam responsáveis por esta doença, o que caracteriza uma Herança Poligênica. O problema é mais comum em mulheres (oito para um) e, na maioria das vezes, é causado por excesso de iodo na alimentação e remédios.
Em resumo: ou é uma herança genética, ou um excesso de iodo na alimentação ou um excesso de certos tipos de remédios. Seja lá o que for, esse negócio faz com que meu próprio corpo ataque a tireóide que deixa de produzir hormônios. Sintomas? Cansado, desânimo – ainda não aconteceu comigo -, falta de libido – socorro! -, e metabolismo lento – ou seja: engorda!
Enfim, pelo exame, eu tenho isso e não há cura. Agora tenho que fazer mais exames para saber como resolver o caso. Ou não fazer nada – e acompanhar com exames duas vezes por ano – ou tomar hormônios.
Tudo isso me fez pensar na nossa integração com o meio ambiente. Como não tenho parentes que notadamente tiveram o problema, provavelmente o excesso de iodo em nosso sal (para combater o bócio no Brasil, veja a ironia), ou o uso de remédios além da conta (para a presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente, da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renata Waksman, os hábitos culturais, a educação, a falta de legislação e, principalmente, o fácil acesso às farmácias contribuem para o alto nível de automedicação no país).
Enfim… É para se pensar.

Mas… Vamos ver o lado bom: agora descobri porque dei uma engordada nos últimos meses. E a solução pode estar próxima. Claro que vou continuar ralando: as corridas de 7km, o pilates 4 vezes por semana… Afinal, não há hormônio (dentro da normalidade, é claro) que faça com que a pança e as pelancas desapareçam…

Nada que um sábado de sol, uma volta com a Alice, dois dias de bobeira não curem.
Rapidinho serei uma nova Isabeli Fontana. Ou Ana Hashimoto. Risos e mais Risos.